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Korea_ Volta para Seoul – 13/07/2011

13-07-2011 – Volta para Seoul

Saímos às 8h. Hoje o dia promete.

De volta para Seoul, tivemos algumas paradas.

Conhecemos uma plantação de Ginseng na KimChi Farm, perto de Seoul. Nos disseram que há muitas espécies de Ginseng no mundo inteiro e uma grande diferença de qualidade entre eles. Por meio de pesquisas, descobriu-se que há uma espécie de essência dentro dele e quanto maior a quantidade dela, melhor é a sua qualidade. Aqui há cerca de 30 tipos dessa essência, o que torna o ginseng coreano um dos melhores do mundo. O tempo ideal para colheita é de 6 anos. Mais do que isso, ele suga toda a energia da terra. Na Korea, o plantio é controlado pelo governo. O agricultor planta e o governo colhe. A forma de plantio é especial e secreta. Crianças e jovens tomam pó de ginseng e os adultos a sua essência. Nós ficamos na saudade. Experimentamos, mas não pudemos comprar porque não há venda no lugar que visitamos. De qualquer forma, foi ótimo porque nos divertimos muito no lugar.

Além da aula sobre o cultivo do Ginseng, tivemos uma aula prática de como fazer um famoso prato típico da Korea, o Kimchi, uma tradicional conserva feita com acelga fermentada com especiarias (alho, gengibre, pimenta e rabanete) e que lá é consumida em qualquer ocasião: do café da manhã ao jantar. Não posso dizer se é bom ou não porque não provei.

Com tanta coisa típica, ter o nosso momento coreano com o traje típico fechou com chave de ouro o passeio no lugar. São vivências que ficam registradas para sempre na nossa memória.

No caminho, também paramos em “Suen” para vermos a muralha que circunda a cidade “Suenhasoun”. Difícil é decorar esses nomes! Nem sei se é assim que se escreve. Quando há placa, a sacada é tirar uma foto em frente para registrar o local. Só que nem sempre é assim – muralha não tem placa. rsrsrs

Chegamos às 13h. Dá para ver que Seoul é uma cidade muito bonita. Hoje almoçamos Barbecue. Sem chance de ficar livre do foguinho da mesa. Estou até ficando repetitiva, mas… A única diferença é que podíamos escolher os ingredientes. Peguei um porquinho picante! Eu deveria saber que aquela corzinha vermelha não era tomate. Os ingredientes tinham nome em inglês e teve gente que comeu “Buldog”com certeza absoluta de que não era cachorro. Preferi não arriscar.

Depois do almoço fomos até a Torre de TV pelo Namsan Cable Car. Que vista da cidade! Aproveitamos para ver ali perto a Namsangol Hanok Village – https://www.hanokmaeul.or.kr/, uma vila em miniatura que representa as casas de antigamente, época do Príncipe VIII.

Na sequência, fomos às compras. Dois shoppings lado a lado. Um de pechincha e o outro não. Como não estava a fim de comprar roupa, andei pelos dois. No primeiro, as coisas possuem um preço bom, depois da famosa pechincha, o que demanda um tempo que não tínhamos. No segundo, os preços não são tão bons. Há alguma coisa razoável e o mais interessante é que muita coisa coisa se parece com o que temos no Brasil em lojas famosas. Acho que eles devem comprar por aqui e dizem que a confecção é deles. Foi essa a sensação que tive.

Para finalizar, jantamos um franguinho inteiro dentro de uma cumbuca, com caldo. Cada um recebeu essa mistura que podemos chamar de canja coreana. Espero que minha meta seja alcançada aqui. Só faltam 6 kg!

Estamos no Niagara Hotel – http://www.niagarahotel.co.kr/kor/main/index.asp. Parece ser bom.

Korea_ Um passeio pelo interior -12/07/2011

12-07-2011

Deixamos o Pine Ridge Resort Villa às 9h. De ônibus, continuamos nosso caminho em direção ao interior da Korea. Nossa primeira parada foi no Seoraksan National Park – que fica em Gangwon, uma província da Coreia do Sul, localizada no nordeste do país, cujo significado é a montanha da lua e neve – http://english.knps.or.kr/Knp/Seoraksan/Intro/Introduction.aspx . No caminho, o guia continuou nos contando um pouco mais sobre a cultura local e, dentre outras coisas, nos disse que aqui as oferendas aos Budas são vela branca e arroz. A cor branca tem um significado especial para eles.

Após essa visita, saímos em direção à nossa próxima parada. No final do dia chegaríamos à divisão da Korea do Sul e Korea do Norte. Nosso hotel fica próximo. Desde o início do dia algumas recomendações foram feitas e uma delas é para não tentarmos nos aproximar da divisão. Devem ter razões para isso.

Às 13h30 pegamos um trem com destino a Gangneung – https://www.lonelyplanet.com/south-korea/gang-won-do/gangneung. Chegamos a Jeongdongjin Station.

Passear de trem sempre é uma experiência interessante. Aqui, a paisagem é linda. Por toda a parte há cultivo de arroz, milho (o mais doce que comi até hoje), frutas, verduras e legumes em abundância. Os processos de cultivo são diversificados: estufas, amarrações, diversos tipos de separação e vários tipos de cercas.

Depois de 15 minutos, o mar se abriu à nossa frente. Foi só passar por alguns túneis para ele aparecer. Tinha até praia com cadeiras, como as nossas. Só que, em alguns lugares, grandes pedras estavam entre a areia e o mar. Deve ser um processo de proteção. Além disso, a praias, em muitos trechos, possuem cerca elétrica e pinheiros estão por toda a parte. Jeongdongjin é considerada uma Pine city. Não fosse pela língua, indecifrável, à primeira vista pensaríamos estar numa cidade litorânea do Brasil. Só que não é bem assim. Apesar de parecer com Caraguatauba, só o clima é de praia. A Edely notou que é uma cidade muito parada. Apesar de ser verão e férias, não há ninguém. Tudo muito parado.

Aqui é o mar do Japão, só que sem nenhuma onda, para a nossa salvação e grande alívio quando pensamos no desastre recente ocorrido no Japão.

Assim que descemos do trem, o ônibus estava nos esperando para nos levar até o restaurante, para almoçarmos. O que havia nas mesas? O mesmo foguinho!!!! Como gostam disso! Desta vez, o conteúdo era um misto de frutos do mar, repolho e fiapos de cenoura. Pode ser saudável, mas… Ainda bem que comprei uma dúzia de bananas. O pessoal gostou.

Às 14h30 chegamos ao Museu de Guerra – Gangneung Warship Exhibition Hall. Trata-se de um navio feito na segunda guerra mundial. Foi usado por 27 anos, em 3 guerras – Korea do Norte e do Golfo, além da segunda guerra mundial. É o único em exibição no mundo. Também vimos um submarino usado pela Korea do Norte. É um privilégio ter oportunidade de ver essas raridades. Melhor ainda é não ter nenhuma participação nisso.

Depois de mais uma hora de ônibus, paramos na Wind Village PyeongChang, que recebe este nome porque é um local de muito vento. Hoje não estava ventando, mas a chuva voltou depois de algum tempo que estávamos lá. Ainda bem que deu para andarmos de quadriciclo antes dela. Depois fizemos queijo e sabonete. O queijo foi saboreado no próprio local e o sabonete estamos levando conosco. Sabe qual foi o meio utilizado para preparo do queijo? Aquele foguinho em cima da mesa. O Darci disse que mais um pouco ele leva o fogareiro para Porto Alegre.

PyeongChang foi a cidade escolhida para os jogos olímpicos de inverno de 2018 e a população está muito feliz.

A próxima parada foi para jantar mais uma comida típica – Barbecue. Pergunta que não queria calar: cachorro? Não, segundo companheiros de viagem porque não se faz churrasco de cachorro – a carne fica dura. Que alívio!!!!

Nos livramos do foguinho na mesa? Nem pensar. Já estamos ficando habituados.

Surpresa maior foi o hotel Oak Valley. Quando chegamos, fomos direto aos quartos, quase todos no mesmo andar – surpresa!!! – não tinha cama! Isso mesmo. Um quarto de hotel sem cama. Segundo o guia, é um típico hotel coreano. Coloca-se edredon no chão, cobre-se com outro edredon. E dorme. Isso para quem consegue. Só que eu descobri que os mais coreanos – o guia e seu auxiliar – tinham cama de casal. Fizemos barulho e nos arrumaram 4 quartos com cama. Não sei a opinião de todos, mas a maioria não gostou nem um pouco de dormir seguindo os “costumes locais”.

Acho que já dá para começar a fazer um balanço daquilo que estamos vendo na Korea – é tudo aquilo que às vezes ouço dizer sobre a China. Acho que deve ser a China de ontem que eu não conheci, porque a de hoje, na minha opinião, deixa saudade. Korea viu, está visto. Melhor do que a China, só os banheiros, o que é uma grande coisa. Só que não ver, não faz falta nenhuma, também na minha opinião. Estamos gostando da viagem porque estamos vendo muitas coisas diferentes. Mas não precisava exagerar, não é? Ainda dá tempo para mudar de opinião.

A chegada_11/07/2011

11-07-2011 – Primeiros momentos!

Realmente, viajar para o outro lado do mundo não é fácil. São dois dias que passamos entre aeroportos e aviões. A gente come, dorme, acorda, come de novo e a viagem não acaba. Quando chegamos, o cansaço é tão grande que trocar o dia pela noite fica fácil.

Em Seoul, fomos direto para o Ramada Hotel só para pernoitar. Assim que levantamos, tomamos café e saímos de ônibus para o interior da Korea.

Já deu para perceber alguns costumes diferentes dos nossos. Eles regulam bobagens como a segunda chave do quarto. O café da manhã foi servido em local diferente dos demais hóspedes. Para grupos, mais fraco, claro. Se eles possuem costumes, nós também levamos os nossos conosco e, com jeitinho, conseguimos mais uma chave. No café, o leite quente, o cereal e o suco de laranja só apareceram depois de alguma insistência da nossa parte. Respeitar os costumes locais no que se refere à cultura e religião é nossa obrigação e a deles é respeitar nossos direitos, para haver harmonia.

Nosso guia já nos ensinou o básico para sermos simpáticos: Ao chegarmos, devemos falar “Anhoun Hateoun” e, para agradecermos, falamos “Kamisá Hamidá” que são, respectivamente, “Tudo bem?” e “Obrigado”. Já deu para perceber que nem sempre dá certo. Quem sabe até o fim da nossa viagem pela Korea a gente aprende.

11/07/2011 – Descobertas!

Depois de 1h30, a chuva não nos impediu de fazermos nossa primeira parada. Pegamos um barco para conhecermos um parque famoso que fica numa ilha. O Parque Nacional Naminara possui algumas características que se destacam- é bastante ecológico, quase tudo é feito de material reciclável e os detalhes são interessantes. Além disso, é um lugar muito bonito. Segundo o guia, uma novela muito famosa foi filmada nele, o que motiva os coreanos a irem sempre até lá.

A segunda parada foi para almoçar. Restaurante típico coreano. Tem que ter, não é? Interessante! Vale como dica para os preguiçosos que não gostam de cozinhar. A gente encontra a comida crua na mesa, servida em uma espécie de frigideira grande. No nosso caso, para 18 pessoas foram 5. Dentro tinha repolho, frango e batata picados e um tipo de macarrão típico daqui. Assim que a gente chegou, eles ligaram um foguinho embaixo daquelas panelas e nós quase fritamos junto. Para acompanhar, acelga picante (e põe picante nisso), cebola crua (para minha salvação estava num potinho à parte) e folhas de alface para ajudar a comer aquela mistura que, depois depois de pronta, tinha gosto de quase nada. No final do cozimento, eles colocaram arroz. Muitos gostaram. Para mim, seria uma comida saborosa se tivesse algum tempero que não fosse a pimenta. Ainda bem que saímos de lá e fomos até o mercado comprar frutas que não são servidas como sobremesa porque são muito caras para os padrões locais.

Haja banana para matar a fome! A Edely até tentou uma segunda opção, mas os bolinhos que ela comprou eram colesterol puro. Ainda bem que o Tony chegou na hora que ela ia pagar. Seria o colesterol mais caro da viagem. Ainda não conhecemos a moeda. A Silvia apostou na chuva e comprou uma galocha vermelhinha. Tomara que ela a aposente a partir de amanhã.

Em seguida, pegamos o ônibus para nossa próxima parada. Vamos para um resort. O Tony já avisou que jantaremos antes. No hotel, teremos uma seção de spa, inclusa no programa. Os homens ficam num andar diferente do das mulheres e sempre há alteração de acordo com Ying e Yang. Só saberemos na hora.

No meio do caminho, uma paradinha estratégica para lavarmos as mãos. Logo de cara, vimos uma barraquinha de waffle. Sabem qual era a cobertura? Bicho da seda. Isso mesmo! E tinha gente comendo. Dentre tudo que havia na loja de conveniência, consegui comprar sembei de cebola. Se fosse loteria, ficaria rica! A minha decepção foi tão grande que a coreana viu a minha cara e o trocou por outra mercadoria. Ponto para eles!

Alguns aspectos da Korea ditos pelo guia: os homens são muito machistas e as mulheres param de trabalhar quando casam. Os coreanos prezam a limpeza e a comida para sobrevivência. Aqui predomina a religião católica e há muita influência da China, principalmente da Dinastia Tam. Casar por referência é uma prática comum. Por conveniência, as pessoas se conhecem quando são apresentadas umas para as outras e os casais se formam.

Outra parada para jantar. Mais uma comida típica. O mesmo foguinho na mesa desta vez serviu para cozinhar cogumelos, carne de porco, acelga e tofu, servidos com peixe e raiz de lotus.

Depois do jantar, chegamos ao Pineridge Resort Hotel, em Toseodong. Para deleite de todos, estava inclusa a nossa ida ao spa Azalea, Como disse antes, os homens ficam num andar e as mulheres no outro. A sala para relaxar é comum. Aquela história de Ying a Yang deve ser balela. A placa indicando o lugar de cada um estava muito bem grudadinha na parede. Acho que o guia quis valorizar. Nem precisava. O lugar é maravilhoso. Primeiro tomamos banho. Em seguida, passamos por 5 piscinas de água quente com temperaturas diferentes. Da mais quente 40 graus até a mais fria – 23 graus. Isso tudo com direito a um tipo de hidromassagem que vai deixar saudade – rsrsrs – cremes, shampoo etc. Depois, de cabelinho seco, todos foram relaxar. Uns dormiram e outros, como eu, morrendo de fome, fomos na lojinha de conveniência comprar algo para comer no quarto. Agora vamos dormir. Amanhã iremos embora daqui. Uma pena porque é um belo lugar. A chuva parou e a lua está linda.

Por razões óbvias, não temos fotos do spa.

Seoul -10/07/2011

Seoul – Acabamos de chegar! Foram quase 36 horas! Ufa! Que loucura! São 12 horas de diferença e agora vamos dormir. Já é domingo à noite.

A ida para o aeroporto de Guarulhos foi difícil. Que trânsito!

Depois do check in, uma passagem pelo Fast Sleep garantiu últimos ajustes e 1h de descanso antes do início da maratona. O preço? R$62,90.

Roteiro – De São Paulo para Johannesburgo – de Johannesburgo para Taipei – De Taipei para Hong Kong e de Hong Kong para Seoul. Uma vida!

Alguns registros do percurso.

 

Ásia_de 08 a 26/07/2011

Férias 2011 – de 08 a 26/07/2011

Está chegando a hora! Daqui a pouco iniciaremos mais uma maratona rumo à Ásia. Só de pensar, dá um friozinho na barriga! Mas vamos lá! Como não dá para pular as mais de 30 horas entre aeroportos e aviões, o jeito é encarar.

Boa viagem a todos.

Férias 2010 – Despedida

25-07-2010

Quando optei por voltar para a China, muitas pessoas estranharam a minha decisão, ainda mais porque eu viajei sozinha, com um grupo que eu não conhecia. Foi um tiro no escuro, como dizem alguns. Hoje, reafirmo o que já disse antes – foi uma escolha acertada. Foram 22 dias de convivência com um grupo maravilhoso, pessoas que em nenhum momento deixaram de me dar atenção. Na verdade, só fiquei sozinha na hora de dormir, uma mordomia que compensa, principalmente numa viagem como essa! Nos demais momentos, estivemos juntos dividindo informações, trocando experiências e somando alegrias.

A Huang esteve atenta a todas as nossas necessidades e sempre nos acompanhou. Como ela fala chinês, também esteve presente nos momentos em que precisávamos de tradução, principalmente naquelas cidades pequenas que não costumam receber turistas de outras nacionalidades.

Quem é Huang? – De início, era só a organizadora da excursão, um programa montado pelo Centro Taoísta de São Paulo. Junto com Tony, seu esposo, todos os anos programam roteiros diferentes para a China. Sempre acompanhei pela Internet e quase viajei com eles em 2008. Este ano, como estava sozinha, resolvi me juntar ao grupo. De início, com um pouco de receio, afinal a China não fica logo ali. Só que algo me dizia que eu estava certa e resolvi pagar para ver. Hoje, a Huang é também uma amiga, uma pessoa muito especial.

Logo que cheguei a Beijing, tinha a certeza de que seria minha última vez na China e vi a cidade com olhos de despedida, uma certeza que não tenho mais. Não sei se volto para a China mas, se tiver oportunidade, com certeza farei outros programas com eles, que costumam diversificar o roteiro todos os anos.

Valeu Huang. Obrigada pela oportunidade de ver a China com outros olhos.

Gostaria, também, de agradecer o carinho do grupo

Edely – a primeira pessoa que conheci possui um jeitinho aparentemente meio desligado, mas é muito atenta e carinhosa, uma excelente pessoa.

Marília, sua filha, é uma graça. Além de bonita, também muito centrada e carinhosa.

Não tenho palavras para descrever Sílvia. Sempre cantando, nos animava e supria nossa carência com aquele chocolatinho que partilhava conosco.

Regina, um amor de pessoa. Além de amiga, se mostrou entendida na leitura das nossas mãos e nos distraiu bastante.

Flávio e Mariane, um casal que dividiu com todos os bons momentos. Mariane sempre estava conosco e Flávio nos ajudava muito, principalmente porque foi eleito o fotógrafo do grupo. Duas pessoas muito queridas, também.

Darcy foi companheirão em todos os momentos. Já viajou muito e partilhou experiências conosco. Grande entendido em culinária, deu dicas e nos aproximou muito da cultura chinesa com isso.

João, com seu jeito calmo, também foi companheiro e amigo. Obrigada peja ajuda, João!

Por fim, Claudia, uma carioca que dividiu com a gente os momentos gratificantes dessa viagem.

 As fotos estão aí para provar que foram 22 dias que deixarão saudade e a volta para casa é muito melhor depois de ter vivido dias tão gostosos na companhia dessas pessoas que se tornaram tão queridas.

 Pois é, pessoal, na China é preciso saber muito pouco de chinês para ser bem recebido. Com “Ni hao” e “Xie xie” os caminhos estão abertos.

Em português, acredito que poucas palavras também podem expressar o muito que se quer dizer num momento como esse –

Obrigada a todos. Até a próxima!

“Imnida”!

Férias 2010 – De Hong Kong a São Paulo

Diário de bordo

Escrito durante a viagem e finalizado em terra. Sorry! Não consegui publicar antes.

Hoje, 21 de julho, iniciamos a nossa viagem de volta para o Brasil.

Saímos do hotel Harbor Plaza Metropolis em Hong Kong às 10h30. Deu tempo para tomarmos o café com calma e nos prepararmos para o retorno.

Como chegamos bem cedo no aeroporto, tivemos tempo para explorarmos o freeshop, que não é nada convidativo para as compras. Os preços são mais altos do que em HK, há várias lojas, mas não são muito diversificadas.

Embarcamos no horário previsto – 13h45, para decolar às 14h30 – horário local – mas o avião ficou parado e só decolou às 15h30. Por causa disso, chegamos em cima da hora no aeroporto de Seoul, Incheon, lugar da conexão para São Paulo, via Los Angeles.

Fizemos um voo tranquilo de Hong Kong para Seoul. Foram 4 horas de duração e nos serviram almoço porque ainda não tínhamos comido nada. Quase sempre há duas opções de refeição. Hoje podíamos escolher peixe ou comida coreana – uma tigela com alguns ingredientes e arroz para colocar junto. Não sou fã número 1 de peixe, mas ele estava razoável. Melhor foi a sobremesa – sorvete de morango Haagen-Dazs.

Como há uma diferença de 1 hora de fuso entre Seoul e Hong Kong, por causa do atraso aterrizamos quase na hora de embarcarmos para Los Angeles. Só tivemos meia hora para fazermos o transfer. O avião decolou às 21h. Parece incrível, mas a gente já começa a perder a referência do tempo. De acordo com o mapa de voo, são 22h15 em Seoul e 06h15 em Los Angeles. Faltam 10h11 para chegarmos. Nesse momento, estamos nos preparando para jantar. Já serviram suco de laranja, amendoim e vão começar a servir a refeição. Depois continuo a descrever como é essa volta. Até agora, não deu para sentir cansaço.

Acabamos de jantar. As opções foram comida coreana de novo e beef – um picadinho de carne com cogumelos, cenoura e vagem sobre macarrão parafuso. São 23h21 e faltam 9h02 para chegarmos. Agora o programa é tentar dormir depois de ver um filme. Há várias opções.

Não sei se alguém assistiu a algum filme. Eu dormi.

Acordei duas horas antes de desembarcarmos porque já havia um movimento de café da manhã.

Agora são 6h39 (Hong Kong) – 7h39 (Seoul) e 16h39 (Los Angeles.). Pulamos o almoço porque no próximo voo teremos jantar, também, por causa do horário.

Tivemos duas opções de café – coreano que não deu para ver a mistura que era e omelete. Pedi omelete. Como acompanhamento, tinha um croassant, geléia, frutas, iogurt e água. O café foi servido à parte.

Agora faltam 50 minutos para chegarmos. São 16h44 em Los Angeles. Como o voo está lotado, não dá para ficar circulando nem conversando com o restante da turma. Todos estão arrumando um jeito de passar o tempo.

Desembarcamos em Los Angeles com tempo suficiente apenas para passarmos pela imigração, mexermos um pouco as pernas e embarcarmos novamente para a última etapa da viagem – São Paulo. O lugar do transfer para o Brasil é péssimo, não tem infraestrutura e só possui duas lojas de dutty free quase sem nenhuma opção.

Embarcamos às 19h50 (hora de Los Angeles). Logo nos serviram o jantar – frango ou beef. Eu fiz a escolha certa para o meu paladar – beef, outro macarrão com carne picadinha. Às 22h já estávamos com as luzes apagadas para dormirmos. No Brasil são duas horas da manhã e a previsão é desembarcarmos às 10h40. Faltam 8h40 para chegarmos. É tanta correria, tanta imigração, além dos comes e bebes que quase não sentimos essa loucura. Vamos tentar dormir mais um pouco para acertar o fuso.

Eu não consegui dormir. Fiquei de olhos fechados, tentando, e desisti. Acho que foi assim para a maioria.

Faltam 3h30 para chegarmos. Desta vez, diferente do voo de ida, não passaram oferecendo suco ou água. Claro que podemos pedir. Até agora foram poucos momentos de turbulência e, quando isso acontece, logo nos pedem para colocar o cinto de segurança. Nada muito traumático.

Aproveitei a calmaria da “noite”e fui até o fundo da aeronave para perguntar para uma das aeromoças o que significava uma palavra recorrente em todas as falas no idioma coreano e que chamou a minha atenção e a do Darcy, um colega do grupo. Estávamos curiosos porque a todo momento ouvíamos a palavra “imnidá” e não conseguíamos relacionar a nada. Não deve ser assim que se escreve, com certeza, mas é o que se ouve. A aeromoça falou que isso é dito sempre que se termina uma frase. Perguntei se seria algo como “Thank you”ou Isn’t it?” Ela disso que não, que não é obrigado nem pergunta, parece que é verbo. Até tentou dar uma aula de gramática, mas confesso que depois de quase 24 horas de viagem não fui capaz de aprender e deixei para ver mais tarde, numa pesquisa básica na internet. De qualquer forma, deu para entender que “imnidá” é algo que sempre é dito no final de uma frase. Fiquei satisfeita e agora estou no meu lugar, tentando me distrair com algum vídeo, já que não consigo dormir.

São 8h23 e começou a movimentação para servir o café da manhã. Continuo depois porque a bateria está acabando e chegaremos logo depois do café.

É tudo muito rápido. As luzes se acendem, as comissárias de bordo se movimentam e começam a servir o café. Para uns, café coreano, que não fiquei sem saber o que é porque ninguém do grupo pediu. A segunda opção foi a mesma do voo anterior – omelete (agora com tomate), frutas, um bolinho e suco de laranja. Que saudade de uma média com pão e manteiga na chapa!!!

Às 10h50 o avião pousou tranquilamente em Guarulhos. Depois dos procedimentos de praxe na imigração (40 minutos), fomos para a esteira pegar a bagagem. Com ela no carrinho, a saída pode ocorrer em poucos minutos ou demorar um pouco mais, já que passar pelo freeshop é opção de cada um. Eu consegui fazer a gracinha de perder o horário do ônibus que vai até a República e só cheguei em casa às 15h, quase 40 horas depois de ter saído de Hong Kong. Pode parecer muito, mas vale a pena, com certeza.

Férias 2010 – Last day in Hong Kong – 20 de julho

20-07-2010
Arrumar as malas! Que programão! Pois é, chegou a hora. Sem choro nem lágrimas estamos deixando para trás um período de muita alegria e divertimento. Tivemos alguns contratempos, como em todas as viagens, mas nada que nos impedisse de aproveitar cada momento.
Ontem tivemos um dia cheio. O pessoal foi fazer o tour programado e eu saí para reconhecimento do terreno. À noite nos encontramos para trocarmos informações sobre o que vimos e compramos. Claro que quase ninguém foi muito comedido porque a volta é internacional e acabou aquela história de 20kg por pessoa.
Que ironia! Agora não temos muito tempo. A sorte de todos é que Hong Kong é um shopping a céu aberto, o que facilita a procura por algo que se deseja. Uns querem ver eletrônicos, outros querem roupas e sapatos não ficam atrás, também.
Aqui tem de tudo, só que os preços são mais altos do que na China. Paga-se mais para comer e usar os serviços. Por exemplo: a internet era free na China, para quem tinha computador. Aqui ela custa 120 dólares Hong Kong, quase 30 reais. Táxi continua barato. Ônibus e metrô também são baratos e o preço varia de acordo com o trajeto. A média é de 5 HKD por trecho.
Hoje o dia foi livre e deu para cada um se agrupar como quis para sair. À noite nos encontramos para o nosso jantar de despedida e, pela primeira vez, nos produzimos para sair. Jantamos no Jumbo, um restaurante flutuante especializado em frutos do mar. Uma delícia!