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Férias 2010 – Xian – 10 de julho

 10-07-2010

Que hotel maravilhoso! Titan Times Hotel!

Hoje o dia foi completo. Poucas palavras só para registrar. De manhã, logo depois do café da manhã, fomos para o Sítio Arqueológico dos Guerreiros de Terracota, que foi descoberto em 1974 quando um camponês, ao furar um poço, descobriu algo diferente – nada mais do que o sítio que conhecemos. Hoje, não mais camponês, fica autografando o livro. Sortudo, não?

De lá, fomos almoçar e depois do almoço conhecemos o Palácio Huaqing – também chamado de Huaqing Hot Spring. O jantar foi na casa de show. Primeiro o show e depois o jantar. Para finalizar, fizemos massagem nos pés antes de voltarmos para o hotel.

Férias 2010 – Interior da China – 09 de julho

 09-07-2010

Conhecer Datong e depois Pingyao foram experiências interessantes. São cidades do interior da China.

É um outro lado de uma cultura milenar, fascinante. Para uns, mais fascinante do que as grandes cidades.

Só que é preciso estar preparado para conhecer e aceitar o que vai encontrar. Aqui, a diferença entre o Ocidente e o Oriente é muito grande e o primeiro passo para aproveitar o pouco tempo em cada lugar é respeitar a cultura local. São hábitos que não merecem julgamento.

De qualquer forma, é uma experiência ímpar e quem viveu não vai esquecer, tenho certeza. Não dá para dizer o que é melhor. Tanto o interior quanto as grandes cidades possuem um gostinho de quero mais e quem quiser conhecer deve vir de peito aberto que vai gostar muito.

Datong_Jantar
Pingyao

Férias 2010 – Pingyao – China – 09 de julho

 09/07/2010

Acordamos em Pingyao.

Um misto de surpresa e decepção no café da manhã. Faltaram algumas coisinhas básicas, na minha opinião. Aquela velha história de agradar a gregos e troianos. Estava ótimo para quem consegue almoçar logo que acorda. Melhor do que o jantar de ontem.

Às 7h20 saímos do hotel e da cidade antiga e fomos até a entrada dela, para conhecer um pouco da sua história. A cidade antiga é cercada por uma muralha que, segundo o guia, tem mais de 700 anos e servia para proteger a população dos ataques dos inimigos do norte.

Dentro dos seus muros há uma vida que, aos nossos olhos parece miserável. Não são sem teto. São pessoas que parecem sobreviver com casa, comida e nenhum glamour aparente. Equivale à vida simples do interior que conhecemos. Antes de circundar a muralha, passamos na feirinha do lado de fora e almoçamos dentro. Aqui é muito comum todos sentarem ao redor de uma mesa redonda e é servido um banquete – pratos variados que são colocados no centro da mesa, que roda, para cada um se servir de tudo que é oferecido. Come-se num pratinho do tamanho de um pires. O correto é usar hashi, difícil é dialogar com eles. Prefiro quando quebram o nosso galho e nos oferecem garfo. Faca é mais difícil de conseguir, até porque não faz muito sentido – nem tem como apoiá-la – e a comida já vem toda fatiada. Há, também, a cumbuca para a sopa e a canequinha do chá, integrantes de todas as refeições. Cada um tem direito a um copo de bebida (normalmente cerveja resfriada e coca sem gelo). É uma cerimônia que pode ser de melhor ou pior qualidade e isso deve depender do que é combinado antes. De modo geral, o banquete acontece numa sala reservada.

Antes do almoço também conhecemos o primeiro banco da China e logo depois dele fomos às compras – três coisas tradicionais aqui: sapato de pano, laca e travesseiro com furinhos, recheado de ervas.

Como tudo depende de intensa negociação, não comprei caixinhas de laca nem travesseiro. Só o sapatinho de pano por 30y, antes 45, e algumas lembranças. O grupo todo também aproveitou para fazer umas comprinhas.

De volta ao ônibus, pegamos a estrada com destino ao aeroporto de Tai Yan. No caminho, paramos para conhecer o Templo Jin Ci. Como estava chovendo, eu não fui.

Dali fomos para o aeroporto e embarcamos para Xian. Depois de 1h15, fomos recebidos pela guia local, Glória, que nos levou para jantar uma comida deliciosa. Terminei a noite lavando roupa suja, literalmente. Dá para secar porque aqui ficaremos duas noites.

Férias 2010 – A caminho de Pingyao County – China – 08 de julho

08/07/2010

Nosso dia começou com um café da manhã mais oriental do que ocidental, às 7 h, porque hoje saímos de Datong, de ônibus, em direção a Pingyao County. Cerca de uma hora e meia depois, chegamos no famoso Templo Xuan – Kong. É famoso porque concentra as três principais religiões da China – Budismo, Taoísmo e Confucionismo. Ele foi construído pouco depois das esculturas dos Budas e se mantém até hoje, protegido da chuva, do vento e da neve pelas montanhas. O último andar é o mais importante porque concentra a imagem dos representantes das 3 religiões. O acesso é difícil para que tem algum tipo de problema físico, mas é um lugar que merece ser visto.

Mais tarde paramos em Yin Xian Mu Ta, uma cidade tipicamente chinesa, com mais de 5 milhões de pessoas. Pena que não deu para conhecer nada porque entramos no ônibus assim que acabamos de almoçar. No caminho, paramos mais uma vez, agora em Tai Yuan City, para conhecermos uma Mina de Carvão. Viagem que levou três horas e meia de ônibus. A exploração do carvão na China começou na Era Neolítica e há mais de 6 mil anos os chineses fazem artesanato com o âmbar negro, encontrado nas suas entranhas. Vimos todas as fases de exploração do carvão até os dias atuais. Primeiro por meio de fotos e mapas e depois conhecemos a simulação de uma mina. Hoje, o carvão é um dos pilares da economia da China, segundo a guia do local.

Nossa próxima e última parada foi Pingyao.

O ônibus parou num cruzamento, no meio da rua. Descemos. Carros e pessoas passavam por todos os lados. Uma confusão só. Essa é a verdadeira China! Pegamos um carrinho, uma espécie de táxi local até o Hongshanxi Hotel, considerado padrão 5 estrelas para os costumes locais. Uma aventura muito agradável.  Parecia um Oásis no deserto. Deixamos as malas e fomos comer – 21h. Depois do jantar, passeamos na rua, para reconhecimento do local.

Pingyao é um lugar diferente de tudo que vi até hoje. Quando estávamos a caminho do hotel, comentamos que parecia cena de cinema. Espero que meus colegas tenham registrado os melhores momentos, coisa que eu não fiz.

Time to go bed. Amanhã é um novo dia. Vamos para Xian.

Férias 2010 – China – Datong County

Datong – China

Uma cidade em pleno crescimento. Muitas construções – aptos, pontes, avenidas – tudo novo. Deve haver uma razão muito forte para isso e merece uma pesquisa mais apurada.

Datong Hotel é bonito, aparentemente mais luxuoso do que realmente é. Os quartos são bem equipados e o café da manhã muito chinês para o meu gosto. Havia outro ambiente servindo café tipicamente chinês. Resumo da ópera. Eles são muiiito chineses. Rsrsrs.

Não conhecemos muita coisa da vida como ela é, mas o grupo passeou na feirinha e no mercado.

Ficamos com inveja do Darcy, que comprou uma pimenta especial por uma pechincha – 5 yuans. Como ele é um gourmet, sabia o que estava fazendo e nos deixou morrendo de inveja. O Flávio comprou uma 51 que, na China, é de 56 graus, por 6 y, embrulhada num saco plástico de carregar peixinho. Minha compra foi para socializar com o grupo – pêssego chinês. Difícil foi entender que o quilo corresponde a meio quilo. No final, paguei 10y por 20 pêssegos e não descobri quanto pesou. Em tempo, cada Yuan vale R$0,25.

A passagem por Datong valeu, também, pelas cavernas onde estão as esculturas dos Budas, um lugar muito bonito, de mais de 1.500 anos e pelo Templo Hanging, Mosteiro Hanging ou Templo Xuankong, um templo construído num precipício, que fica perto de Datong.

Registrando – a partir de agora conto com a colaboração da Claudia e dos colegas para registrar as informações. Obrigada, garotos!

CAVERNAS DE YUNGANG – DATONG – CHINA – JULHO 2010

Férias 2010 – A caminho de Datong – 07 de julho

07-07-2010

Acordamos bem cedo, às 5h30. A mala precisava ser colocada fora do quarto às 6h15. Depois do café da manhã, pegamos um ônibus com destino a Datong. Saímos às 7h15 e a previsão é de 4h30 de viagem. Estou aproveitando o tempo para escrever.
Está nublado e aqui no ônibus cada um faz alguma coisa para passar o tempo, inclusive o motorista – malabarismos nessa estrada. Ele não consegue ficar atrás de nenhum caminhão e não consegue ficar numa única pista. Como dirige mal! Já tem gente enjoando.
São 10h30. Paramos 10 minutos num posto para mexer as pernas e deu para conhecer um pouquinho dos hábitos locais. Muito interessante. Tiramos algumas fotos e seguimos viagem. Agora chove de vez em quando.
Almoçamos num restaurante chamado LaobYe Miao Feng Nei Mei Shi Fu. É isso mesmo que estava no cartão.
Fizemos o maior sucesso entre eles. Muita gente quis tirar foto conosco.
Depois do almoço, chegamos e fomos direto ver as cavernas e as famosas esculturas de Budas em Yugang e a parede com os 9 dragões. Na China, há três paredes com os nove dragões e uma delas fica em Datong.
Datong é uma cidade da província de Shanxi, na China. Localiza-se nas proximidades da Grande Muralha. Tem cerca de 1339 mil habitantes. Foi fundada no século IV e é conhecida como a cidade das Pagodas.
Depois disso, fomos fazer massagem nos pés, voltamos para jantarmos no hotel e dormir porque amanhã sairemos cedo para Pingyao.

Férias 2010 – Beijing – 07 de julho

 07-07-2010
Beijing

Beijing continua uma cidade cosmopolita, nada muito diferente de quando a conheci. Só notei que perdeu o ar festivo que existia com a expectativa da chegada das Olimpíadas de 2008. De resto, tudo igual – uma cidade bem cuidada, limpa, povo educado.
Acho que aprenderam muito com as Olimpíadas, se é que era verdade que tinham outros hábitos antes.
Quando vim pela primeira vez, tinha uma expectativa muito diferente, pois não sabia o que iria encontrar. Agora, sei exatamente o que me espera, o que torna a viagem mais gostosa e tranquila, como eu estava querendo.
Em 2008, quando cheguei em Beijing, senti um misto de satisfação e decepção. Como não sabia o que iria encontrar, imaginava uma China cheia de quinquilharias, tudo baratinho e a realidade é muito diferente. Pensei que iria morrer de fome e comprar o mundo. Não aconteceu nem uma coisa nem oura. Elas existem, sim, só que numa proporção muito menor do que a que existia na minha imaginação. Naquela ocasião, voltei para casa com a sensação de quero mais. Tanto é que voltei.
Agora, andando pelas ruas de Beijing, vejo uma cidade grande, moderna, shoppings maravilhosos com as melhores grifes do mundo.
Há um certo contraste com a vida ainda aparentemente miserável de alguns, aos nossos olhos. Parece que não há muita gente para tanto luxo. A população, que aqui não é pouca, parece ser, na sua maioria, da classe média. Como não conhecemos e a barreira da língua não permite maior entrosamento, agir e pensar como turista é a melhor coisa.
De modo geral, dá para se comunicar, se forem tomados alguns cuidados básicos – trocar dinheiro no hotel, sair com os endereços escritos em chinês e tomar táxi, uma opção barata e segura.
Aprender aquelas palavrinhas mágicas do idioma local (Bom dia! Como vai? Obrigado! Por favor etc.) ajudam bastante. O problema é que eles respondem. Aí… sem chance de estabelecer algum tipo de diálogo. Um pouco de mímica ajuda e está de bom tamanho, para o que podemos fazer aqui. Come-se bem e não dá para sentir falta de nada. Valeu ter voltado!

Férias 2010 – Last day in Pequim – 06 de julho

06-07-2010

Beijing, dia livre. Livre? Mais ou menos. Optamos por um passeio para conhecer um Hutong. Fomos de ônibus e lá pegamos um riquixá, uma espécie de bicicleta grande que leva 20 “. Nem sei se é assim que se escreve. Foi uma manhã de descoberta sobre a vida chinesa. Como eu já conhecia, o impacto foi menor. Pena não termos ido ao mercado. Acho que foi uma decepção para muitos.

Ele fica ao Norte da cidade, no bairro Hou Hai. Não dá para sair de Beijing sem passar por um Hutong

Depois que visitamos uma das casas, fomos até o Silk Market. Muita coisa falsificada e preços que começam nas alturas e despecam depois da negociação. É um Shopping 25 de março original, na China!!!

Saímos de lá e fomos almoçar num outro shopping. Um contraste – só grifes e preços altíssimos.
Em resumo – é ilusão achar que aqui é tudo baratinho. Ainda bem que nem tudo que é bom custa caro. O almoço foi ótimo. A comida é boa e não é cara. Hoje, ela foi patrocinada pelo Flávio, o aniversariante do dia. Parabéns para ele.

À noite fomos ao 798, um descolado reduto de artistas. Propaganda enganosa dos guias de turismo. Nada a acrescentar. Jantamos pizza e voltamos para o hotel. Amanhã partiremos para Datong.

Alguns registros