Férias 2010 – Despedida

25-07-2010

Quando optei por voltar para a China, muitas pessoas estranharam a minha decisão, ainda mais porque eu viajei sozinha, com um grupo que eu não conhecia. Foi um tiro no escuro, como dizem alguns. Hoje, reafirmo o que já disse antes – foi uma escolha acertada. Foram 22 dias de convivência com um grupo maravilhoso, pessoas que em nenhum momento deixaram de me dar atenção. Na verdade, só fiquei sozinha na hora de dormir, uma mordomia que compensa, principalmente numa viagem como essa! Nos demais momentos, estivemos juntos dividindo informações, trocando experiências e somando alegrias.

A Huang esteve atenta a todas as nossas necessidades e sempre nos acompanhou. Como ela fala chinês, também esteve presente nos momentos em que precisávamos de tradução, principalmente naquelas cidades pequenas que não costumam receber turistas de outras nacionalidades.

Quem é Huang? – De início, era só a organizadora da excursão, um programa montado pelo Centro Taoísta de São Paulo. Junto com Tony, seu esposo, todos os anos programam roteiros diferentes para a China. Sempre acompanhei pela Internet e quase viajei com eles em 2008. Este ano, como estava sozinha, resolvi me juntar ao grupo. De início, com um pouco de receio, afinal a China não fica logo ali. Só que algo me dizia que eu estava certa e resolvi pagar para ver. Hoje, a Huang é também uma amiga, uma pessoa muito especial.

Logo que cheguei a Beijing, tinha a certeza de que seria minha última vez na China e vi a cidade com olhos de despedida, uma certeza que não tenho mais. Não sei se volto para a China mas, se tiver oportunidade, com certeza farei outros programas com eles, que costumam diversificar o roteiro todos os anos.

Valeu Huang. Obrigada pela oportunidade de ver a China com outros olhos.

Gostaria, também, de agradecer o carinho do grupo

Edely – a primeira pessoa que conheci possui um jeitinho aparentemente meio desligado, mas é muito atenta e carinhosa, uma excelente pessoa.

Marília, sua filha, é uma graça. Além de bonita, também muito centrada e carinhosa.

Não tenho palavras para descrever Sílvia. Sempre cantando, nos animava e supria nossa carência com aquele chocolatinho que partilhava conosco.

Regina, um amor de pessoa. Além de amiga, se mostrou entendida na leitura das nossas mãos e nos distraiu bastante.

Flávio e Mariane, um casal que dividiu com todos os bons momentos. Mariane sempre estava conosco e Flávio nos ajudava muito, principalmente porque foi eleito o fotógrafo do grupo. Duas pessoas muito queridas, também.

Darcy foi companheirão em todos os momentos. Já viajou muito e partilhou experiências conosco. Grande entendido em culinária, deu dicas e nos aproximou muito da cultura chinesa com isso.

João, com seu jeito calmo, também foi companheiro e amigo. Obrigada peja ajuda, João!

Por fim, Claudia, uma carioca que dividiu com a gente os momentos gratificantes dessa viagem.

 As fotos estão aí para provar que foram 22 dias que deixarão saudade e a volta para casa é muito melhor depois de ter vivido dias tão gostosos na companhia dessas pessoas que se tornaram tão queridas.

 Pois é, pessoal, na China é preciso saber muito pouco de chinês para ser bem recebido. Com “Ni hao” e “Xie xie” os caminhos estão abertos.

Em português, acredito que poucas palavras também podem expressar o muito que se quer dizer num momento como esse –

Obrigada a todos. Até a próxima!

“Imnida”!

Férias 2010 – De Hong Kong a São Paulo

Diário de bordo

Escrito durante a viagem e finalizado em terra. Sorry! Não consegui publicar antes.

Hoje, 21 de julho, iniciamos a nossa viagem de volta para o Brasil.

Saímos do hotel Harbor Plaza Metropolis em Hong Kong às 10h30. Deu tempo para tomarmos o café com calma e nos prepararmos para o retorno.

Como chegamos bem cedo no aeroporto, tivemos tempo para explorarmos o freeshop, que não é nada convidativo para as compras. Os preços são mais altos do que em HK, há várias lojas, mas não são muito diversificadas.

Embarcamos no horário previsto – 13h45, para decolar às 14h30 – horário local – mas o avião ficou parado e só decolou às 15h30. Por causa disso, chegamos em cima da hora no aeroporto de Seoul, Incheon, lugar da conexão para São Paulo, via Los Angeles.

Fizemos um voo tranquilo de Hong Kong para Seoul. Foram 4 horas de duração e nos serviram almoço porque ainda não tínhamos comido nada. Quase sempre há duas opções de refeição. Hoje podíamos escolher peixe ou comida coreana – uma tigela com alguns ingredientes e arroz para colocar junto. Não sou fã número 1 de peixe, mas ele estava razoável. Melhor foi a sobremesa – sorvete de morango Haagen-Dazs.

Como há uma diferença de 1 hora de fuso entre Seoul e Hong Kong, por causa do atraso aterrizamos quase na hora de embarcarmos para Los Angeles. Só tivemos meia hora para fazermos o transfer. O avião decolou às 21h. Parece incrível, mas a gente já começa a perder a referência do tempo. De acordo com o mapa de voo, são 22h15 em Seoul e 06h15 em Los Angeles. Faltam 10h11 para chegarmos. Nesse momento, estamos nos preparando para jantar. Já serviram suco de laranja, amendoim e vão começar a servir a refeição. Depois continuo a descrever como é essa volta. Até agora, não deu para sentir cansaço.

Acabamos de jantar. As opções foram comida coreana de novo e beef – um picadinho de carne com cogumelos, cenoura e vagem sobre macarrão parafuso. São 23h21 e faltam 9h02 para chegarmos. Agora o programa é tentar dormir depois de ver um filme. Há várias opções.

Não sei se alguém assistiu a algum filme. Eu dormi.

Acordei duas horas antes de desembarcarmos porque já havia um movimento de café da manhã.

Agora são 6h39 (Hong Kong) – 7h39 (Seoul) e 16h39 (Los Angeles.). Pulamos o almoço porque no próximo voo teremos jantar, também, por causa do horário.

Tivemos duas opções de café – coreano que não deu para ver a mistura que era e omelete. Pedi omelete. Como acompanhamento, tinha um croassant, geléia, frutas, iogurt e água. O café foi servido à parte.

Agora faltam 50 minutos para chegarmos. São 16h44 em Los Angeles. Como o voo está lotado, não dá para ficar circulando nem conversando com o restante da turma. Todos estão arrumando um jeito de passar o tempo.

Desembarcamos em Los Angeles com tempo suficiente apenas para passarmos pela imigração, mexermos um pouco as pernas e embarcarmos novamente para a última etapa da viagem – São Paulo. O lugar do transfer para o Brasil é péssimo, não tem infraestrutura e só possui duas lojas de dutty free quase sem nenhuma opção.

Embarcamos às 19h50 (hora de Los Angeles). Logo nos serviram o jantar – frango ou beef. Eu fiz a escolha certa para o meu paladar – beef, outro macarrão com carne picadinha. Às 22h já estávamos com as luzes apagadas para dormirmos. No Brasil são duas horas da manhã e a previsão é desembarcarmos às 10h40. Faltam 8h40 para chegarmos. É tanta correria, tanta imigração, além dos comes e bebes que quase não sentimos essa loucura. Vamos tentar dormir mais um pouco para acertar o fuso.

Eu não consegui dormir. Fiquei de olhos fechados, tentando, e desisti. Acho que foi assim para a maioria.

Faltam 3h30 para chegarmos. Desta vez, diferente do voo de ida, não passaram oferecendo suco ou água. Claro que podemos pedir. Até agora foram poucos momentos de turbulência e, quando isso acontece, logo nos pedem para colocar o cinto de segurança. Nada muito traumático.

Aproveitei a calmaria da “noite”e fui até o fundo da aeronave para perguntar para uma das aeromoças o que significava uma palavra recorrente em todas as falas no idioma coreano e que chamou a minha atenção e a do Darcy, um colega do grupo. Estávamos curiosos porque a todo momento ouvíamos a palavra “imnidá” e não conseguíamos relacionar a nada. Não deve ser assim que se escreve, com certeza, mas é o que se ouve. A aeromoça falou que isso é dito sempre que se termina uma frase. Perguntei se seria algo como “Thank you”ou Isn’t it?” Ela disso que não, que não é obrigado nem pergunta, parece que é verbo. Até tentou dar uma aula de gramática, mas confesso que depois de quase 24 horas de viagem não fui capaz de aprender e deixei para ver mais tarde, numa pesquisa básica na internet. De qualquer forma, deu para entender que “imnidá” é algo que sempre é dito no final de uma frase. Fiquei satisfeita e agora estou no meu lugar, tentando me distrair com algum vídeo, já que não consigo dormir.

São 8h23 e começou a movimentação para servir o café da manhã. Continuo depois porque a bateria está acabando e chegaremos logo depois do café.

É tudo muito rápido. As luzes se acendem, as comissárias de bordo se movimentam e começam a servir o café. Para uns, café coreano, que não fiquei sem saber o que é porque ninguém do grupo pediu. A segunda opção foi a mesma do voo anterior – omelete (agora com tomate), frutas, um bolinho e suco de laranja. Que saudade de uma média com pão e manteiga na chapa!!!

Às 10h50 o avião pousou tranquilamente em Guarulhos. Depois dos procedimentos de praxe na imigração (40 minutos), fomos para a esteira pegar a bagagem. Com ela no carrinho, a saída pode ocorrer em poucos minutos ou demorar um pouco mais, já que passar pelo freeshop é opção de cada um. Eu consegui fazer a gracinha de perder o horário do ônibus que vai até a República e só cheguei em casa às 15h, quase 40 horas depois de ter saído de Hong Kong. Pode parecer muito, mas vale a pena, com certeza.

Férias 2010 – Last day in Hong Kong – 20 de julho

20-07-2010
Arrumar as malas! Que programão! Pois é, chegou a hora. Sem choro nem lágrimas estamos deixando para trás um período de muita alegria e divertimento. Tivemos alguns contratempos, como em todas as viagens, mas nada que nos impedisse de aproveitar cada momento.
Ontem tivemos um dia cheio. O pessoal foi fazer o tour programado e eu saí para reconhecimento do terreno. À noite nos encontramos para trocarmos informações sobre o que vimos e compramos. Claro que quase ninguém foi muito comedido porque a volta é internacional e acabou aquela história de 20kg por pessoa.
Que ironia! Agora não temos muito tempo. A sorte de todos é que Hong Kong é um shopping a céu aberto, o que facilita a procura por algo que se deseja. Uns querem ver eletrônicos, outros querem roupas e sapatos não ficam atrás, também.
Aqui tem de tudo, só que os preços são mais altos do que na China. Paga-se mais para comer e usar os serviços. Por exemplo: a internet era free na China, para quem tinha computador. Aqui ela custa 120 dólares Hong Kong, quase 30 reais. Táxi continua barato. Ônibus e metrô também são baratos e o preço varia de acordo com o trajeto. A média é de 5 HKD por trecho.
Hoje o dia foi livre e deu para cada um se agrupar como quis para sair. À noite nos encontramos para o nosso jantar de despedida e, pela primeira vez, nos produzimos para sair. Jantamos no Jumbo, um restaurante flutuante especializado em frutos do mar. Uma delícia!

Férias 2010 – Hong Kong – Reta final – 18 – 19 de julho

18-07-2010

Antes de embarcarmos para Hong Kong, passamos no Pearl Museum. Lá, conhecemos um pouco da história do cultivo de pérolas e passamos no Pearl Cave, depois de assistirmos a um desfile de modas.

Também fomos ao Fubo Hill. Que vista!

Em seguida, embarcamos para Hong Kong. Estamos no Harbour Plaza Metropolis Hotel. Chegamos ontem à noite. Foi uma pena deixar Guilin e Yangzuo, dois lugares ideais para ficar mais tempo, se possível. Aproveitamos muito até agora e já começamos a sentir um misto de saudade do Brasil e do que vamos deixar por aqui.

Depois do jantar, fomos passear no Lady`s Market, uma feirinha noturna que fica na parte norte de Kowloon. Para quem gosta, vale a pena, mas não é muito melhor do que as da China.

Está muito quente e não chove há vários dias, segundo o guia. Vamos torcer para que continue assim por mais dois dias.

Como estamos na reta final, cada minuto precisa ser aproveitado e, com certeza, o grupo vai se dispersar para aproveitar tudo que a cidade oferece. É muito fácil andar por aqui porque o sistema de transporte é fácil de entender e também é barato. Acho que é só isso que é mais em conta. A internet custa 120 HK dólares por dia e dizem que a alimentação também não é nenhuma pechincha. Veremos!

Férias 2010 – Guilin – Yangshuo – 17 de julho

 17-07-2010

Deixamos o hotel logo cedo porque hoje a nossa programação começa com o tour pelo Rio Lijiang. Fomos até Yangshuo, um percurso de 83 km, que dura 4h, aproximadamente. Apesar de o rio ter 437 km de extensão, o trecho entre Guilin e Yangshuo é o mais famoso por causa da deslumbrante paisagem. Ele começa em Zhujiang Wharf, perto de Guilin. Os pontos altos estão entre Yandi e Xingping Town. Para quem não entende chinês, a dica é ir para fora toda vez que algo é anunciado no microfone.

Além do almoço, tivemos a opção de pagar por um extra. O camarão frito, que se mostrava apetitoso, virou um conto do vigário – minúsculo e sem gosto – muito caro pelo que é – 100y. Quem comeu, disse que a comida estava boa. Eu preferi almoçar melancia e banana – sem medo de errar!

Depois de muitas fotos, comida e soninho após o almoço, descemos em Yangshuo.

Paramos num café para nos situarmos e deixarmos a bagagem de mão antes de passearmos pela feirinha local – muito artesanato, bijou, lenços, enfim, a feira da Praça da República com coisas da China. Além da feirinha, há muitas lojinhas num espaço relativamente pequeno e fácil de circular.

Por volta das 16h30, fomos para o New West Street International Hotel para passarmos a noite antes de irmos para Hong Kong. Mudamos de hotel para assistirmos a um show muito bonito aqui em Yangshuo. Nem a chuva que caiu no final da tarde nos impediu de irmos, apesar de ter sido ao ar livre. Segundo o guia, aqui chove muito e eles estão preparados e nos oferecem capa de plástico, para nos protegermos.

Na feirinha, ninguém quis voltar.

Hoje é o primeiro dia que tive que pagar para acessar a internet. Nos demais hotéis, a internet era free para quem tinha computador. Preço da diária 30y. Detalhe: se tivesse o cabo para conectar, evitaria o pagamento.

Férias 2010 – Shanghai > Guilin – 16 de julho

16-07-2010

Depois do café da manhã, deixamos o Shanghai Days Hotel. Como disse, é correto, mas não vai deixar saudade.

Despedimos de Shanghai com um tempo nublado. Foram dois dias gostosos, mas corridos.

Shanghai é uma cidade grande, a maior da China, mas é de fácil locomoção. Há muitas linhas de metrô, o que facilita a circulação. Comprar um bilhete que vale para o dia todo nos ajudou a ir e vir sem maior dificuldade. Ele custa 10y e andar de táxi também é barato e tranquilo.

É uma cidade que facilita a vida para os estrangeiros, ao contrário das cidades do interior, cuja comunicação é mais difícil, apesar de as pessoas serem muito amistosas. Eles só falam uma ou outra palavra em inglês, quando falam. Se tudo correr bem, dá para sobreviver sem maiores dificuldades. O problema deve ser se houver alguma emergência. Aí….

Aqui na China, o sistema de segurança está funcionando (pelo menos parece). Para entrar no metrô, todas as mochilas passam pelo RX. Nos aeroportos, checam tudo. Não liberam enquanto houver alguma dúvida. Melhor para nós que nos sentimos mais seguros. Aliás, aqui nada parece nos ameaçar. A gente sente muita tranquilidade para ir e vir.

Não tivemos maiores problemas no check in. Quase todo mundo deu um jeitinho de reduzir as malas e deixar o peso mais próximo do permitido. Só que essa manobra exigiu aumento da bagagem de mão e na hora de passarmos pelo RX a Edely teve que despachar a bagagem de mão porque estava com líquido não permitido e não quis se desfazer das bolsinhas térmicas. Além disso, estava com um contrabando legalizado de sombrinhas que os guardinhas devem ter ficado preocupados. Graças à Huang, nada foi perdido.

Não demorou muito para embarcarmos. Nos chamaram às 10h15. Depois que entramos no avião, começou a chover forte. Deve ser por isso que demoramos duas horas para decolar. Às 11h30 serviram o almoço ainda em terra e passava do meio dia e meia quando levantamos voo, que está previsto para durar 3h. Como comemos antes, tivemos bastante tempo para fazer outras coisas. Uns dormiram, outros leram ou conversaram. Teve até seção de manicure. A Sílvia aproveitou para cuidar das unhas dela e da Huang.

Não fomos direto para o hotel porque passamos na Guta da Flauta – The Reed Flute Cave – que é um lugar muito bonito. Tão bonito que muitas cerimônias podem ser realizadas lá, a um preço exorbitante. Eles estavam preparando a festa da noite. Como toda gruta, há vários pontos de parada que nos fazem exercitar a criatividade porque é dito que representam objetos como uma flauta de madeira, uma plantação de couve-flor etc. O ponto alto foi o palácio de cristal. Por fim, há um que nos dá adeus e nos convida para voltar. Acredite se quiser mas, independente disso, é um lugar muito bonito e vale a pena visitar.

Depois fomos para o Guilin Bravo Hotel – deixamos nossas coisas no quarto e descemos para jantar – comidinha boa, tinha algo estranho que quem provou gostou, mas o apto… deixa a desejar e não houve jeito de fazer o cabo conectar. Como era tarde, fiquei sem acesso à internet.

Às 19h o pessoal se encontrou no saguão do hotel para fazer o passeio de barco no lago. É um tour muito bonito. Só não fui porque já fiz em 2008. Terminamos o dia na feirinha de rua, depois da massagem dos pés – 100y.

Mico do dia – Enquanto aguardávamos nossa bagagem, vimos peças íntimas circulando na esteira e todo mundo zoando com o fato. Adivinha de quem era? Sabe aquela mala que foi despachada às pressas? Pois bem, a Edely reconheceu a bolsinha que circulava pela esteira e logo percebeu que a calcinha e o soutien também eram dela. O pior foi contar com a ajuda de uma pessoa que estava do outro lado da esteira e fez voar a calcinha, chamando a atenção de todos. Valeu, Edely, nos divertimos muito. Pena que não registramos.

Ontem não deu para publicar o registro do dia porque ficamos sem internet. Vai hoje, com a data de ontem. rsrsrs

Férias 2010 – Shanghai – 15 de julho

 15-07-2010

Hoje fomos ver a World Expo.Shanghai 2010. Esperei tanto para ir e… que decepção! Foi o que menos gostei até agora. Muita gente e filas imensas em cada pavilhão.

Deve haver muita coisa bonita e interessante, mas precisaríamos de um mês para olharmos com calma. Desistimos, depois de ver o Brasil e a Tunísia. Vimos o Brasil porque furamos fila – nosso privilégio por sermos brasileiros e a Tunísia porque ela não existia.

Não sei a opinião do grupo. Para mim, o que está valendo mesmo é a ida para as cidades pequenas. Aquilo, sim, que é China. É o que eu sempre imaginei e desejei ver. Já valeu a viagem.

Depois da Expo, fomos para o shopping dos eletrônicos. Não peguei o endereço, mas fica junto do Pacific Center Shopping.

Lá, o grupo se dispersou. Com exceção da Regina, que tomou um táxi de volta para o hotel, todos foram fazer compras, inclusive eu. Deu tempo até de trocar o que não estava funcionando.

À noite fomos para Xintiadi  Comemos pizza na Pizzaria Marzano e voltamos para o hotel de táxi.

Ponto para eles, táxi aqui é muito barato.

Amanhã iremos para Guilin.

Férias 2010 – Shanghai – 14 de julho

14-07-2010
Quem diria que o desejo iria se concretizar. Em 2008, eu e a Tera, uma grande amiga, estivemos em Shanghai e prometemos voltar em 2010 para vermos a Expo. Muita coisa aconteceu nesse meio tempo e eu nem tinha a esperança de voltar agora. Não é que deu certo? Amanhã vou até a Expo. A Tera não veio porque tem um motivo muito melhor. Happy Birthday, Joe! I wish you two the best. Já deu para perceber que ela está em outra, não é?

Muito bem, vamos ao dia de hoje – Como disse ontem, o hotel é bom, Não sei dizer se a localização é boa porque ainda não deu para explorar a redondeza.

Saímos cedo. A Huang pediu para nos despertar às 7h30. Isso significa que dormimos muito pouco e estávamos sonados no café da manhã. Às 8h30 saímos para conhecer o Templo do Buda de Jade. Alguns já tinham estado lá, mas o lugar é lindo e vale a pena ver de novo. No caminho, o guia – Julio – nos disse que em Shanghai predominam 4 religiões – Budismo, Taoismo, Cristianismo e Islamismo.

Depois dessa visita fomos ao Jinmao Observatory e vimos a cidade de cima. Maravilhosa. Em seguida, foi só alegria. Fomos às compras. Alguns preços como referência: edredom de seda queen size – 650y, 50g de chá 40y em média, mala 200y, depois de muita negociação. Em comparação com o Brasil, só o chá está caro.

Pena que não podemos abusar porque algumas vezes nosso transporte dentro da China é feito por meio de voos locais e só temos direito a 20 kg de bagagem por pessoa. Acho que todos já estouraram, apesar de não termos tido muito tempo para compras. Só o edredom pesa 2 kg.

Lugares imperdíveis para quem quer conhecer um pouco da cultura e, de quebra, fazer uma feirinha:

Fábrica de seda – Aomen Rd, 289, Cidade velha- Shanghai Jiangnam Silk Shopping Center – além de conhecer o processo de fabricação, dá para comprar alguma coisa diretamente da fábrica.

Rua Fang Bang Rd e arredores – todo tipo de miudeza que se pode imaginar – no Brasil temos a representação de uma pequena parte dela na 25 de março.  A cultura local está representada pelas pessoas, objetos e costumes.

Shopping 580 Nan Jing, West Rd.- Um shopping que equivale ao nosso da Rua 25 de março. Quase tudo é fake, mas há muita coisa interessante. Dá para negociar bastante . Dá até para brigar sem dominar o idioma. A Edely conseguiu essa proeza. A chinesa queria que que ela pagasse mais por um produto que ela tinha desistido de comprar. Eu não cheguei a ver a cena, mas falaram que foi hilária. Melhor evitar o número 77 do terceiro andar.

Por fim, jantamos e retornamos ao hotel. Apesar do cansaço, alguns decidiram fazer um passeio noturno. Outros, optaram por permanecer no hotel. Eu fiquei.

Férias 2010 – Zhangjiajie – segundo dia – 13 de julho

13-07-2010

Depois do café da manhã, fizemos checkout e saímos para o tour do dia. Choveu muito pela manhã e não deu para fazer o que estava previsto – ir até Zhangwong. – terceira parte da nossa programação. Só desistimos porque a chuva estava forte. Ensopados, decidimos ir ao supermercado, o que foi ótimo. Ainda bem que a Huang estava conosco para traduzir o que víamos. A dificuldade maior é decifrar as comidas. Para quem gosta de supermercado, é uma delícia ver o que há de diferente. O preço também é ótimo. Só para se ter uma ideia, uma chaleira elétrica custa 22y, algo como R$6,00. Como levar???? Além disso, a voltagem é diferente da nossa – 220w. Bela desculpa, não?

Também passeamos pela rua e deu para sentir um pouco como é a vida naquela cidade.

Por volta de meio dia, o ônibus chegou para nos levar ao restaurante, para almoçarmos. Com exceção do almoço em Xian, as nossas refeições são servidas em forma de banquete, numa sala reservada e vários pratos que são divididos entre nós. Às vezes é bom, outras, nem tanto.

Depois do almoço, parou de chover e fomos visitar uma galeria de arte chamada Zhangjiajie Sandstone Painting Research Institute com pinturas feitas com diversos tipos de material – pedra, madeira etc. Tudo começou quando um artista pobre, sem dinheiro para comprar tintas, saiu à procura de materiais para expressar a sua arte. Deu certo e vimos quadros belíssimos.

Na sequência, fomos até o Zhangjiajie Tujia Folk Customs Park, um lugar muito interessante. Trajados com roupa típica, nos recebem para um tour pela cultura local. Dança, canto e performances fazem parte desse tour. Além disso, há restaurantes, lojas e um jardim belíssimo. Não podia faltar uma crença  local. Árvore dos desejos. Foi lá que colocamos nossos mais fervorosos desejos. O meu? Emagrecer 10kg. Quem sabe uma fezinha por alguns yuans consiga ajudar. Tem que acreditar!!! Depois fomos jantar – festival de cogumelos reunidos numa sopa deliciosa e outras coisinhas mais. Lá se foi a dieta!

Tivemos 40 minutos free para dar uma volta antes de o ônibus chegar para nos trazer para o aeroporto.

Estamos a caminho de Shanghai e, pelo jeito, não sairemos daqui tão cedo. Já nos serviram um lanchinho por conta do atraso – macarrão chinês. Como comer isso a essa hora da noite? Já registramos em fotos e agora estou aproveitando para escrever.

Um pouquinho da cultura local:

Banheiro é um caso à parte. Já é um lugar complicado e em alguns lugares nem existem. Aqui há em abundância, mas o cheiro….São sanitários diferentes daqueles que temos porque em muitos lugares há buracos no chão em vez de vaso sanitário. Não deixa de ser higiênico, mas é estranho. Quase sempre o cheiro é terrível e falta papel.

Nosso kit banheiro precisa estar sempre abastecido. Melhor seria se fossem um pouco mais limpos, mas a gente acostuma, já que não há nada que se possa fazer.

Curiosidade – No interior, algumas placas traduzidas para o inglês são divertidíssimas. Saída, por exemplo, já foi traduzido como Export. Há outras tantas não registradas.

Meia noite e meia nos chamaram para embarcar. Às 2h15 pousamos em Shanghai. Estamos no Days Hotel Shanghai. Não é da mesma categoria dos últimos, mas parece ser correto.

 

Férias 2010 – Zhangjiajie – 12 de julho

12-07-2010

Muito bom o hotel Yi Chen Huating. Deu para dormir bem e acordar bem cedo para aproveitar o dia. Às 8h20 saímos para os passeios.

Nossa primeira parada foi no lago BaoFeng. Só que para chegar até ele tivemos que iniciar uma árdua caminhada montanha acima.

Andamos muito e subimos todos os degraus que podíamos. Foi muito divertido porque assim que começamos a subida já percebemos que não ia ser moleza e encontramos uns chineses prontos para carregar quem estava prestes a desistir – 200 yuans – e não dava para barganhar. A Regina e a Edely contrataram a mordomia. Parece que a coisa não é tão legal assim porque a Regina desistiu e cedeu o lugar para a Sílvia. Eu e as demais continuamos firmes, na esperança de o passeio contribuir para a queima de algumas calorias. Os homens foram solidários e continuaram conosco.

O passeio pelo lago vai ficar na lembrança. Como descrever aqueles dois momentos que os dois chineses cantaram na ida e na volta e o que isso representa? Foi muito divertido ver a Sílvia cantando para o chinês. Ela se saiu muito bem.

Em seguida, fomos conhecer a Caverna do Dragão Amarelo. Enquanto as baterias das câmeras aguentaram, tiramos várias fotos, mas acredito que nenhuma conseguiu retratar o que realmente vimos. É deslumbrante!

No caminho, passamos por uma espécie de sítio com diversos tipos de plantação, inclusive de arroz negro. Que interessante a forma como o arroz é mantido na água. O maquinário é de madeira.

Assim que chegamos na caverna, que é imensa, não parávamos de subir. Para conhecê-la, precisa ter fôlego e quem tem pique não pode perder, pois a cada subida encontrávamos um cenário mais bonito do que o outro.

Terminamos o passeio da caverna fazendo um tour de barco ainda dentro dela, que é imensa. A melhor visão vai ficar conosco.

Cansados e com fome paramos para comer num restaurante perto dali. Detalhe: não havia garfo. Eles não usam garfo nem faca e eu tive que improvisar porque continuo em guerra com o hashi. Quem sabe aprendo até o final da viagem.

Depois do almoço, passamos a tarde conhecendo as montanhas.

Pensa que terminou o teste de resistência? Que nada! Para irmos para a próxima jornada, pegamos um ônibus com outros passageiros, todos chineses, um ônibus tipicamente chinês, daqueles que a gente só vê em filmes. A cada momento descobríamos uma coisa diferente pelo caminho. Até o milho assado e a castanha portuguesa, nossos velhos conhecidos se apresentaram de forma diferente, uma delícia.

Por fim, chegamos à Vila Huangshi Zhai, onde fica o Zhangjiajie National Forest Park. Foi lá que filmaram Avatar. Depois do filme, a montanha “Southern Sky Column” passou a se chamar “Avatar Hallelujah Mountain”, talvez a mais importante dentre as cerca de 3.000 montanhas que existem na floresta.  Que cenário! Deslumbrante! Valeu ter que subir tudo que tínhamos direito para vermos cada vez mais de perto aquela paisagem maravilhosa. No caminho passamos pela famosa ponte número 1 e descemos pelo elevador panorâmico Bailong por dois motivos. Primeiro, porque ninguém é de ferro. Depois, porque não dá para perder a vista maravilhosa que se tem durante a descida.

Se eu tivesse alguma dúvida se deveria ter vindo para a China de novo, hoje tenho certeza de que foi a escolha certa. Melhor ainda foi ter vindo com um grupo fechado, organizado por chineses que moram no Brasil, porque o que estamos vendo não é uma programação para brasileiros. É difícil ver estrangeiros por aqui. São excursões só de chineses e é muito divertido. Eles se encantam conosco e são super gentis. Basta a gente falar Ni Hao que sorriem para nós. Aí conseguimos nossos 5 minutos de fama!!! Só não dá para conversar. Sem chance de comunicação porque não temos nenhum som em comum.

No final do dia, ninguém aguentava mais nada. Jantamos num restaurante em frente do hotel que será nossa parada de hoje. Depois do check in, cada um tomou seu rumo para descansar. Estamos no Qinghe Jin Jiang Avatar Hotel, que é muito bom, também. Amanhã tem mais.