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Férias 2019 – Rota da Seda – Ásia Central e Turquia – de 01 a 26-06-2019

 

Férias 2019 – Rota da Seda – Ásia Central e Turquia

 

Mapa viagem 2019_países

 

Férias chegando!!!

Entre ler sobre os lugares, verificar tempo e temperatura, separar o que levar, arrumar mala…. uma única certeza: a expectativa é grande. E põe grande nisso.

Dessa vez o destino é a Rota da Seda da Ásia Central e Turquia.

Sem me aprofundar na história, muito li sobre o roteiro da Ásia Central e confesso que não passei do ponto inicial porque parece que alguém escreveu algo e muitos copiaram o que foi escrito. Quase tudo igual!!!! Apesar disso, estou achando o máximo ir para lá porque muita coisa será novidade e na volta poderei contar o que descobrimos nessa nova experiência.

O que li sobre a Turquia só aguçou minha curiosidade. Sempre quis conhecer e agora é chegada a hora.

Vou com um grupo maravilhoso, quase o mesmo de viagens anteriores, que também foram organizadas por Huang, uma amiga querida, já conhecida por aqui e a organizadora de nossas viagens para terras distantes.

Na reta final, Huang fica doidinha com a gente. Ela programa, pensa em cada detalhe …. organização, visto, passagem, seguro, alimentação, necessidades especiais, imprevistos… enfim, cabe a ela resolver tudo e, na véspera, começa o conflito sobre a bagagem.

Como existem deslocamentos internos, o peso permitido é mínimo e isso não pode ser contestado. Temos que nos adaptar à realidade. No fim, como sempre, dará tudo certo e eu espero que a gente se divirta muito, como sempre fizemos.

No trecho da Rota da Seda da Ásia Central passaremos por Turcomenistão, Uzbequistão, Quirguistão e Cazaquistão. Como iremos pela Turkish Airlines, faremos uma parada na Turquia para conhecermos Istambul, Capadócia e algumas cidades menores.

Ao todo serão 26 dias trocando de moeda, conhecendo a cultura, experimentando sabores, falando a língua do coração e usando muita mímica.

Para situar

PAÍS IDIOMA FUSO EM RELAÇÃO AO BRASIL MOEDA 1 DÓLAR INVERSO
Turcomenistão Turcomano 8 horas à frente Manat turcomano (TMT) 3,50241 TMT 0,285517 USD
Uzbequistão Uzbeque 8 horas à frente Som Uzbeque (UZS) 8.455,28 UZS 0,000118269 USD
Quirguistão Quirguiz 9 horas à frente Som Quirguiz(KGS) 69,8505 KGS 0,0143163 USD
Cazaquistão Cazaque 9 horas à frente Tenge (KZT) 379,172 KZT 0,00263733 USD
Turquia Turco 6 horas à frente Lira Turca (TRY) 6,08353 TRY 0,164378 USD

 

“Em algum lugar, alguma coisa incrível está esperando para ser conhecida.” Carl Sagan

Até a volta!

 

O tempo passou….. “O tempo é a essência oculta da vida; é a própria vida em todo seu percurso.” Carlos Bernardo G. Pecotche

Pois é….. Teve vida nesse meio tempo. Já estamos em 2020 e só agora estou publicando a viagem. Muita coisa aconteceu e, como eu sei que a maior interessada sou eu, faço as coisas no meu tempo, sem me preocupar com o tempo, até porque sei que tudo tem o seu tempo e sempre é tempo de fazer acontecer.

Em tempo …. meus agradecimentos ao querido amigo Jorge Polaco que não mede esforços para sempre me atender quando peço para ele fazer os mapas das viagens.

Algumas fotos são minhas e outras de algumas pessoas do grupo, em especial das amigas Katia, Sonia e Leila. Como é de costume, Huang e Tony registram o que dá e assim tenho fotos de quase todos os lugares. Meus agradecimentos a vocês por me ajudarem a mostrar aquilo que quero registrar.

Sou grata pela vida e pelas pessoas que fazem parte dela mas, acima de tudo, sou grata a Deus por estar sempre comigo e me conceder tudo isso.

 

A viagem ….

Rota da Seda – Ásia Central e Turquia

01-06-2019

E a nossa aventura começou!

 

Saímos de São Paulo, pela Turkish, no dia 01 de junho de 2019.

 

Parada obrigatória em Istambul, passamos a noite lá antes de seguirmos para o Turcomenistão. Nada fizemos, a não ser descansar e, no dia seguinte, novo voo até Ashgabat, primeira cidade que visitamos.

 

Passamos por alguns países que estiveram na Rota da Seda e, se não desbravamos rotas nem participamos do comércio, fizemos, sim, parte da multidão que passou por lá.

Fomos mais um número? Talvez! Para mim, importou, mesmo, ter mais um pedacinho do mundo na lembrança e no coração!

Visitamos Turcomenistão (Ashgabat, Old Nisa e Dozhoguz) – Uzbequistão (Urgench, Khiva, Bukhara, Samarkand e Tashkent) – Quirguistão (Bishkek) – Cazaquistão (Almaty, Astana (Nur Sur Tan)) e Turquia (Istambul – Capadócia (Urgup), Konya – Pamukalle – Hierápolis).

 

O grupo

Formado por pessoas de diferentes lugares, não há muito o que dizer além do que já foi dito em anos anteriores. Maravilhoso! Só não conhecia Raquel, Abelardo e Norma, que passaram a morar no meu coração como Huang, Tony, Beth, João, Braga, Solange, Kingiro, Nathália, Kátia, Leila, Maria de Lourdes, Maria Tereza, Regina, Silvia, Sônia e Walter, que já possuem lugar cativo nele. Obrigada a todos por tudo!!!

Foram brincadeiras, alguns ajustes e muitas risadas que ficarão para sempre na lembrança.

 

Os lugares

Passamos por lugares que tiveram maior ou menor importância na história da Rota da Seda, o que não fez diferença porque todos tiveram igual importância na “minha” história e quase não vi o tempo passar, apesar de ter deixado de lado 26 dias da minha vida para conhecer a vida de outros povos.

A primeira coisa que me perguntam quando falo para onde fui é se valeu a pena. Valeu!!!! Muito!!!!!

Exceto a Turquia, os demais países são relativamente novos no modelo em que se encontram. Todos pertenciam à antiga União Soviética.

Em 1991 adquiriram independência e, de lá para cá, estão se formando como países independentes, com cultura e costumes próprios. Cada um tem a sua moeda e idioma, além do Russo, que se configura como idioma obrigatório em todos eles. O turismo ainda é pouco desenvolvido e os costumes são arraigados.

Foram muitas as histórias que os guias nos contaram que não dá para relatar aqui.

De modo geral, da Ásia Central ficou a imagem de povos que se estabeleceram aos poucos depois de uma vida nômade e que agora estão construindo uma nova identidade, cada um à sua maneira.

Da Rota da Seda herdaram um dom – todos são excelentes vendedores! Nem a barreira da língua impede o exercício do comércio, muito bem praticado por todos.

Se essa foi a herança que receberam, não sei. Só sei que vendem bem e são muito amáveis.

Com exceção de algumas pequenas características, não notei grande diferença entre os povos desses países que conhecemos. São prestativos, amáveis, sorridentes e gentis.

 

 

 Dente de ouro… não é moda nem sinal de riqueza… é o meio mais prático de tratar os dentes. Pelo jeito, muito apreciado pela população local.

 

 As jovens são lindas. Magras, elegantes, bem vestidas, usam salto e cílios postiços. Essa estava indo para a sua formatura.

 

Os homens parecem chilenos de cor bem clara. Essa foto não os representa como eu gostaria, mas é a única que consegui reunir três homens  porque um é o guia Dill e os outros seus ajudantes.

 

Rota da Seda – um pouquinho mais …..

https://www.youtube.com/watch?v=fKxyhOgbF2c

Férias 2019 – Turcomenistão – Ashgabat – 03 de junho

Turcomenistão

 

Sua história é interessante.

Visitamos Ashgabat, Old Nisa e Dashoguz.

Segundo o guia Dimitre, em 1991, com o fim da União Soviética, o país se tornou independente e em 1994 encontraram um gasoduto ligando o país à Rússia. Em 1995 foi declarado país neutro e em 2009 foi encontrado, dentre outros, um gasoduto de 7.200 Km ligando o Turcomenistão à China. Essa abundância de gás no país aliada à alta exorbitante dos preços na ocasião tornaram o país riquíssimo. Foi aí que o presidente resolveu (re)construir a nova cidade na Capital, Ashgabat, destruída em 1948 por um fortíssimo terremoto. Ela foi reconstruída por turcos (80%), franceses e alemães (20%).

No país predomina a cor verde, que é a da bandeira nacional. A moeda é verde, os aviões são verdes, o teto das casas é pintado de verde e verde é a cor das roupas e das decorações do aeroporto. Enfim, cada um escolhe a cor que deseja…. desde que seja… verde.

Em homenagem a eles, a roupa típica que escolhi só podia ser … verde!

 

 

No que se refere ao clima, nos foi dito que é um lugar muito seco e quente. Foi o que sentimos. O índice pluviométrico é baixíssimo. Em 2018 choveu uma vez por 10 minutos. No entanto, em abril de 2019 choveu o equivalente a 10 anos. A água que possuem vem dos subterrâneos.

Além do desastre natural, sofreram com drogas advindas do Afeganistão nos anos 90 – 98. Hoje esse problema inexiste porque há uma lei muito severa com relação à droga, que leva à prisão. Só álcool e cigarro são permitidos. Ainda assim, cigarro não é bem visto, uma vez que o atual presidente é Ministro da Sanidade e louco por saúde (segundo o guia). Em 2016 ele ganhou um prêmio por lutar pelo combate ao fumo.

Pode-se dizer que Turcomenistão é um país indecifrável para nós que temos uma formação totalmente diferente.

Nos dias de hoje, na minha visão, eles ainda têm um modo de viver difícil de entender. Segundo o guia, dentre outras coisas que não vou relatar aqui, a vida social acaba às 23h, mas podem beber e dançar. Relacionamento sexual com pessoas do mesmo sexo só às escondidas. A separação de um casal pode ocorrer, mas é proibido casar de novo.

A economia é basicamente gerada por gás, trigo e algodão. São duas colheitas por ano. A primeira é trigo e a segunda é algodão.

Educação no país é gratuita até a universidade e os cursos mais procurados são Economia, Direito e Medicina.

É um país muçulmano, sua população é 100% formada por Muçulmano Sunita.

Nossa passagem pelo país se restringiu a Ashgabat, capital do Turcomenistão, Old Nisa e Doshoguz.

 

Ashgabat

 

Dois dias em Ashgabat foram suficientes para vermos uma cidade dividida em duas partes – a nova e a velha – e conhecermos um pouco sobre a cultura e as características do país.

Ashgabat é diferente de tudo aquilo que já vi nas minhas viagens.

Na parte velha da cidade vimos movimentação normal de pessoas e de carros.

 

Já a parte nova é linda e deserta. Muitas vezes parecia ser só nossa.

 

A reconstrução da parte nova teve início no ano 2.000 e tem previsão de término neste ano de 2020.

Já foram investidos 3 bilhões de dólares de um total de 50 bilhões destinados à construção total. Acho que vai ficar uma maravilha.

Atualmente são 5.530 edifícios construídos em mármore branco vindos da Turquia, trocados por gás.

Além da beleza, chama a atenção a limpeza da cidade. Suas ruas são limpas, no mínimo, duas vezes ao dia. Caso seja necessário, essa frequência pode ser aumentada.

Muitos prédios são temáticos e alguns possuem o nome no alto, iluminado, uma característica muito peculiar da cidade.

Durante o dia, o branco reflete a luz do sol e a cidade se ilumina. À noite, é a luz que ilumina o branco e a cidade resplandece, mesmo sem muita movimentação urbana.

 

 

Dentre as novas construções, destacam-se os ministérios, que funcionam somente duas vezes por ano.

 

Há, também, alguns monumentos lindíssimos que atraíram a nossa atenção. Alguns deles:

 

Alem Cultural and Entertainment Center – Um espaço cultural com várias atrações e uma imensa roda gigante.

 

 

Independence Park – Um lugar belíssimo que abrange uma área de mais de 80.000 m2.  Lá foi construído um controverso e suntuoso memorial onde se vê um minarete e a estátua de Saparmurat Niyazov (presidente vitalício do Turcomenistão, morto em 2006), cercado por 27 estátuas que representam heróis, além de inúmeras fontes e piscinas, apesar de ser um país propenso à falta de água.

 

 

Independency Monument – Construído para comemorar a emancipação do Turcomenistão da União Soviética e a oficial Proclamação da República e sua Independência em 27 de outubro de 1991. 

 

Akhal-Teke Horse Monument – Um monumento dedicado a cavalos, animal sagrado para eles.

 

 

Wedding Palace – Palácio onde são realizados casamentos. O imenso globo possui mapas do país. Os desenhos são em forma de estrelas com oito pontas desencontradas e o edifício muda de cor à noite.

 

 

Arch of Neutrality – Uma das muitas construções que cultuavam a personalidade do ex-presidente do Turcomenistão. No topo há uma estátua à sua imagem e semelhança que gira sempre em direção ao sol.

 

 

Mausoleum Complex of Tombs of Turkmenbashi. Turkmenbashi, apelido de Niyazov. 

 

 

Carros rodam pela nova cidade, mas pedestres quase não são vistos nem nos pontos de ônibus, muitos fechados, climatizados e com infra de ponta. Parecem que são de enfeite. Ninguém por perto. Nem ônibus. E não é por falta de gente. Em Ashgabat há 1 milhão de pessoas e no país são 5 milhões.

 

 

Como já sofreu com terremotos, todas as novas construções são preparadas para aguentar abalos sísmicos de até 9º.

Enfim, são construções que, se por um lado embelezam a cidade, por outro se contrapõem a um regime fechado, sem liberdade de expressão e de ação.

Nós ficamos no maravilhoso Oguzkent Hotel, considerado 5 estrelas, mas totalmente sem comunicação. O chip que compramos aqui no Brasil não funcionou no país. A internet do hotel funcionou precariamente, mas sem acesso às redes sociais que conhecemos.

 

Oguzkent Hotel – http://www.ahalsiyakhat.com/hotels/ashgabat/oguzkent-hotel/

 

Durante nossa estadia, fizemos vários passeios para conhecer os pontos turísticos que vimos acima e aqueles que seguem abaixo.

 

Quase nada aberto à visitação, só nos restou fazer os registros externos, muitas vezes de dentro do ônibus. Só na Ertugrul Grazi Mosque, que passamos fora do horário das orações, pudemos fazer alguns registros do seu interior. Sempre lembrando que todos precisam tirar os sapatos antes de entrar nas mesquitas e as mulheres devem cobrir cabeça, braços e pernas. Algumas são mais rigorosas do que as outras. Para garantir a entrada, já temos o kit mesquita que levamos nas viagens. Um só já basta. O meu foi comprado em Abu Dhabi porque fui barrada pelo guarda e só entrei depois que comprei a vestimenta local. Valeu o investimento porque nunca mais tive esse problema.

 

 

Para encerrar os passeios do dia, fomos jantar no restaurante Altyn Chinar, onde comemos um churrasco razoável.

 

 

De volta para o hotel, saímos para olhar o seu entorno e confirmarmos que nem à noite o movimento aumenta.

 

 

Férias 2019 – Turcomenistão – Ashgabat – Old Nisa – 04 de junho

Old Nisa

Um lugar perto de Ashgabat, também conhecido como Parthaunisa, agora é um sítio arqueológico que em 2007 foi reconhecido como Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO.

Local de uma das cidades mais antigas e importantes do Império Parta serviu como um importante centro de comunicação e comércio entre leste e oeste, norte e sul. Escavações revelaram uma arquitetura ricamente decorada.

O lugar não apresenta grandes atrativos agora. Se não fosse a sua importância histórica e as fotos que nos foram mostradas, pouco entenderíamos. Por falar em fotos, caso alguém queira registrar a visita, precisa pagar. Há olheiros para flagrar os espertinhos, o que não é uma tarefa muito difícil porque, como nos outros lugares, só estávamos nós.

A paisagem do lugar é belíssima e daquelas ruínas pudemos enxergar no horizonte as montanhas geladas do Irã, país vizinho, que faz fronteira com o Turcomenistão.

 

 

De volta a Ashgabat, fomos conhecer Halk Hakydasy Memorial Complex – Lugar belíssimo que possui vários eixos de representação da memória do povo, foi aberto à visitação em 6 de outubro de 2014, dia do Turkmenistan Memorian Day.

São eles…

Museu Watan Mukaddesligi – Serve como centro de informações para o público.

Earthquake Monument – Monument Ruhy Tagzym – Um monumento dedicado às pessoas que morreram no devastador terremoto de 1948. A estátua de um touro de bronze de 10 metros de altura segurando a terra representa uma mulher tentando salvar o seu filho.

Monument Baky Sohrat (Eternal Glory) – World War 2 Monument – Monumento dedicado aos mortos na grande guerra patriótica de 1941-1945. Agora ele foi atualizado e possui 5 estrelas com uma base em forma de estrela de 8 pontas.

Monument Milletin Ogullary – Monumento construído em homenagem aos heróis da batalha que ocorreu perto de Geok Depe (uma antiga fortaleza do Turcomenistão, também chamada Colina Azul) e de outros que lutaram pela pátria.

 

 

Nesse dia também conhecemos mais um pouco da história de Ruhnama (o Livro da Alma), uma obra, de leitura obrigatória na escola, considerada um culto à personalidade do ex-presidente do país que serviria para “turcomenizar” os cidadãos do país e, quem o lesse, iria para o céu. Lenda? Realidade? Na cidade há um monumento gigante representando o livro.

 

Passear no Çandybil e no Russian Bazaar (Gulistan) foi divertido porque Kátia, Leila e eu encontramos trajes típicos. De modo geral, muitos artigos são parecidos com o que temos. Nada de excepcional.  Só que, para mim, mercado é uma referência. Sempre procuro um para conhecer melhor o lugar que estou visitando.

Gastamos parte do tempo olhando as roupas e acabamos comprando. Sempre que dá, Kátia e eu fazemos isso. Dessa vez, Leila estava conosco e aderiu à prática representativa do lugar. É uma brincadeira que me faz sentir um pouquinho mais próxima da cultura local. Com as meninas deve acontecer o mesmo, não sei.

 

Altyn Asyr Shopping – Fomos para dar uma olhada. Nada compramos, mas conhecemos algumas características do povo. Descobrimos que as mulheres, em sua maioria, usam trajes típicos. Adorno na cabeça só é usado por mulheres casadas.

 

Culinária

Fomos almoçar no Nusay Hotel e o cardápio não revelou grandes surpresas. A amora branca é a única novidade que me vem na lembrança. Nunca tinha visto. É deliciosa. Apesar do churrasco “saboreado” no dia anterior, a culinária local não deixou saudade.  Saudade sinto do ambiente alegre do restaurante Bagt Kosgi, que fica no Palácio dos Casamentos. Kátia, Leila e eu fomos vestidas com a roupa típica e fizemos sucesso. O dono do restaurante foi nos recepcionar e logo me disse que eu seria a noiva. Naquela hora não entendi bem o que ele quis dizer.

Depois do jantar teve show e simulação de uma cerimônia de casamento. Claro, estávamos no Palácio dos Casamentos e nada melhor do que conhecer um casamento típico da região. Fiquei muito feliz porque fui escolhida para ser a noiva (aquele convite feito no início) e as pessoas do grupo representaram os convidados. O noivo foi um chinês que jantava com a família em outra mesa. Que carinha resistente! Não me deixava pegar na sua mão de jeito nenhum. Assim como eu fui instruída a chorar de início e depois tentar conquistar o noivo, ele deve ter recebido orientações também.

Não comi bem, mas me diverti muito.

 

Ashgabat – um pouco mais….

https://www.youtube.com/watch?v=_rbwi5Sj_lQ

https://www.youtube.com/watch?time_continue=105&v=nuEdv5WKQmg&feature=emb_logo

 

Férias 2019 – Turcomenistão – Doshoguz – Kunya -Urgench – Uzbequistão – Khiva – 05 de junho

 

Doshoguz

Fomos de avião e chegamos bem cedo. Uma cidade grande que só serviu de passagem para irmos até Kunya-Urgench, um importante e histórico lugar que envolve os primeiros povos que colonizaram a região. Em 1221 a cidade foi considerada o “Coração do Islã”. Fica a 480 km de Ashgabat, no norte do Turcomenistão. Após sairmos do aeroporto, andamos cerca de 80km por uma estrada sem placas de sinalização, com asfalto e acostamento ruins.

Assim que chegamos, vimos várias construções. Algumas preservadas e outras nem tanto. Lá estão o Kutlug-Timur Minarete, o Sultan Tekesh Mausoleum e o II Arslan Mausoleum, por exemplo.

 

 

A fronteira com o Uzbequistão foi nossa parada seguinte.

Depois dos trâmites locais, uma Kombi nos levou até o local onde encontramos Dill, nosso guia. Uma verdadeira aventura antes de iniciarmos a viagem pelo Uzbequistão.

É preciso visto para entrar no país e ele é dado mediante preenchimento de um formulário que é fornecido na fronteira. Depois de informações desencontradas e não muito explícitas a respeito do pagamento ou não pelo visto, falaram que não teríamos que pagar.

 

 

Uzbequistão

 

 

Visitamos 3 cidades consideradas Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO – Khiva, Bukhara e Samarkand, além da capital, Taskent.

Tudo voltou a funcionar…. chip, acesso total à internet … enfim …. conexão com o mundo!

Diferente do país anterior? Ledo engano!!!!! A comida foi a mesma. Que falta de imaginação! Parte do grupo teve um sério problema de intoxicação alimentar, o que motivou mudança no cardápio alguns dias depois e isso nos ajudou a melhorar e passar bem. Longe de deixar saudade, mas foi uma mudança de razoável para melhor.

Falam russo e uzbeque. São hospitaleiros, simpáticos e abertos, convivem bem com qualquer religião, mas o proselitismo religioso é proibido. Ele só pode ser praticado em espaços fechados. Segundo o guia Dill, há 16 religiões permitidas pela justiça e todas as cidades possuem igreja católica. Apesar de ser um país 80% muçulmano, só cerca de 40% praticam. Ao contrário de outros países, as mulheres podem rezar nas mesquitas e não há exigência de usar véu nem roupa comprida. O “kit mesquita” ficou no fundo da mala!

A bebida alcoólica é permitida, a uva é doce e o país é o segundo maior produtor de algodão do mundo. Só perde para os Estados Unidos.

A produção anual é de 2.500.000 toneladas de algodão de alta qualidade por ano. Para irrigar a plantação, foram feitos desvios de água do Mar de Aral, o que causou o que é considerado uma das maiores catástrofes do mundo provocadas pelo homem. Como há controvérsias a respeito de sua recuperação, não vou entrar em detalhes a esse respeito.

Ainda segundo o guia, o casamento no país é monogâmico, a opção sexual tem que ser hétero e a manifestação homossexual é proibida e considerada enfermidade mental pelo governo.

Uma particularidade no quesito relacionamento, ainda vigente nos dias de hoje – mulher tem que casar virgem. E precisa provar. Só quem nasce na sexta-feira pode perder a virgindade antes do casamento. Aí ficou difícil entender …..

Outra coisa. Quem tem Mohamed no nome tem que ter outro nome.

Cabe ao Estado prover a educação primária e a secundária. Já o ensino superior é pago. Para cursar a universidade, o estudante paga cerca de 1.000 euros por área, por ano. Em todo o país a seleção é feita no dia 1º de agosto e, antes disso, os futuros universitários devem entregar a documentação referente ao curso superior pretendido.

O salário é de 600 dólares, determinado pelo estado, que cobra 26% de imposto sobre esse valor. Dá para viver no país com 240 dólares por mês.

Son é a moeda corrente e toda segunda-feira o banco determina o preço dela. Quando estivemos lá, 1 dólar equivalia a 8.400 Sons e 1 Euro valia 9.400 Sons. Como referência, 1 coca custa entre 3.000 e 5.000 Sons.

Até 2002, o Uzbequistão não oferecia nada para os turistas. Depois daquele ano, os artistas começaram a vender seus produtos e, por volta de 2016, começou o desenvolvimento do turismo no país.

Também não tinham fronteiras físicas, que só começaram a ser construídas em 2018.

No início da abertura aos turistas só existiam hotéis do governo, cuja classificação de estrelas não segue os padrões internacionais. Hoje já existem hotéis da rede privada.

No final da tarde chegamos a Khiva – https://www.britannica.com/place/Khiva – e fomos direto ao hotel – Asia Khiva Hotel – http://asiahotels.uz/en/Asia-Khiva.html, que não pertence à rede privada, faz parte de uma cadeia de hotéis que pertence à família do antigo presidente. Considerado 4 estrelas, nem de longe tem as características correspondentes.

 

 

Férias 2019 – Uzbequistão – Khiva – 06 de junho

 

Khiva

Khiva é uma pequena cidade do Uzbequistão. Nosso principal objetivo foi conhecer Itchan Kala. Logo cedo saímos para aproveitar bem o dia.

 

 

Itchan Kala – https://travelguide.michelin.com/asia/uzbekistan/khorezm/khiva/itchan-kala-walls – é a cidade interna, protegida por muralhas, do velho oásis de Khiva, que era o último lugar de descanso das caravanas antes de cruzarem o deserto. Foi declarada Patrimônio Mundial da UNESCO em 1990, é toda murada, possui mais de 50 estruturas antigas e cerca de 250 moradias diferentes. Visitamos vários monumentos históricos e lugares importantes.

 

Mohammed Amin Khan Madrasahhttps://archnet.org/sites/2132 –  Um madraçal ou uma madraça é uma escola muçulmana ou uma casa de estudos islâmicos. A palavra deriva do árabe madrsa e hoje é escrita de muitas formas como madrassa ou madrasa, palavra que em árabe originalmente designava qualquer tipo de escola, secular ou religiosa, pública ou privada. As madrassas que encontramos são todas escolas muçulmanas onde se estuda o Alcorão – https://escola.britannica.com.br/artigo/Alcor%C3%A3o/481672 . Essa é a maior da Ásia Central.

 

Kalta Minor – https://www.advantour.com/uzbekistan/khiva/kalta-minor.htm Minarete inacabado – Há várias histórias a respeito das causas que interromperam a sua construção. Minarete é a torre de uma mesquita onde os muçulmanos chamam os fiéis para a oração, cinco vezes ao dia.

 

 

Kunya-Ark – Museum of Ancient Khorezm – https://www.advantour.com/uzbekistan/khiva/kunya-ark.htm. – Uma fortaleza dentro da cidade murada Itchan Kala.

 

Friday Prayer Juma Mosque https://www.centralasia-travel.com/en/countries/uzbekistan/places/khiva/juma_mosque – Mesquita formada por pilares de madeira.

 

Tash-khovli Palace – http://sitara.com/about/element/tash-khovli-palace-khiva/  – Palácio de verão da família Khovli.

 

Necropolis of Pahlavan-Mahmud – https://www.uztrips.com/en/sights/pahlavan-mahmud-necropolis – Construído para homenagear o poeta e lutador do século 14, Pahlavan Mahmud, que é reverenciado como protetor de Khiva.

 

Passamos o dia em Itchan Kala. Foi um passeio completamente diferente de tudo que eu já havia feito. As pessoas interagem com a gente, mesmo sem a mínima possibilidade de comunicação.

Aliás, há comunicação, sim, se a motivação for compra. A barreira linguística não consegue impedir esse comércio.

Apesar de o artesanato ser interessante, compra não foi o objetivo do passeio. Almoçamos por lá e a comida não ficou na lembrança. Pelo menos não naquele momento porque dela me lembro até hoje. Não pelos motivos que eu gostaria de lembrar.

 

 

Por último, conhecemos um restaurante com show de dança e música (Cafe Zarafshon – https://www.facebook.com/pages/Cafe-Zarafshon/171013547115111 ), um lugar que valeu porque nos divertimos, mas não acrescentou muito em termos de cultura local. A comida também não deixou saudade. Muito pelo contrário.

 

 

Khiva – um pouco mais….

https://www.youtube.com/watch?v=4q18wXvbHXg

Férias 2019 – Uzbequistão – Bukhara – 07 e 08 de junho

 

Bukhara

Fomos de avião para Urgench e de Urgench para Bukhara – https://whc.unesco.org/en/list/602/ .

Uma cidade maior do que Khiva e com infraestrutura melhor. Apesar de menor, achei Khiva mais interessante – Cidade do deserto, Bukhara foi classificada pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade. Nela há mais de 350 mesquitas, cem faculdades religiosas e mais de 140 monumentos arquitetônicos. É o que se pode chamar de uma cidade museu.

Bukhara prosperou com o comércio da Rota da Seda tornando-se um dos grandes centros intelectuais do Mundo Islâmico. Destruída por Genghis Khan no século XIII, a cidade foi reconstruída pelos seus sucessores Turcomanos e Uzbeques, tornando-se uma das cidades mais sagradas do Islã.

Logo que chegamos, fomos passear pela cidade antes de irmos ao Edem Plaza Hotel – https://edem-plaza-bukhara.booked.net/, onde ficamos duas noites.

 

No primeiro dia, vimos muitos prédios históricos. No segundo, aproveitamos um pouco antes de deixarmos o grupo e voltarmos para o hotel. Eu e alguns amigos não estávamos bem e achamos melhor não continuarmos o passeio.

No fim do dia, o restante do grupo chegou com alguns passando mal também e se juntaram a nós naquele mal estar. Foi horrível. Foram quase dois dias dentro do hotel, atendidos por um médico local. Tivemos uma intoxicação alimentar muito forte e dela eu me lembro até hoje.

Não tenho muitas lembranças de Bukhara porque pouco vi da cidade. Lembro que as construções históricas são semelhantes às de Khiva.

Muito famosas em Bukhara são as toalhas Suzani, os tapetes, uma prova da forte relação com os persas, e os trabalhos feitos pelos ferreiros.

Suzani é um tecido feito desde a antiguidade na Asia Central (Cazaquistão, Uzbequistão, Turcomenistão). A origem do nome Suzani vem da língua persa e significa beleza tribal. Característicos medalhões florais e geométricos, cores fortes e marcantes foram reproduzidos nos tapetes tecidos a mão em ponto fino.

 

 

Tradicional na cidade, o trabalho mais importante dos ferreiros consiste na confecção de facas. No entanto, encantam mesmo as tesouras cegonha, com design especial para efetuar cortes arredondados. Claro que quase todos saíram de lá com a tesourinha cegonha.

 

Seguem Mesquitas, Minaretes e Madrassas, alguns lugares que vimos ou que deveríamos ter visto porque são atrações locais.

 

Lyabi Hauz Ensemble – Um dos mais populares pontos turísticos de Bukhara. Serve de ponto de descanso e, além de bonito, abriga uma escola, uma igreja e um hospício.

 

Magoki-Attori Mosque – Foi construída antes das invasões dos mongóis de 1219. É a mais antiga mesquita sobrevivente da Ásia Central. Fica um nível abaixo da cidade e as colunas representam um livro aberto ou dois pergaminhos. Hoje é permitido acesso mediante pagamento.

 

Chor-Minor Madrasah – Folhetos turísticos afirmam que o trabalho em mosaico inclui referências enigmáticas a outras religiões além do islamismo, incluindo cristianismo, budismo e zoroastrismo.

 

Trading Domes – Cúpula comercial, um lugar onde se pode conhecer artigos locais. Não é um shopping como aqueles que conhecemos, mas é um lugar muito interessante.

 

Perto dali fica Poi Kalyan Complex – um lugar muito bonito onde se encontram a Poi Mosque, o famoso Kaylan Minaret e a escola teológica Mir-i-Arab Madrasah.

Kalyan Minaret  – Último fragmento sobrevivente da mesquita da era Karakhanid, construída por Mohammad Arslan Khan em 1127. O topo se transforma em uma lanterna em forma de coroa. Servia para chamar os fiéis para orar cinco vezes por dia e provavelmente foi também usada como posto de correio ou farol.

 

Poi Kalyan Mosque – Reconstruída no início do século XVI depois de ter sido queimada, destruída parcialmente pela queda de parte do minarete e de outras intempéries. Sua fachada foi concluída em 1514 ou 1515. Kosh é o nome que se dá a esse estilo de construção de um edifício em frente ao outro. Essa era uma prática comum nas cidades da Ásia Central.

 

Mir-i-Arab Madrasah – Seu nome significa “Príncipe dos Árabes”. A tumba do fundador da madrassa, Mir-i-Arab, fica numa das salas localizada atrás da fachada principal. Nas outras, até hoje funciona uma escola muçulmana ou uma casa de estudos islâmicos.

 

Ulugbek Madrasah – Escola que foi reconstruída periodicamente. Somente os ornamentos celestes usados no exterior da escola foram preservados devido ao interesse de Ulugbek pela astronomia. Agora é o Museu da História de Restauração dos Monumentos de Bukhara.

 

Abdulaziz Khan Madrasah – Também faz parte do conjunto arquitetônico da Escola de Ulugbek, só que é mais bonito e luxuoso. Foram usadas diversas tecnologias para proporcionar conforto nas diversas estações do ano, em especial no verão e no inverno. Possui duas mesquitas, uma de inverno e outra de verão.

 

Ark Fortress – Antes de Bukhara ser conquistada pelos árabes, foi a residência dos governantes da cidade. Depois foi um centro administrativo e hoje é um museu arqueológico, o mais antigo de Bukhara.

 

Bolo-Khaus Mosque – Quando passamos por lá, vimos muitos homens rezando. É uma mesquita Friday Prayers. Tem um design que abriga fiéis no verão (parte externa) e no inverno (parte interna). Possui 40 pilares e cada um é formado a partir de dois troncos de árvores. Seu nome significa “Acima da Piscina”, referindo-se ao hauz octogonal ou lago artificial que fica em frente.

 

Samanids Mausoleum– É o edifício mais antigo de Bukhara. O mausoléu é extremamente importante do ponto de vista histórico da arte, pois é o primeiro exemplo de tumba islâmica a sobreviver na Ásia Central. Sobreviveu por acidente, pois ficou embaixo da lama por muitos séculos até ser redescoberto pelo arqueólogo V. A. Shishkin.

 

Chashma Ayub_Mausoleum – Fica no meio de um cemitério antigo e chegou com algumas perdas aos dias atuais. O valor histórico do monumento consiste na datação exata escrita em ktoba (1208-1209 A.D.). Ou 605 anos pelo calendário muçulmano.

 

Summer Palace of Bukhara Emirs Sitorai-Mokhikhosa – https://www.centralasia-travel.com/en/countries/uzbekistan/places/bukhara/sitorai_mokhi_khosa

Hoje é um museu onde se pode ver móveis antigos, porcelanas japonesas e chinesas, vários utensílios e uma coleção de vestidos nacionais do século XIX, decorados em ouro com o famoso bordado de Bukhara – Suzani. Era a residência dos emires de Bukhara até pouco tempo.

Foi a residência da esposa do Emir. Como ela morreu cedo, o palácio recebeu o nome poético de Sitorai Mokhi Khosa (palácio parecido com estrela e lua) em sua homenagem.

Cada concubina que chegava era colocada frente a um espelho e um efeito especial a transformava em muitas, dando a ideia de que não era a única.

O clima do palácio é diferente, nunca é quente. Esse efeito foi conseguido graças ao antigo método de localizar locais para edifícios importantes – colocar carcaças de ovinos nos possíveis canteiros de obras. O lugar ideal era onde a decomposição fosse menor.

 

Chor-Bakr Necropolis – Um conjunto de 25 construções que ocupa cerca de 3 hectares. Depois de vários estágios de construção, o memorial se desenvolveu no início do século XX quando o pequeno minarete foi construído. Foi erguido no lugar do provável cemitério de Abu – Bakr-Said, que morreu nos anos 360 pelo calendário muçulmano (970-971 DC), um dos quatro de Abu – Barkrs, descendentes do Profeta Muhammad.

 

Khoja Bakhouddin Naqsband Mausoleum – É um dos mais importantes santuários muçulmanos. Todos muçulmanos o conhecem, reverenciam e vão até lá para pedir a realização dos seus desejos e a cura para doenças. É considerado Meca da Ásia Central.

Naqshband foi o professor espiritual de Amir Temur e fez hajj para Meca 32 vezes (peregrinação dos muçulmanos para Meca). Rejeitou o luxo e apelou para as pessoas serem modestas. Sua filosofia foi baseada no princípio “Dil ba joru, dast ba kor” “O coração com Deus, as mãos em ação”.

 

Nodir Devon Begi Madrassah – Fica no centro histórico Lyabi Hauz e foi construída pelo primeiro ministro (vizir) de Bukhara, Imam Kulikhan, no início do século XVII. Suas paredes externas e internas são pintadas e, misteriosamente, há um painel brilhante na entrada no qual dois pássaros voam em direção a um sol humano, segurando, nas patas, gamos ou leitões. A parte interessante e misteriosa é que o Islã proíbe desenhar ser humano ou animal.

Lá dentro há lojas de artesanato. Músicos e dançarinos demonstram sua arte por meio de um show de 45 min. Nos intervalos, os estilistas de Bukhara apresentam suas coleções que misturam tecidos uzbeques, sedas e moda moderna. Após o show, os turistas podem comprar as roupas de que gostaram.

Se for pedida, uma refeição típica é servida. São pratos da culinária uzbeque, chás tradicionais e doces orientais.

Para mim, um dos pratos, o famoso Pilaf, foi o causador ou a gota d’água do nosso terrível desarranjo. Só de pensar nele, sinto arrepios!

Se pudéssemos ficar sem comer, o passeio teria sido maravilhoso!

 

Se observarmos as fotos, veremos que predomina a cor azul. Segundo o guia, ela representa a ligação física com o céu. Não sei explicar bem como é isso, mas são construções bonitas, que dão paz de espírito. O problema é que ficam muito parecidas e é muito fácil confundir uma com outra. Para dizer a verdade, nem lembro de tudo que vi. Parecem tão iguais!!!!

O que chama a atenção mesmo e impressiona é o número de escolas onde se estuda o Alcorão. Realmente, não dá para negar a religiosidade existente no país.

O guia nos contou um pouco sobre a história do Mar de Aral. Desastre ambiental, sobrevivência? Não vou entrar nesse mérito.

 

Essa nostalgia o levou a falar sobre a vida que tinham antes da separação da União Soviética e sobre a vida que têm hoje. Antes não podiam ter muito, mas tinham paz e tranquilidade. Hoje as coisas mudaram. Podem ter o que querem, mas…. Muitos gostariam que não tivesse mudado.

Seguem alguns registros desses dois dias….

 

Bukhara – um pouco mais…

https://www.viajarentreviagens.pt/uzbequistao/moynak-para-onde-foram-as-aguas-do-mar-aral/

https://www.dailymotion.com/video/x17p8a0

 

Férias 2019 – Uzbequistão – Bukhara – Samarkand – Tashkent – 09 – 10 e 11 de junho

 

Samarkand

 

Fomos de Bukhara a Samarkand – https://en.unesco.org/silkroad/content/samarkand – de trem bala Afrosiyob, percurso de cerca de 216 km. Uma viagem muito gostosa.

Dita por alguns que é uma das cidades mais bonitas do mundo, para mim, é tão bonita como muitas outras que conheço. Diferente na sua estrutura mas, nem de longe, uma beleza estonteante.

 

Vamos à comparação….

“Khiva tem cor de barro seco, com sua muralha grandiosa protegendo a herança do império de Khoresm em Ichon-Qala. Bukhara tem a mesma cor, mas também o azul celeste da Madrassa Mir-i-Arab ou os mosaicos dos prédios ao redor da Labi-Hauz. Samarkand é o estágio final da transição: o azul nas cúpulas transmuta-se no multicolorido dos mosaicos e no dourado dos interiores como se tudo fizesse parte do mesmo tecido em dégradé. Se Khiva é a cidade dos mercadores de escravos e Bukhara o “Pilar do Islã” dos persas samanidas, Samarkand é obra de um só homem: Tamerlão. Nascido em Shakhrisabz, não longe da cidade, o sábio sanguinário ergueu seu império das cinzas deixadas por Genghis Khan. “Se duvidais de nossa potência, contemplai nossa arquitetura”.

Samarkand surgiu por volta do século V a.C. Já era um centro desenvolvido, cercado por uma muralha, por ocasião da chegada de Alexandre, o Grande, em 329 a.C. Pouco sobrou da então Maracanda, algumas ruínas escavadas por arqueólogos, mas é difícil imaginar o que pode ter levado Alexandre a ter dito sua frase que, hoje, carrega igual peso histórico e mítico. O conquistador teria dito que “tudo o que ouvi sobre Maracanda é verdade, exceto pelo fato de que é ainda mais bonita do que eu jamais imaginei”. https://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=1217&titulo=Um_brasileiro_no_Uzbequistao_(VIII)

 

No período em que lá ficamos, conhecemos alguns lugares bonitos e também o mercado local. Esse, sim, representa o povo, a cultura e é sempre um ponto alto da viagem.

Logo que chegamos, fomos direto ao Dilimah Premium Luxury Hotelhttp://dilimahhotel.com/en/ . Depois do jantar, saímos para dar uma volta e só no dia seguinte começamos nosso tour de dois dias e meio pela cidade.

 

10/06/2019

Registan Square é uma praça belíssima tanto durante o dia quanto à noite. É preciso visitá-la nos dois períodos para admirar a sua beleza. Foi o que fizemos.

Para muitos, o mais perfeito conjunto arquitetônico muçulmano do planeta. O símbolo de Samarkand são essas três madrassas ao redor de uma praça de mais ou menos 200 metros quadrados. Duas das madrassas estão frente a frente e a terceira está entre elas, fazendo um quadrado incompleto cujo centro é a praça. Cada madrassa tem um alto portal coberto por mosaicos coloridos. Quando amanhece, o sol incide diretamente sobre a primeira e mais antiga delas, a madrassa Ulugubek, construída em 1420. Quando é meio-dia, o sol fica de frente à madrassa do meio, a Tilla-Kari, de 1660. Por fim, no anoitecer, o prisma da luz amarela, laranja, vermelha e roxa é a terceira, a Shar Dor, de 1636.

 

Bibi Khanym Mosque – Foi a maior mesquita do mundo até o severo terremoto que aconteceu na cidade em 1897. Recentemente foi reformada pela UNESCO. Teria sido uma edificação gloriosa, mas nunca foi terminada. Na parede há espaços vazios, faltando mosaicos e desenhos. Reza a lenda que Bibi-Khanym, a esposa chinesa de Tamerlão, encomendou a mesquita para fazer uma surpresa para o marido que estava viajando. Quando a obra estava na reta final, faltando detalhes artísticos, o arquiteto, apaixonado por ela, quis um beijo para completar a obra. Ela concordou e ele, apaixonado, não conseguiu esconder as evidências. Ao voltar, Tamerlão descobriu e o arquiteto não teve chance de se explicar. A obra foi paralisada.

 

Ulugbek Observatory – Ulugbek, neto de Tamerlão, o sucedeu no controle do vasto império e pagou com a vida seu amor pelas ciências. Por dar mais amor às estrelas em vez de estudar o Corão, foi decapitado em 1449.

Ele mapeou 200 estrelas e fez cálculo preciso sobre a duração do ano. A olho nu, Ulugbek fez o cálculo do ano estelar 365 dias, 6h, 10 minutos e 8 segundos – que pouca diferença tem do ano estelar real – 365 dias, 6h, 9 min e 9,6 seg.

 

Gur Emir Mausoleum  – É o túmulo do Timur (Tamerlão) e também onde Ulugbek foi enterrado. É todo coberto de ouro nas paredes do salão principal. Durante a restauração em 1970, foram usados 2,5 kg do metal. No centro do salão estariam descansando os heróis do Uzbequistão. Na verdade, as criptas se encontram em uma sala embaixo do rico salão, numa câmara de tijolos nas paredes.

 

Por último, fomos ao lugar que é considerado mais sagrado de Samarkand, o Shakhi Zinda Complex (Shakhi-Zinda Necropolis), uma rua de mausoléus. Considerada uma das visitas mais marcantes de Samarkand, entrar na rua é como se estivesse entrando no paraíso.

Para acessar, há uma escada de 40 degraus. Segundo a lenda, os peregrinos que visitavam o lugar tinham que realizar um ritual sagrado de 40 dias, subir apenas um degrau por dia. Na subida, eles faziam as orações do Alcorão apelando a Alá e ponderando as suas ações. Acreditavam que, após esse período, estariam limpos e poderiam subir ao local que consideravam sagrado.

Agora, muitos visitantes sobem e descem as escadas muitas vezes porque acreditam que se uma pessoa contar exatamente 40 passos ao subir e descer, terá uma alma pura e pensamentos puros. Pois é… Subimos e descemos apenas uma vez sem rezar nem contar os degraus…. Será que … ???!!!!

Brincadeiras à parte, é lá que se encontram mausoléus em tons de azul que sugerem que os falecidos desfrutam as delícias do Paraíso. Na frente de cada um há uma caixa de pedra que abriga os restos mortais do seu dono.

Shakhi Zinda significa “Tumba do Rei Vivo” em alusão a Qusam Ibn Abbas, primo do Profeta Maomé, que se acredita que tenha levado a crença em Alá para a região. Na porta do seu Mausoléu está escrito “Aqueles que morreram na estrada que leva a Deus, não estão mortos; na verdade, ainda estão vivos”. A crença islâmica de que a proximidade de um santo oferece proteção atrai muita gente ao local.

 

Almoçamos num restaurante gostoso e encerramos nosso passeio numa churrascaria local onde acontecia a maior festa, mas dela não participamos.

 

Mais alguns registros do dia…

 

E o dia terminou – 10 de junho – Assim comemorei mais um aniversário. Entre amigos, sem glamour, apenas agradecendo a Deus por estar com pessoas queridas, fazendo o que mais gosto – passeando por terras distantes, conhecendo pedacinhos desse mundão.

 

11/06/2019

Iniciamos o dia passeando por uma avenida de comércio local até chegar ao Siyob Bazaar – https://ilovetripping.com/siyob-bazaar/.

 

Siyob Bazaar – Além das peculiaridades locais, o mercado é grande e oferece de tudo um pouco. Um lugar muito interessante que tem o pão como astro principal. Trata-se de um pão sírio que é considerado tesouro local. Diz a lenda que é o ar de Samarkand que dá o toque especial. Ele não fica igual em outro lugar, mesmo que a receita seja a mesma. É uma delícia!

 

Nosso almoço foi no Istiqlol Restauranthttps://www.tripadvisor.com.br/Restaurant_Review-g298068-d13163641-Reviews-Istiqlol-Samarkand_Samarqand_Province.html.

Que pessoal simpático! Istiqlol é um restaurante bonito que motivou muitas brincadeiras da turma.

 

Depois do almoço, fomos até a estação pegar o trem bala  – https://www.talgo.com/en/projects/uzbekistan-en/afrosiyob/ – que liga as duas maiores cidades uzbeques – Samarkand e Tashkent – num percurso de 345 km realizado em cerca de 2 horas de viagem.

 

Assim cumprimos mais uma etapa da nossa viagem.

Já recuperados e lição aprendida com relação à alimentação, a vida ficou bem melhor e pudemos aproveitar mais a viagem.

Samarkand – um pouco mais …..

https://www.youtube.com/watch?v=WtdKgMHjfRE

 

Férias 2019 – Uzbequistão – Tashkent – Quirguistão – Bishkek – 12 e 13 de junho

 

 

Que diferença! Tashkent é uma cidade grande, também possui edificações tão importantes como aquelas que vimos em outros lugares, mas é uma cidade mais industrial e moderna, apesar de ter cerca de 2.000 anos. Boa parte da sua economia gira em torno do plantio do algodão. Possui indústria têxtil, alimentícia, de produtos químicos e de aviões.

Foi reconstruída depois do terremoto de 1966, que destruiu que boa parte da cidade.

Na parte antiga da cidade, visitamos o coração espiritual de Tashkent, com seus muitos monumentos históricos e escolas que ensinam o Alcorão.

 

De todos artesanatos que vimos, o que mais chamou a atenção foi o porta-corão de madeira que também serve para segurar livro ou qualquer outra coisa que se adapte a ele. Diz-se que pode assumir cinco posições diferentes. Você encaixa as peças móveis e o porta-corão fica mais baixo, mais alto, maior ou menor. O vendedor ensinou como mexer as peças para colocar o objeto nas cinco posições. Comprei um, mas precisa treino para conseguir as posições que ele ensinou. É desafiador. Pelo que li, “colocar o objeto nas cinco posições o transforma numa espécie de mandala. Ou seja: antes de ler o Corão, o estudante de lei islâmica pode refletir sobre o poder de Alá percebendo os sutis movimentos e angulações do porta-corão e ser inspirado pelos seus mistérios. Sim. Uma técnica sufi de iluminação”. https://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=1133&titulo=Um_brasileiro_no_Uzbequistao_(III)

 

Khast Imam Square – As mais importantes figuras da cultura e da religião do Uzbequistão estão representadas num único lugar – Khast Imam.

 

Khast Imam Mosque –  Tem sido por anos o coração espiritual de Tashkent. Foi construída em quatro meses e remodelada em 2007.

 

Madrasah Barak Khan – Instituição Educacional.  – Fica no centro da praça, foi construída no século XVI.

 

Muyi Mubarak – Uma pequena biblioteca que também fica na Khast Imam Square e abriga o exemplar do Corão mais antigo do mundo. O Alcorão de Osmã é considerado um dos únicos originais, parte essencial do patrimônio histórico e cultural muçulmano. Mantido em uma câmara especial, atrai multidões de todo o mundo.

Segundo a lenda, a biblioteca também abriga um outro tesouro, Muyi Mubarak, que significa “o cabelo sagrado”, uma referência ao cabelo que se acredita pertencer ao profeta Muhammad.

 

National Library of Tashkent – Foi fundada em 1870 e abriga os documentos do Uzbequistão.

 

Kukeldash Madrasah – É a maior madrasah e um dos mais importantes monumentos históricos de Tashkent. É uma madrasah medieval construída em 1570. Já foi restaurada diversas vezes e hoje é diferente do projeto original. Depois da última restauração, voltou a ser uma instituição espiritual.

 

Abdulkasim Madrasah – Documentos sugerem que sua construção teve início no século XIX. É um monumento a Abdulkasim Khan, um intelectual que pagou cerca de 30 mil rublos pela sua construção e, todos os anos, proporcionou educação a 150 alunos. Muitos deles se tornaram pessoas famosas. Hoje, ali funciona uma escola nacional de artesanato.

 

Museum of Applied Arts – Tem muita representação do artesanato uzbeque, mas não oferece detalhes sobre eles.

 

Memorial dos Cosmonautas – Monumento em homenagem aos cosmonautas, inaugurado em maio de 2019. Fica na entrada do metrô do mesmo nome.

 

Independence Square (Mustakillik Maydoni) – Mais do que um ponto turístico, é um símbolo da cidade, um lugar onde acontecem todas as celebrações importantes. Lá se encontram alguns monumentos muito bonitos.

Um deles é o Monument of Courage Earthquake Memorial que lembra o terrível terremoto que destruiu a cidade durante o período soviético – 26 de abril de 1966 – e agradece aos países que ajudaram na reconstrução. Foi ali o epicentro do terremoto.

 

Amir Temur Square – Localizada no centro de Tashkent, tem como vizinhança edifícios históricos da cidade. O monumento e o nome mudaram muitas vezes até chegar ao que é hoje, uma homenagem a esse importante representante da nação uzbeque.

 

Os lugares acima têm a sua importância para a história da cidade, não se pode negar. Só que visitar o mercado e conhecer uma estação de metrô local foram programas imperdíveis.

 

Chorsu Bazaar (Eski Juva) – https://www.timetravelturtle.com/chorsu-bazaar-tashkent-uzbekistan/ – Um deleite para os olhos!

Além do pão, que também tem a sua importância em Tashkent, o trabalho que as boleiras artesãs fazem são destaques no mercado.

 

Tashkent Metrô – Uma estação mais bonita do que a outra! Vale conhecer pelo menos duas para ter uma ideia da beleza diferente de cada uma.

 

Alguns registros ….

 

O jantar foi num restaurante típico com show. Um lugar muito gostoso. Pena que eu não tenho registro dele.

 

Assim nos despedimos do Uzbequistão, do guia Dill e, no dia seguinte, logo cedo, partimos de avião para Bishkek, Quirguistão, nosso próximo destino.

 

Tashkent – um pouco mais….

https://www.youtube.com/watch?v=uRZfffHyccc

https://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=1133&titulo=Um_brasileiro_no_Uzbequistao_(III)