Férias 2017 – 09 de junho – Kalaw

09-06-2017 – sexta-feira

Logo cedo, saímos do Mandalay Hill Resort Hotel em direção ao aeroporto, para pegarmos o avião com destino ao aeroporto Heho, em He Hoe. De lá, iniciamos um percurso, cujo destino, no final do dia, seria Kalaw.

Foi uma viagem de 40’ que, se fosse por terra, não levaria menos de 8h por causa das condições da estrada.

A chegada ao aeroporto de Heho foi às 9h45. Voo tranquilo e rápido.

Vale registrar aqui a nossa facilidade com a bagagem. A única coisa que sempre nos foi solicitada foi conferir se nossa bagagem estava no ônibus ou fora dele. Nosso guia providenciava tudo para que não precisássemos nos preocupar entre o despacho e a recepção dela no quarto do hotel. Que delícia!

Logo depois que saímos do aeroporto, paramos para ver o mercado de bois – Oxen Market – que fica na estrada que vai do aeroporto para Pindaya. Bois e búfalos estavam sendo negociados. Interessante! Pena que não deu para entender o processo de compra e venda porque a língua que falam é indecifrável.

Assim que chegamos a Pindaya, paramos para almoçar no Green Tea Restaurant

https://www.tripadvisor.co.nz/ShowUserReviews-g612366-d1995814-r380761586-Green_Tea_Restaurant-Pindaya_Shan_State.html

Pindaya é uma pequena cidade no estado de Shan. Ela é muito aconchegante, tem um grande lago no meio e muitas árvores em todos os lugares.

É um famoso lugar de peregrinação Budista e de confecção de guarda-chuvas de papel artesanais.

Há três “cavernas” no cume no sentido norte-sul, mas só a caverna sul pode ser visitada, a Shwe U Min Cave, também chamada de Pindaya Cavehttps://www.renown-travel.com/burma/pindayacave.html .

Depois do almoço, fomos conhecê-la.

Tinha lido sobre ela que, ao vivo, é muito mais bonita do que qualquer foto que vi. Parece que o lugar emana uma sensação de bem-estar.

Pindaya: Eu tenho a aranha! Pindaya Cave é uma caverna com mais de 8.000 imagens de Budas. Algumas das estátuas mais antigas e imagens têm inscrições que datam de 1783. Seu símbolo é uma gigante aranha que fica logo na entrada da caverna.

Reza a lenda que sete princesas se refugiaram na caverna após o banho no lago porque não conseguiram voltar para casa. Durante a noite, elas incomodaram uma imensa aranha que estava tentando dormir. A aranha, irritada, bloqueou a saída, impedindo-as de saírem. Um príncipe passou por lá, elas pediram socorro e ele perguntou o que elas dariam em troca para serem libertadas. Elas disseram que ele poderia casar com qualquer uma delas, se matasse a aranha. E foi o que ele fez. Após matá-la, ele gritou Pindaya (Eu tenho a aranha) e se casou com a mais jovem das donzelas.

Há esculturas da aranha e do príncipe apontando com seu arco e flecha na entrada da caverna.

Se a história é realmente essa, não sei muito bem o que isso tem a ver com a caverna maravilhosa que encontramos. Enfim, vale o registro.

O que se pode dizer é que é uma caverna belíssima com imagens de budas de diversos formatos, tamanhos e material. Um lugar que vale conhecer pela sua beleza.

Enfrentar os inúmeros degraus não é para qualquer um. Mas…..um pouquinho escondido tem um elevador. Portanto, se não se importar de perder a vista da subida, procure o elevador. As pernas agradecem. Nós subimos sem problemas.

Já em Kalaw, um lugar muito próximo, paramos para conhecer algumas coisas típicas do Myanmar. Uma delas, chá com leite, horrível, na minha opinião. Como ele foi oferecido pelo guia, não podíamos desdenhar a generosidade. Coisa difícil! Também conhecemos Colia, uma fruta considerada afrodisíaca. Ela é vendida em grãos, que são colocados em potinhos. Parecem feijão. Segundo o guia, mastigar 5 sementes um pouco antes do romance produz efeitos surpreendentes. Não provei porque não tinha motivos para isso na viagem e também não quis testar seus outros benefícios porque fiquei com medo de quebrar dentes – é dura pra caramba. Mas comprei dois potes. Vai que….

Alguns do grupo provaram e, para um dos homens, o efeito foi surpreendente: ele dormiu. Rsrsrs

Dizem que Colia também é boa para hipertensão, gases, diabete, rim …. quem sabe as sementes que eu trouxe têm alguma serventia. Boas para tudo!!!!

Ainda demos uma volta na cidade antes de irmos para o Hill Top Villa Hotelhttp://www.hilltopvillakalaw.com/ . Como chovia e estávamos cansados, ficamos por lá. Descansamos um pouco antes do jantar (servido no próprio hotel) e, depois dele, ficamos na recepção para acessarmos a internet, já que não tínhamos wi-fi no quarto.

Foi um hotel dormitório. Nada fizemos e nada vimos. Apenas comemos e dormimos. Ainda bem. Não sei dizer se é bom. É sistema de chalé, no meio de muita vegetação. Dá um medo de bichinhos!!!! Não gosto de tanta natureza assim em lugar desconhecido. Rsrsrs

Férias 2017 – 10 de junho – Nyaung Shwe

10-06-2017 – sábado

Saímos cedo do hotel. Nosso destino final seria Nyaung Shwe – Aureum Palace Resort & Spa Inlehttp://aureuminle.htoohospitality.com/

Nossa primeira parada foi para ver o Buda de BambuHnee Payahttps://www.hsdejong.nl/myanmar/shan-state/gallery/hnee-paya.html , que fica num lugar que mais parece um hall. Ele tem mais de 500 anos e é coberto de ouro. Há, também, muitas imagens e oferendas no local. Apenas os homens podem chegar perto do Buda e a eles é dado o direito de colar folhas de ouro nele. Mulheres são proibidas de tocar no Buda.

Pessoas ficam sentadas no chão, tomando chá e comendo biscoitos, que oferecem aos turistas. Normalmente, ninguém recusa e ainda dá uma gorjeta pela amabilidade. É uma maneira de elas arrecadarem algum dinheiro.

Lá, também são vendidos artigos medicinais para dores lombares e picadas de insetos. Compramos. A ideia é ajudar e, de quebra, comprar algo que possa ser bom para algum tipo de dor. Mosquito espanta, com certeza, já que o cheiro de cânfora é terrível.

Em seguida, fomos ver o mercado de rua – Kalaw Markethttps://www.experiencetravelgroup.com/myanmar/exp/kalaw-market?tab=map . Que lugar gostoso! A interação com as pessoas, ainda que por mímica, é muito legal. Legal também é ver coisas tão diferentes daquilo que conhecemos. Não dá para saber para que servem nem que gosto têm. Nesses casos, às vezes arriscamos experimentar. Nem sempre dá certo, mas dá para tirar boas fotos e dar muita risada.

Como a vontade de ir ao banheiro era grande, paramos no mesmo lugar do dia anterior, onde tomamos chá com leite. Acho que só o guia aprovou o chá porque bebeu de novo.

Depois, paramos para conhecer o processo de fabricação de sombrinhas de papel, um artesanato famoso no país, onde participamos de um mini workshop – Shan Paper and Umbrella Workshophttp://www.myanmartravelessentials.com/handicrafts-and-workshops/shan-paper-and-umbrella-workshop-in-pindaya/ – Impressionante o resultado dessa produção manual. Além de sombrinhas, há muitos artigos feitos com esse papel artesanal.

Nosso almoço foi num lugar especial – numa vinícola. Paramos para almoçar no Red Mountain Restaurant e conhecer o processo de fabricação de vinhos do Myanmar – Red Mountain Estate Vineyards & Wineryhttp://www.redmountain-estate.com/ – Vinho não experimentei, mas o almoço foi muito bom.

Situada às margens do Lago Inle, a vinícola produz o melhor vinho do país. O cultivo das uvas é local, mas cerca de 400.000 plantas foram importadas da França e da Espanha para serem testadas e escolhidas. Aliadas a isso, tecnologias de ponta garantem, segundo eles, uma excelente produção de vinho.

Depois do almoço chegamos ao hotel Aureum (Inle) – um excelente hotel, com uma infraestrutura maravilhosa. Claro que ninguém reclamou de ficar “sem fazer nada”. Modo de dizer, é claro!

Piscina para uns e massagem para quase todos. Foi uma delícia.

Eu me dei uma tarde no Spa. Massagem corporal (35 dólares) e massagem facial (45 dólares) garantiram relaxamento total. Não podia ter feito uma escolha melhor para celebrar o meu aniversário que, aliás, foi comemorado em grande estilo à noite, depois do jantar.

Vi que teria alguma coisa porque tinha um anúncio no hall do hotel “Ms Cesar Pires & Party”.

Jantamos normalmente, na maior descontração. Eu tinha até esquecido da tal festa quando Huang, carregando um bouquet de Flor de Lótus, chegou acompanhada dos garçons que traziam um bolo. Eles tocaram violão e cantaram parabéns. Que emoção! Graças à Huang e aos meus amigos de viagem, é o terceiro ano que comemoro aniversário em grande estilo.

Essa alegria que eles me proporcionam e o carinho que me dão não têm preço nem tenho palavras para agradecer. Só espero que recebam em dobro aquilo que me oferecem.

Foi bom, muito bom!

É um presente de Deus comemorar dessa forma, recebendo mensagens de carinho dos amigos e compartilhando esses momentos com pessoas tão queridas.

Fim do jantar, fim de noite! Fui dormir um pouquinho mais velha e muito feliz.

Férias 2017 – 11 de junho – Nyaung Shwe – Lago Inle

11-06-2017 – domingo

 Um dia no Inlehttp://www.inlelake-myanmar.com/ , um lago de água doce situado nas montanhas do Estado Shan, a leste de Myanmar.

Com uma área estimada em 116 km² e 100 km de comprimento por apenas 5 km de largura, é o segundo lago em área e um dos mais altos (está a 884 m de altitude) de Myanmar, constituindo um dos seus principais destinos turísticos. A sua profundidade média varia entre os 1,50 m na estação seca (3,60 m de máximo) e os mais de 4 m na estação das chuvas.

Nas suas margens, há mais de 200 cidades e aldeias, muitas povoadas pelos Intha (filhos do lago). A cidade mais povoada da região é Nyaung Swhe (Yawnghwe), que tem um canal de 4 m de profundidade até ao lago (canal de Nankand).

O lago Inle é aproveitado e cultivado. São famosos os jardins do lago e as casas flutuantes. Há também um mercado flutuante.

O lago converteu-se num dos principais destinos turísticos de Myanmar, fechando um circuito composto pelas cidades de Rangum (Yangon), Bagan e Mandalay, nossos destinos nessa viagem.

Saímos cedo, de barco, do hotel.

São muitas atrações às margens do lago. Navegar, descer para conhecer a atração, voltar para o barco, navegar e assim por diante. Há tanto o que ver que um dia parece pouco.

Cada lugar foi uma atração à parte e a atração maior ficou por conta do passeio pelo lago. Às vezes mais rápido, às vezes mais lento, por meio de vegetação e cruzando pontes, o barco seguiu por diferentes caminhos que nos levaram a inúmeros lugares, cada um com sua peculiaridade.

Nossa primeira parada foi num ateliê cujas artesãs são aquelas mulheres do pescoço comprido também chamadas de Mulheres-Girafahttp://curiosidadeseculturas.blogspot.com.br/2010/09/mulheres-girafa.html . Elas pertencem à tribo Padaung e ali representam uma atração turística. Posam conosco por alguns dólares e vendem diversos tipos de artigos fabricados por elas ou não.

Há controvérsias a respeito dessa cultura. Rejeitadas por muitos e apreciadas por alguns, as mulheres da tribo Padaung usam os anéis no pescoço. A impressão que se tem é que o pescoço é alongado por causa deles. No entanto, dizem que são os ombros que descem.

Discórdias à parte, valem como atração turística, ainda mais porque são muitas as versões para o uso desses colares.

Da pena à admiração, acho que vale dizer que cada um faz a sua escolha. Se elas assim o fizeram, por que iremos questionar?

Voltamos para o barco e depois paramos numa fábrica de artigos de prata – Sein Tamadi Gold & Silver Smith –  http://placesmap.net/MM/Sein-Tamadi-Silver-Smith-10083/    – https://www.justgola.com/a/gold-smith-silver-smith-workshop-1978051585 – onde vimos o processo de fabricação de alguns produtos. Da barra ao vestido de prata há um longo processo. Um trabalho artesanal tão complexo só poderia resultar num preço compatível. Não nos animamos a comprar algo, mas admiramos o resultado do trabalho dos artesãos.

Dali fomos conhecer uma fábrica de cigarros – Cheroot Making Factoryhttp://www.globejotting.com/the-sweet-cigars-of-inle-lake/ – Sim, cigarros artesanais. Foi possível acompanhar o processo e comprar as cigarrilhas, fabricadas em diversos sabores. Segundo dizem, são diferentes, possuem um sabor adocicado que em nada lembram um cigarro tradicional.

Apesar de não fumar, a compra foi inevitável. Afinal….quando haveria outra oportunidade de comprar cigarro artesanal fabricado no lago Inle de Myanmar, se não fosse ali? Garantimos alguns presentes mesmo sem saber se agradariam.

Outras coisas eram vendidas no local, mas não interessaram.

Navegamos mais um pouco e chegamos a Phaung Daw Oo Pagodahttp://www.inlelaketourism.com/Phaung-Daw-Oo-pagoda.asp , um importante santuário da Birmânia. Nele, há imagem de 5 budas cobertos de folhas de ouro. Só os homens podem se aproximar e é tradição que os reverenciem colocando folhas de ouro nas suas imagens. Elas já perderam o formato original e a tendência é que mudem sempre porque é uma atividade que não pára.

Em seguida, visitamos a fábrica de seda de flor de lótus – Khit Sunn Yinhttps://www.youtube.com/watch?v=x5oIJPZ6nRU . Decididamente, foi o lugar mais interessante do dia.

Assim que chegamos, vimos o procedimento para retirar os fios do talo da folha. Um processo manual, a essência de um produto que só é produzido no Myanmar.

Birmânia ou Myanmar tem dessas coisas, únicas, e é isso que eu acho que nos encanta. Evidentemente que não é um produto barato, mas também não é caro se formos pensar que são exclusivos. Não sei quanto custaria numa loja de grife. Na fábrica, paguei 75 dólares por uma echarpe.

Além de echarpes, estavam à venda outros produtos de preços e qualidade diferentes. Passeio imperdível.

Nosso almoço foi no Golden Kite Restauranthttps://www.justgola.com/a/golden-kite-1978051671 , um restaurante italiano. Pizza foi nosso prato principal. Conheço melhores do que aquela, mas teria sido uma excelente opção, apesar de a qualidade não ser a mesma a que estamos acostumados. Mal descemos do barco começou o assédio dos vendedores que ficaram nos espreitando enquanto almoçávamos, uma vez que o restaurante era aberto. Foi muito desagradável comer daquele jeito, vendo aquelas crianças que pareciam famintas, nos olhando.

Dar toda ou parte da nossa comida para eles não iria resolver o problema. Além disso, tínhamos que comer porque não se come em qualquer lugar quando estamos viajando em grupo. É tudo combinado antes.

Enfim, foi um problema quando Huang resolveu repartir a comida dela com eles. Eram tantos para tão pouco que perdemos a fome e não matamos a fome deles. Desagradável… o mínimo para qualificar aquela situação.

Dali, seguimos a pé para Indein Villagehttp://www.indochinatourguide.com/Myanmar-Burma/Indein-Village.html , para conhecermos um sítio arqueológico com muitas pagodas em diferentes estados de conservação. Como a região é sujeita a terremotos, muitas construções estão em decomposição. No entanto, não deixa de ser um lugar interessante para visitar.

Fala-se muito do mercado que existe na região, onde camponeses expõem suas mercadorias. Não vimos. O que vimos foi um comércio local com diversos tipos de artesanato.

Incrível! Nada interessante, mas dá vontade de comprar para ajudar, como se a compra de um colar ou de um objeto qualquer pudesse tirar aquelas pessoas daquele estado de miséria ou aparente miséria que se encontram.

Como é possível viver debaixo daquele calor, esperando uns poucos turistas e tendo que fazer um esforço incrível para que alguém compre algo? Não dá para saber como se vive sem perspectiva nenhuma de melhora de vida. Será que eles sabem o que é uma cama gostosa, um banho refrescante, o conforto que temos no nosso dia a dia? Não é um ou outro que parece desconhecer. É quase toda a população. Muito triste!

Para pegarmos o barco, voltamos pelo mesmo caminho que fomos e vimos novamente algumas cenas interessantes. Uma delas foi uma mulher fazendo um crisp de arroz assado na terra quente. Se não pensarmos muito para comer, saboreamos algo diferente, até gostoso. Eu experimentei e posso dizer que é bom, mas não deixou saudade.

De volta ao barco, fomos até Nga Hpe Kyaung (Chaung) Monastery – https://www.youtube.com/watch?v=_95RAn81vPY  –        https://www.youtube.com/watch?v=qKmMj5KZpw8 . Construído no fim de 1850, é um dos maiores monastérios do lago Inle.

Nele pudemos ver uma interessante coleção de imagens de Buda de diferentes áreas. Os famosos gatos que pulam estavam dormindo. Nem adianta esperar pela atração de vê-los pulando. Agora, segundo o guia, é uma prática proibida. Como não vi, não sei se a atividade causava algum sofrimento a eles. Sem julgamento…

Depois disso, iniciamos nossa volta ao hotel.

Foi um dia interessante, repleto de surpresas e de coisas boas, mas cansamos e nada melhor do que voltar ao hotel para um banho gostoso, um jantar tão bom quanto e, depois de arrumar a mala, cama.

Férias 2017 – 12 de junho – Yangon

12-06-2017 – segunda-feira

Saímos por volta das 7h do hotel, direto para o aeroporto.

Chegamos às 8h30 e às 9h30 embarcamos de volta a Yangon. Como a viagem era muito curta, nos serviram apenas um doce, chocolate e bebidas.

Às 10h30 chegamos e logo depois saímos do aeroporto num ônibus que estava à nossa espera. Lá é tudo muito rápido porque não existe muita burocracia para embarque e desembarque, pelo menos nos voos domésticos.

Nossa primeira parada foi no Hsin Hpyu Daw Parkhttp://www.myanmartravelessentials.com/activities/royal-white-elephants-at-hsin-hpyu-daw-park-insein-yangon/ , http://www.gulf-times.com/story/359675/White-elephants-not-just-a-tourist-attraction  –     para conhecer elefantes brancos. Não é piada não. Eles existem na Birmânia. São 3 em Yangon e 5 no zoológico da capital – Nay Pyi Taw.
O elefante branco, de acordo com a crença budista, representa a penúltima encarnação de Gautama Buda antes de ele nascer como a rainha Maya. Mas também desempenha papéis sociais e geopolíticos significativos. U Toke Gale, o principal especialista em elefantes da Birmânia, explicou: “O elefante branco sempre foi um símbolo não apenas do budismo, mas de prestígio, prosperidade e poder político”.

Ainda, segundo a cultura birmanesa, eles promovem estabilidade e a paz. Há uma crença de que a nação começou a se desenvolver após a captura deles.

Embora não sejam exatamente brancos e, sim, rosa acinzentado, possuem algumas características dos elefantes brancos que são os olhos de pérola, os cascos brancos, as costas que pendem como o galho de uma bananeira e os cabelos brancos no corpo e na cauda.

Como são raros, não deixam de ser uma atração interessante. Rati Marlar – http://www.nytimes.com/2003/05/15/opinion/meanwhile-the-mysterious-power-of-the-white-elephant.html  e Theing Marlar são fêmeas  e Yaza Gaha Thiri Pissaya Gaza Yaza é macho.

Em seguida, fomos almoçar no Golden Crab House Restauranthttps://www.facebook.com/pages/Golden-Crab-House/303708493069322 . Como o próprio nome fiz, caranguejo é o carro chefe, mas há outros pratos. A comida é variada e a costeleta de porco estava divina. Legumes e vegetais também muito bons. Ainda bem que nem só de mar vive a terra!!!

Depois do almoço, fomos para – ChaukHtatGyi Pagoda – https://www.youtube.com/watch?v=IEE4nkuMLt4 .  Foi lá que vimos um Buda deitado! Sim, comum não é e a estátua do mestre espiritual, com seus 65 metros de comprimento e 16 metros de altura tem suas peculiaridades. A imagem ficou pronta em 1907, sofreu danos ao longo do tempo e passou por um processo de restauração que terminou em 1966, quando foi acrescida de 5 metros em relação à versão original. A restauração foi bancada por budistas e turistas. Além de ser uma das maiores imagens, senão a maior, de um belíssimo Buda deitado, nos seus pés podemos ver inscritos, em dourado, imagens das 108 impefeições que causam sofrimento ao ser humano. Considerá-las pecado ou não, é uma questão de opinião. Para os Budistas, essas imperfeições são os  “pensamentos impuros”, “vícios”, “males”, “desejos mundanos” ou “pecados” – http://www.metaconsciencia.com/down/boletim-metaconsciencia-6.pdf. E são eles que estão representados na sola dos pés da imagem do Buddha Chauk Htat Gyi.

Ao redor da imagem do Buddha há oito imagens de santuários que representam os dias da semana. Oito? Sim! A astrologia em Myanmar é representada pelo número oito. E, para os para acomodar esse número na semana, a quarta-feira foi dividida em 2 dias – das 12h01 am a 12 pm e 12h01 pm a 12 am. Rezar em frente do santuário que representa o dia do nascimento é um costume local. É só botar fé!

Para saber um pouco mais….. http://www.whats-your-sign.com/burmese-zodiac-animal-signs.html

De lá fomos conhecer outro não menos impressionante templo, o ShweDagon Pagodahttp://www.shwedagonpagoda.com.mm/shwedagon-pagoda-historyhttp://www.theshwedagonpagoda.com/  – Shwedagon Pagoda, um importante local de peregrinação para todos os budistas do sudeste asiático, é um templo majestoso, considerado um dos mais impressionantes do Sudeste Asiático. Restaurado depois de muitas intempéries, o que se vê hoje é o resultado de um trabalho ocorrido em diversas fases, já que ele possui mais de 2600 anos, segundo registros históricos.

Sua arquitetura dourada (coberta de ouro) já seria o suficiente para impor respeito. Só que Shwedagon é muito mais do que isso. Seus detalhes e a simbologia que existe em cada um representam a religiosidade e a cultura desse povo que até bem pouco tempo era fechado para o mundo.

Shwedagon, nome composto das palavras shwe, ouro, e dagon, que é o nome antigo de Yangon, a cidade onde ele está localizado – e que, durante o domínio britânico, se chamou Ragoon. Sua cobertura de ouro foi doação de reis e rainhas.

Esse gigantesco templo também teve presença na vida política do país. Foi lá que se deu o famoso discurso de Aung San Suu Kyi em agosto de 1988, iniciando o fim do regime militar na Birmânia. Em 2007 também foi cenário da revolta dos monges a favor da democracia. Lá estão os restos mortais de Supayalat, a última rainha da Birmânia, U Thant , ex-Secretário Geral da ONU e a mãe de Aung San Suu Kyi, Daw Khin Kyi.

Shwedagon é uma “Stupa”, também chamada de “Zedi”.

Stupa é a representação simbólica da mente de Buddha, uma mente iluminada. Quando uma stupa é construída cuidadosamente, diz-se que ela tem um forte impacto nos arredores. Ela diminui as forças negativas e encoraja a harmonia e liberdade para os seres. Por esta razão, também é usada a expressão “Shanti Stupa”, que significa “monumento da paz”.

Shwedagon, que já foi um lugar para guardar restos mortais, pode ser usada para guardar relíquias e também pode simbolizar o caminho de Budha para a iluminação.

Segundo a lenda, dois comerciantes que estavam na região de Yangon ficaram sabendo que um novo Buda tinha nascido após realizar o Nirvana. Era Sidharta. Eles o encontraram meditando. Foram até ele e lhe ofereceram bolos de mel.

Antes de partir, pediram-lhe oito fios de cabelo para terem alguma coisa para venerar. O Buda lhes deu e falou sobre a construção de uma Stupa, numa terra até então desconhecida, onde se encontravam as relíquias de três outros Budas. Os mercadores partiram sem lhes dar as costas e receberam do espírito Thagarmin uma caixa de esmeralda para transportar os cabelos.

Quando chegaram em Okkalapla, contaram ao rei sobre o pedido de Sidharta. Espíritos ajudaram a descobrir o local indicado pelo Buda e o Rei construiu uma Stupa no lugar para abrigar os fios de cabelo que os mercadores tinham levado. Quando a caixa foi aberta, os cabelos de Buda começaram a brilhar, as árvores floresceram e uma chuva de pedras preciosas caiu do céu e foram encaixadas no pagode.

Assim nasceu Shwedagon e esse fios estariam guardados lá.

Além da grande Stupa, Shwedagon Paya é composto por mais 64 pagodes de estilos e 4 templos maiores nos pontos cardeais.

O lado espiritual

Como manda a tradição, deve-se começar a visita no sentido horário.

Os birmaneses acreditam que Shwedagon contém 9 maravilhas, imagens e locais sagrados cuja reverência pode lhes conceder a realização de seus desejos.

Tawagu Wish-Fulfilling Buddha – Fica na plataforma superior e somente os homens têm acesso a ela. Nós podemos ver a imagem por meio de uma TV, no andar inferior.

  1. The Weitzer Zawgyi Pagoda (Pagoda of Wizards and Necromancers – Fica perto da esquina do sábado. Segundo a crença popular, ela foi construída com o uso de poderes sobrenaturais. Muitos a visitam frequentemente. Será que tem esses poderes também? Passei por lá quando fui reverenciar meu budinha, mas não deixei registrado nenhum desejo secreto. A realização deles? Fica valendo a vontade divina.

Shin Saw Pu (Shin Saw Bu) – Localizada perto do Grande Sino do Rei Singu, na esquina Norte West de Shwedagon. Segundo a crença, ela pode conceder a realização de um desejo.

Shin Ma Hti – A imagem desse Buddha está situada ao norte do altar da Naung Daw Gyi Pagoda.

Shin Itzagawna – A imagem desse Buddha está localizada no lado sul da Pagoda Naungdawgyi. Essa imagem possui um olho diferente do outro. Um é de touro e o outro é de cabra. Segundo a lenda, ela perdeu os olhos e poderes mágicos lhes devolveram, só que um de cada animal.

Sandawdwin Pagoda – Foi construída em cima do poço onde os cabelos de Buddha foram lavados antes de ser consagrado dentro da Shwedagon Stupa.

Bo Bo Aung Shrine – Esse santuário fica no lado oriental da Pagoda Shwedagon.

Kakusandha – A imagem desse Buddha fica no Hall de devoção oriental e se diferencia das demais porque está com a palma da mão direita voltada para cima.

Pyadashin Buddha – Fica ao sul do hall de devoção oriental.

Para visitar o complexo, é preciso estar convenientemente vestido e tirar os sapatos.

O fiéis geralmente vão para rezar, prestar homenagem a Buda, agradecer aos nats (espíritos), pedir um destino favorável ou absolvição dos seus pecados para renascer em melhores condições, segundo a crença budista. Para isso, realizam diferentes rituais, como fazer oferendas ou despejar água sobre a estátua que representa o dia do nascimento.

Resumo da história: o lugar é tão lindo que as únicas coisas que vêm à cabeça são aproveitar aquele visual e dar graças por ter a oportunidade de estar lá. O desejo maior já foi realizado, que era conhecer. Os outros, Deus se encarrega deles, se assim for a sua vontade.

Depois daquela maravilha, não precisava ver mais nada. Ainda assim, demos uma volta pela cidade e fomos para o hotel tomar um banho antes do jantar, que foi no Karaweik Palace Restauranthttp://karaweikpalace.com/ – restaurante flutuante com um buffet maravilhoso e show típico do país, que fechou com chave de ouro nossa estadia em Yangon e fim da nossa viagem pela Birmânia ou Myanmar, não importa o nome.

Férias 2017 – 13 de junho – Myanmar –Taiwan

13-06-2017 – terça-feira

Pois é… acabou Myanmar! Chegou a hora de mudarmos de país para uma nova descoberta – Taiwan.

Saímos do hotel por volta das 7h com destino ao aeroporto internacional de Yangon – http://yangonairport.aero/ e às 10h45 decolamos rumo a Taipei.

Uma hora depois da decolagem serviram o almoço. Como tivemos mais de cinco horas de voo, deu para dormir um pouco.

Desembarcamos às 16h, horário local. Depois dos trâmites legais, fizemos a troca de dólar pela moeda local. Trocamos 1 dólar por 29.860,00 TWD (dólar Taiwanês).

Antes de sairmos do aeroporto, tivemos duas ocorrências envolvendo a Lu. Primeiro foi com o cachorro treinado pelas autoridades para identificar odores específicos na bagagem dos passageiros. Ele parou em frente da bagagem dela e ela teve que abrir a mala no saguão.

Não havia nada, só o cheiro de uma manga que ela havia carregado por dias dentro da mala. Sorte dela. Se ainda estivesse com a manga, a multa seria de 300 dólares. Mistério desvendado, pegamos a bagagem, colocamos no carrinho e fomos em direção à saída. Foi quando aconteceu o segundo episódio que, por pouco, não resultou em tragédia. O carrinho da Lu não saiu da esteira rolante, que é em declínio, e estávamos todos descendo logo atrás dela. Iríamos embolar no final da esteira. Não quero nem pensar o que teria ocorrido se uma alma providencial não tivesse aparecido para destravar o carrinho antes que nos amontoássemos. Não dá para saber se foi problema mecânico ou distração. Ou muda a esteira ou muda o tipo de carrinho. Com muita bagagem, qualquer vacilo é perigoso. O aeroporto internacional fica próximo a Taipei, em Taoyuan – http://www.taoyuan-airport.com/chinese.

Tragédia evitada, logo depois encontramos nosso guia, “Mr. Shao”, e seguimos para Taipei, num ônibus que cheirava a cigarro. Um horror! Foi uma hora de sofrimento.

No meio do caminho paramos para conhecer Kavalan – https://www.masterofmalt.com/whiskies/kavalan/kavalan-single-malt-whisky/ – o mais famoso whisky do país. Trata-se de um single malte ganhador de muitos prêmios. Experimentei um gole de cada tipo e confesso que não gostei porque os achei muito fortes. Só que, como não podia deixar de ser, comprei uma garrafinha de cada para trazer de lembrança.

Chegar ao hotel Sheraton Grand Taipeihttp://www.starwoodhotels.com/sheraton/property/overview/index.html?propertyID=956&language=en_US  – foi um alívio.

Depois do banho, jantamos no próprio hotel. Vale registrar aqui que o buffet do hotel tem de tudo que se possa imaginar em matéria de comida. Parece um misto de café da manhã com jantar. Um paraíso gastronômico para quem gosta e uma ótima opção para os enjoados como eu.

Depois do jantar, a Huang nos levou à estação de metrô que fica ao lado do hotel – Shandao Temple Stationhttp://english.metro.taipei/  e nos ensinou a usar o sistema. Facílimo. Tem que saber a direção final e a estação que vai descer. O valor a ser pago depende da distância a ser percorrida. Começa com 20 TWD, pouco menos de um dólar. A máquina dá troco, se for o caso, e uma ficha que deve permanecer conosco durante todo o trajeto. Na saída, temos que colocar a ficha na catraca para sairmos. Logo aprendemos, compramos o bilhete e 5 minutos depois desembarcamos em Ximen – https://www.google.com.br/search?q=Ximen&tbm=isch&tbo=u&source=univ&sa=X&ved=0ahUKEwi-8fjl04zVAhVGgJAKHdfOAdYQsAQIWg&biw=1493&bih=743&dpr=1.15  –  duas estações dali. Como as lojas ficam abertas até tarde, conhecemos um pouco do comércio local. Diferente e interessante, com lojas de roupas de todos os tipos, principalmente para jovens, e comida também diversificada, para todos os gostos.

Cansados, logo voltamos para o hotel, não sem antes fazermos umas comprinhas.

Depois, o merecido descanso.

Férias 2017 – 14 de junho – Taipei

14-06-2017 – quarta-feira

Amanheceu chovendo. Como a previsão era de chuva por três dias, nossa programação sofreu alteração, para melhor aproveitarmos os passeios.

Por volta das 8h saímos do hotel e fomos conhecer o Museu do Palácio NacionalNational Palace Museumhttps://www.britannica.com/topic/National-Palace-Museum,  considerado um dos mais importantes do mundo e da cultura chinesa. “Ainda que o museu tenha sua sede atualmente em Taiwan, ele foi fundado em 1925 na Cidade Proibida de Pequim. Em 1949, quando a guerra civil chinesa estava no apogeu, o governo enviou 600.000 peças de arte à ilha para protegê-las. Isso explica por que o Museu do Palácio Nacional, aberto em 1965, abriga os maiores tesouros da cultura chinesa, incluindo pinturas e caligrafias tradicionais, documentos, livros e outros objetos antigos.”

De lá, fomos almoçar. Comida normal. O diferencial ficou por conta do guaraná de Taiwan e do sorvete que tomamos na saída, como sobremesa.

A parada seguinte foi no Templo Lungshanhttp://lungshan.org.tw/en/index.php , um dos principais da cidade. Sempre repleto de fiéis levando oferendas ou rezando. Visitá-lo é uma experiência muito interessante. Budista, e também taoísta, tem em seu interior várias divindades que os visitantes podem contemplar. Entre elas, a mais importante: Mazu, a deusa do mar muito popular na ilha e cuja história sempre esteve ligada aos barcos. O templo fica aberto das 6h às 22h, todos os dias.

O lado espiritual

Segundo o guia, além de contemplar, podíamos, também, seguir algumas tradições locais. Não é muito fácil descrever os rituais. Um deles é mentalizar uma pergunta e jogar dois pedaços de madeira por três vezes. Se eles caírem da mesma forma (um virado para cima e outro para baixo) todas as vezes, a resposta à pergunta feita é positiva.

Há espaços para rezar ou fazer diversos tipos de perguntas. Em cada um, um tema – amor… saúde … sabedoria. Agradecer e pedir proteção a todos foi uma opção. Agora, jogar os pauzinhos foi num só. Resultado? Positivo. É esperar para ver….

Além disso, depois de jogar, há uma indicação de um número. Ele remete a uma orientação escrita num pedaço de papel que deve ser levada a uma determinada pessoa do templo, para que a mensagem seja interpretada. Para isso, é necessária ajuda com a língua. Tony ajudou. O resultado também foi interessante.

Depois da visita ao templo, fomos conhecer um dos mercados noturnos de Taipei, o Huaxi Night Market https://www.youtube.com/watch?v=uS09IogB7vM . Como fomos durante o dia, vimos apenas o comércio local em funcionamento, sem o agito que costuma acontecer à noite. Passamos por dois quarteirões de rua fechada aos carros e lojas em ambos os lados. Muitos restaurantes, casas de massagem e sex shops. Os últimos deixaram a desejar em todos os quesitos. Não experimentamos a massagem porque o tempo era curto para isso e, como não era hora de nenhuma refeição, também não comemos nada. Um exemplo do que encontramos está ilustrado em fotos. Cobra! Sim, um restaurante onde se vê a cobra viva e depois ela é servida mortinha, como prato principal!!! Nem que fosse a única refeição do dia daria para encarar. Rsrsrs

Fizemos de tudo para chegar antes das 17h ao CKS Memorialhttp://www.cksmh.gov.tw/eng/index.php?code=list&ids=3 porque queríamos ver a cerimônia da troca de guarda, a última do dia. Trata-se de um memorial criado em honra ao presidente Chiang Kai-Shek que, em 1949, se estabeleceu na ilha depois de abandonar a China continental ocupada pelo Partido Comunista. No interior, é possível visitar uma enorme estátua do governante, localizada no andar mais alto do edifício de 70 metros, construído em 1980.

Um pouco cansativo esperar em pé para assistir à cerimônia, mas, com certeza, muito menos cansativo do que permanecer imóvel durante uma hora, como estavam os guardas.

De lá, fomos comprar malas, uma necessidade para alguns que já estavam com problemas para acomodar a bagagem, apesar de terem sido poucas as compras na Birmânia.

Espaço garantido para a continuação da viagem, fomos jantar. Como tínhamos um tempinho de espera, passeamos um pouco pela redondeza do restaurante.

Jantamos no Din Tai Funghttp://www.dintaifung.com.tw/en/default.htm  – um dos mais famosos na sua especialidade. Deliciosos pasteizinhos, de massa finíssima, cozidos no vapor, com recheio de diversos sabores. Muito bom!

Depois disso, o programa para quase todos foi dormir. Só a Sílvia arriscou um passeio noturno, bem sucedido. Foi e voltou sem nenhum problema.

Férias 2017 – 15 de junho – Taipei

15-06-2017 – quinta-feira

Amanheceu chovendo de novo, mas isso não nos impediu de fazermos os passeios do dia.

Nossa primeira visita foi ao Palácio Presidencialhttp://english.president.gov.tw/Default.aspx – um lugar interessante, além de famoso.

Lá, pudemos conhecer a filosofia principal do governo – “A vontade é do povo”. “O presidente está a serviço do povo”. Há muita coisa para ver e, no final da visita, passamos por uma loja que nos motivou a comprar algumas lembranças.

Depois fomos conhecer o Mercado Municipal. Na minha opinião, mercado é sempre a melhor opção para saber um pouco mais sobre um lugar.

Que maravilha de frutas! O visual é belíssimo, só que muitas vezes o que vemos é fake. Sim… falso. A verdadeira fruta, tão maravilhosa quanto a que tínhamos visto, está na geladeira, à espera do comprador. Por causa do calor, algumas frutas precisam ficar sob proteção para não amadurecerem rapidamente e se perderem. Uma prática que considero correta. A fruta não é cara em exagero, mas também não é nenhuma pechincha. Por exemplo, um cacho de lichia custa quase 22 reais, 1 manga entre 8 e 10 reais, 1 pêssego cerca de 2 reais e 1 caixa de cereja por volta de 130 reais. Não dá para perder, não é? Posso dizer que a lichia vale cada centavo. Que delícia!

Uma hora depois que saímos de lá, chegamos ao local do almoço, um restaurante perto do porto, Fishman’s County, especializado em frutos do mar. Para quem gosta de peixe, um prato cheio, como se diz popularmente. Não é o meu caso. Logo na entrada, peixes frescos, vivos, estão em aquários. Lá dentro, eles nos são servidos assados ou cozidos. Apesar de não gostar muito, ele até que foi bom e variado. Para beber, experimentamos uma bebida que se assemelha ao nosso guaraná – sidra de maçã. Nota dez para a salada de broto de bambu com maionese.

Depois do almoço fomos para Yehliu Geopark –  https://www.youtube.com/watch?v=PSj7kb-Gon4https://www.youtube.com/watch?v=ySyso5Wjbnc   um lugar belíssimo.  A natureza se encarregou de esculpir imagens que se parecem com cogumelos, elefante, objetos multiformes.  A mais famosa delas é a cabeça da rainha. Também vimos fósseis incrustados na areia compacta e a ação do tempo que pareceu ter esculpido buracos e formado ondulações na areia.

A chuva não atrapalhou o passeio, que teria sido bem melhor sem ela, porque o lugar é belíssimo.

De lá fomos para a região do Yangmingshan National Park – https://en.wikipedia.org/wiki/Yangmingshanum lugar famoso pelas águas termais, depósitos de enxofre, fumarolas, cobras venenosas e trilhas para caminhadas, incluindo um vulcão adormecido. – Xiaoyukeng –   https://www.rtaiwanr.com/yangmingshan/xiaoyoukeng , É, talvez, o melhor lugar para sentir o vulcão pulsando sob nossos pés. Quando estávamos nos aproximando, sentimos o cheiro de enxofre e vimos a água borbulhando. Alguns se atreveram a colocar a mão bem próximo dela. O máximo que fiz foi colocar o pé na água que escorria. Quente, também. Apesar da chuva, em muitos pontos da montanha vimos a fumaça que saía dos buracos. Ainda bem que só vimos o caminho das lavas do vulcão.  Adormecido, não oferece perigo algum. Segundo o guia, predomina enxofre no lugar. Por razões óbvias, não ficamos muito tempo nem fizemos muitos registros da área. Ele também falou que o lugar é propício para plantação de mandioca. Que pena! Não tivemos oportunidade de experimentá-la para saber se é boa ou não. Que bom! O vulcão não acordou.

Na volta, paramos em Xinsheng Village para comprinhas no mercado local e a Silvia aproveitou para ir ao dentista porque conseguiu quebrar uma restauração com o olhinho do peixe do almoço. Preço?  200 yens.  Baratinho.  O mesmo que pagamos por um cacho de lichia.

Como a chuva não dava trégua, paramos para jantar no Shing Peng Lai Restauranthttp://www.splr.com.tw/  e depois seguimos para o hotel.

Antes de dormir, separamos as coisas que iríamos deixar no hotel porque no dia seguinte seguiríamos viagem para o interior de Taiwan.

Férias 2017 – 16 de junho – Nantou

16-06-2017 – sexta-feira

Depois do café da manhã, por volta das 7h30, saímos do hotel com destino a Nantou – https://www.travelking.com.tw/eng/tourguide/nantou/attractions.asp . No caminho, fizemos paradinhas para conhecer algumas atrações.

A primeira foi em Puli, na Kuang Shing Paper Factory    https://www.nst.com.my/news/2016/12/200258/tree-pulp , onde participamos de um workshop cujo objetivo foi conhecer desde o processo de transformar casca de árvore em papel até fazer um leque com ele.

Evidentemente que contamos com a ajuda de guias especializados e de um arsenal que facilitou o trabalho. Só que isso não nos impediu de, literalmente, colocarmos a mão na massa.

Quando chegamos, a casca já estava batida e dissolvida na água.  Nós colocamos a massa na forma, escorremos e levamos para secar em grandes chapas quentes. Enquanto secava, escolhemos um desenho e aprendemos a fazer o leque. Depois de pronto o papel, fizemos a decoração e levamos para secar de novo. Quando secou, montamos o leque com a ajuda de uma instrutora. Difícil não é. Apenas requer uma habilidade que muitos não têm, como é o meu caso. Uma certa dose de paciência também ajuda. O produto final pode ser conferido na foto que tiramos no local.

Depois de darmos uma volta para conhecer as dependências, paramos na lojinha que possuía muita coisa bonita à venda. Só que, por serem feitas de papel, não nos atraiu muito. Obviamente não chegariam inteiras por aqui. Até arriscamos comprar algo só para marcarmos presença. Não é que meu cofrinho chegou sem danos?

Antes de almoçar fomos pegar as filhas de Tony e Huang na escola – Pu Tai School, que também fica em Puli, Nantou County – http://www.putai.org/TC2/index.php .

Almoçamos no Clould Villahttp://cloudvilla.com.tw/chinese_restaurants_01.html – um restaurante naturalista. Apesar da ausência de carne, a comida foi gostosa.

Ali mesmo nos foi cedido um lugar para trocarmos de roupa depois do almoço, já que íamos fazer duas visitas que mereciam um traje mais formal. A primeira foi Chung Tai Chan Monastery –   https://www.ctworld.org.tw/english-96/html/ –   http://ctzen.org/sunnyvale/enUS/index.php?option=com_content&task=view&id=47&Itemid=69 .

Chung Tai Chan Monastery é belíssimo. Aberto em 2001, é um lugar para a prática do Budismo. Em algumas dependências não é possível nem conversar. No entanto, o lugar não precisa de palavras. A sua opulência fala por si só. Pena que não é permitido fotografar.

Na saída, a cicerone se despediu de nós com o seguinte mantra Na Mo A Mi Tuo Fo. A Mi Tuo Fo, dependendo do contexto, pode significar muitas coisas. Geralmente, no cumprimento, é desejar luz, sabedoria e longevidade para a pessoa. Amituofo, pronúncia em mandarim, significa Buda Amitabha, que é o Buda da imensurável luz, imensurável sabedoria e longevidade. A luz é uma energia que podo gerar muitas coisas positivas, dentre elas, a sabedoria.

A Pu Tai School, que fica bem perto dali, é parte do complexo do Monastério – https://www.ctworld.org.tw/english-96/html/a7Threefold-SCHOOL.htm . Com dois níveis – Elementary e High School é um exemplo de escola. Vimos um vídeo sobre o sistema educacional e depois fomos conhecer algumas dependências.  A biblioteca é uma amostra muito interessante da escola. Para quem se interessar por um exemplo de escola em Taiwan e quiser saber mais, é só acessar o link acima.

Antes de chegarmos ao hotel, paramos na Igreja de papel The Puli Paper Donehttps://thedailybubbletea.com/2010/04/23/pulis-paper-dome/ . Originalmente, ela foi construída no Japão. Só que, em virtude do terremoto que aconteceu em Kobe, ela foi transferida para Taiwan. É uma igreja onde convivem o Catolicismo e o Daoismo e é a única de papel de que ouvi falar. Por ser uma atração turística, não deve haver muitas no mundo construída com esse material.

É um espaço educativo e lugar onde se pode trocar experiências sobre reconstrução após terremoto. Além disso, no local são realizadas interpretações de música, exposições de arte de artistas locais, bazares de fim de semana e outras atividades.

A chuva???? Continuava sem parar.

De lá, já no fim do dia, fomos ao The Wen Wan Resort Sun Moon Lakehttps://www.youtube.com/watch?v=M5t31sPMci0 . Que hotel! Considerado um dos melhores de Taiwan, realmente cumpre o que promete. A vista para o lago é belíssima. De qualquer ângulo do quarto a visão do lago é a mesma, seja da cama, da sacada e até mesmo da banheira, que mais se parece um ofurô. Maravilha!
O jantar foi no hotel.

Para quem aprecia a comida local, foi uma das melhores. Eu sempre me abstenho de comentários a respeito da gastronomia porque meu paladar é um pouco complicado. Isso não impede que eu reconheça o requinte dela ou do local. E foi ele que vi em cada detalhe daquele jantar.
Tínhamos programado uma saída à noite que foi abortada, por causa da chuva. Aproveitamos um pouquinho as dependências do hotel e fomos dormir.

Férias 2017 – 17 de junho – Lukang e Taichung

17-06-2017 – sábado

Cruzes, como choveu durante a noite!

Amanheceu chovendo menos, mas a chuva não parava.

Depois do café, fomos conhecer as dependências do hotel. A gerente fez um tour conosco. Passamos pelo spa, pela piscina de borda infinita e fomos até a suíte presidencial, que segue o mesmo padrão dos apartamentos, só que possui vaso sanitário e pia dourados. Ouro? Não deve ser. Um lugar agradável, sem nada de muito especial.

Depois disso, a van do hotel nos levou até o Shuishe Pierhttps://www.rtaiwanr.com/sun-moon-lake/shuishe-pier  para um passeio de barco pelo lago até Ita Thao Pierhttps://www.rtaiwanr.com/sun-moon-lake/ita-thao , do outro lado do lago. Ita Thao é o nome de uma tribo indígena que mora no lago. Cerca de 800 pessoas da tribo estão na região. Assim que descemos do barco, fomos até o comércio local que possui artigos diversos à venda.

Ainda sob uma chuva forte, voltamos para o hotel, fizemos checkout e entramos no nosso ônibus para os passeios do dia até a chegada ao Tempus Hotelhttp://www.tempus.com.tw/index_en.php , em Taichung. Depois de pegar Yamin e Huang na Pu Tai School, fomos almoçar no Jin-Du Restaurant – http://www.sunmoonlake.gov.tw/English/ActivitiesDetailE001110.aspx?Cond=6ccbe1d0-a9a5-4293-995f-7f98cfdd1587 . Alguns pratos bem saborosos dessa vez, principalmente o chip de pepino. Por volta das 14h saímos de lá.

A próxima parada foi em Lukanghttps://www.youtube.com/watch?v=SegykbgEjck , uma pequena cidade antiga de Taiwan que fica em Changhua County. Tem um comércio intenso, muita coisa para comer e comprar com preços relativamente baixos e típicos do lugar. Por exemplo: abacaxi picado 100 Y, sombrinha invertida 500 Y, sombrinha automática 350 Y. Olhamos tudo, arriscamos algumas comprinhas e comemos muito. Como se come! Tem amostra de tudo.

Quando saímos de lá, fomos para a Taiwan Glass Galleryhttps://www.youtube.com/watch?v=byVbpWV-Qx4 . Como o próprio nome diz, tudo de vidro à venda. Para se ter uma ideia, até o café tem relação com o vidro. Ele é servido numa linda caneca de vidro, com tampa, que pode ser levada como souvenir. Uma graça que ninguém reclama de receber nem deixa de lado. Muitas coisas diferentes e bonitas feitas em vidro, of course.

A galeria fica próxima ao Glass Templehttps://www.rtaiwanr.com/lukang/taiwan-glass-gallery-glass-temple que também é um Mazu Templo –
Templo da Mãe Sagrada Celestial. Há vários Templos Mazu, mas Glass Temple é o único de vidro no mundo. Exceto a sua estrutura, o restante é de vidro, um lugar que tanto queríamos ver.

As luzes foram acesas mais cedo, para que pudéssemos ver o templo iluminado. Maravilhoso!

Às 18h saímos em direção a Taichung, nossa próxima parada – Taisuco – http://www.taiwanfun.com/central/taichung/shopping/0706/0706Taisuco.htm  , uma espécie de shopping com lojas abertas, supermercado e um restaurante. Taisuco foi o lugar escolhido para jantar e fazer comprinhas, claro. Foi aí que, pela primeira vez, entramos numa loja de departamento que tinha tudo aquilo que queríamos e um pouco mais. Sorte nossa que o tempo foi curto no local. Se ficássemos mais, não teríamos mala para tantas coisas interessantes.

Enquanto esperávamos para entrar no restaurante, aproveitei para comprar um leitor para meu Ipad, um reader que aceita cartão sd para passar arquivos do Ipad para o computador.  550y o reader e 430y a memória de 32 gb.  Uma alternativa mais barata do que aquele que tem hd interno. Se funcionar, beleza, já que o outro custava mais de 100 dólares.

O jantar foi bem típico. Arroz, legumes, carnes, frutos do mar e temperos para serem cozidos num fogareiro e degustados na hora. Estranho, com gosto bom. O preço? 496K por pessoa. Muita comida para cada um. Poderia servir duas pessoas, com fartura. Para nós, foi porção individual.  Com apenas parte do que foi servido, fiquei satisfeita. De lá para o hotel Tempus – www.tempus.com.tw, onde dormimos, foi um pulo.

Ainda tentamos reservar, sem sucesso, o chá no hotel Al Burj Al Arab, em Dubai. Desistimos depois de muitas tentativas fracassadas e fui dormir.  O pessoal reservou a subida no Burj Khalifa. Para ir ao ponto mais alto, só para ver, 100 dólares.

Depois dessa maratona toda, a chuvinha que caía só ajudou a dormir rapidamente.

 

Férias 2017 – 18 de junho – Taipei

18-06-2017 – domingo

Levantamos às 7h30 para tomar café, fazer checkout e sair às 8h30.

Tempus Hotel – www.tempus.com.tw  – é bom, bem localizado e tem café da manhã diversificado. Fica em Taichung – https://travel.taichung.gov.tw/en-us . Ele e o lugar onde jantamos foi tudo que vimos de uma cidade que dizem ser interessante. Uma pena porque serviu, apenas, como cidade dormitório.

Voltamos para Taipei de ônibus e chegamos por volta do meio dia.

Como o dia era livre, deixamos nossas coisas no hotel Sheraton Grand Taipei e saímos. Fomos de metrô até a estação central de Taipei e lá nos dispersamos. Cada um fez o que quis.

Perto da Grand Taipei Stationhttps://www.yelp.com/biz/%E5%8F%B0%E5%8C%97%E8%BB%8A%E7%AB%99-%E5%8F%B0%E5%8C%97%E5%B8%82%E4%B8%AD%E6%AD%A3%E5%8D%80  – o  comércio é popular e não interessou muito.

Walter e eu voltamos para o hotel e fomos almoçar no McDonald’shttps://www.yelp.com/biz/%E9%BA%A5%E7%95%B6%E5%8B%9E-%E5%8F%B0%E5%8C%97%E5%B8%82%E4%B8%AD%E6%AD%A3%E5%8D%80-5   que ficava lá perto. Quem disse que McDonald’s é tudo igual? Em Taiwan experimentamos um sanduíche de camarão, alface e abacaxi – “Tropical Taste”. Walter gostou. Eu prefiro o sanduíche tradicional, bem básico, mas valeu pela experiência.

Depois do almoço, ainda deu para passear um pouco pelo bairro para ver o comércio local. Como tínhamos malas para arrumar porque era o penúltimo dia em Taiwan, não fui muito longe.

À noite, fizemos nosso jantar de despedida no Taipei 101http://www.taipei-101.com.tw/en/content_cmp.aspx?cid=409#B_SCROLL1 .

“Taipei 101 é um arranha-céu de 101 andares, localizado em Taipei, Taiwan. O edifício, projetado por C. Y. Lee e construído por KTRT Joint Venture foi o arranha-céu mais alto mundo superando as Petronas Towers, na Malásia, em 2003, e sendo superado pelo Burj Khalifa, nos Emirados Árabes Unidos, em 2010. Recebeu o prêmio Emporis Skyscraper em 2004 e foi considerado uma das Novas Sete Maravilhas do Mundo Moderno (revista Newsweek, 2006) e uma das Sete Maravilhas de Engenharia (Discovery Channel, 2005).

O edifício fica como um ícone de Taipei e de Taiwan como um todo. Seu estilo combina a tradição e modernidade da cultura asiática e internacional num único projeto. Suas características de segurança permitem-lhe suportar tufões e terremotos. Um centro comercial adjacente ao edifício tem centenas de lojas de moda, restaurantes e clubes.”

“O nome da torre reflete a sua localização no distrito comercial de Taipei. O número é pronunciado em inglês simplesmente como “one-oh-one” e em mandarim pelo seu equivalente.”

Que lugar lindo! Dentre as muitas lojas que vimos, o que mais me chamou a atenção foi o setor que comercializa tudo feito com diferentes tipos de pedras. Jóias e objetos variados, maravilhosos, feitos de coral, pérolas etc. Cada um de uma cor.

O restaurante – Ding Xian 101http://www.dingxian101.com/index.php , igualmente maravilhoso, ofereceu um verdadeiro banquete. Gostei muito. Enfim…. 5 estrelas para tudo.

Fechamos nossa estadia em Taipei com chave de ouro.

De volta ao hotel, continuou o sufoco para organizar as comprinhas feitas ao longo da viagem. Haja mala para tanta miudeza. Ao todo, consegui acumular 30 kg que foram distribuídos em 2 malas. Valeu cada centavo investido.

No fim, cada um deu conta de ajeitar a bagagem sem maiores problemas.

Como ainda tínhamos um dia inteiro para cumprir o roteiro previsto, dormir foi o melhor programa depois dessa maratona.