Férias 2019 – Turcomenistão – Doshoguz – Kunya -Urgench – Uzbequistão – Khiva – 05 de junho

 

Doshoguz

Fomos de avião e chegamos bem cedo. Uma cidade grande que só serviu de passagem para irmos até Kunya-Urgench, um importante e histórico lugar que envolve os primeiros povos que colonizaram a região. Em 1221 a cidade foi considerada o “Coração do Islã”. Fica a 480 km de Ashgabat, no norte do Turcomenistão. Após sairmos do aeroporto, andamos cerca de 80km por uma estrada sem placas de sinalização, com asfalto e acostamento ruins.

Assim que chegamos, vimos várias construções. Algumas preservadas e outras nem tanto. Lá estão o Kutlug-Timur Minarete, o Sultan Tekesh Mausoleum e o II Arslan Mausoleum, por exemplo.

 

 

A fronteira com o Uzbequistão foi nossa parada seguinte.

Depois dos trâmites locais, uma Kombi nos levou até o local onde encontramos Dill, nosso guia. Uma verdadeira aventura antes de iniciarmos a viagem pelo Uzbequistão.

É preciso visto para entrar no país e ele é dado mediante preenchimento de um formulário que é fornecido na fronteira. Depois de informações desencontradas e não muito explícitas a respeito do pagamento ou não pelo visto, falaram que não teríamos que pagar.

 

 

Uzbequistão

 

 

Visitamos 3 cidades consideradas Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO – Khiva, Bukhara e Samarkand, além da capital, Taskent.

Tudo voltou a funcionar…. chip, acesso total à internet … enfim …. conexão com o mundo!

Diferente do país anterior? Ledo engano!!!!! A comida foi a mesma. Que falta de imaginação! Parte do grupo teve um sério problema de intoxicação alimentar, o que motivou mudança no cardápio alguns dias depois e isso nos ajudou a melhorar e passar bem. Longe de deixar saudade, mas foi uma mudança de razoável para melhor.

Falam russo e uzbeque. São hospitaleiros, simpáticos e abertos, convivem bem com qualquer religião, mas o proselitismo religioso é proibido. Ele só pode ser praticado em espaços fechados. Segundo o guia Dill, há 16 religiões permitidas pela justiça e todas as cidades possuem igreja católica. Apesar de ser um país 80% muçulmano, só cerca de 40% praticam. Ao contrário de outros países, as mulheres podem rezar nas mesquitas e não há exigência de usar véu nem roupa comprida. O “kit mesquita” ficou no fundo da mala!

A bebida alcoólica é permitida, a uva é doce e o país é o segundo maior produtor de algodão do mundo. Só perde para os Estados Unidos.

A produção anual é de 2.500.000 toneladas de algodão de alta qualidade por ano. Para irrigar a plantação, foram feitos desvios de água do Mar de Aral, o que causou o que é considerado uma das maiores catástrofes do mundo provocadas pelo homem. Como há controvérsias a respeito de sua recuperação, não vou entrar em detalhes a esse respeito.

Ainda segundo o guia, o casamento no país é monogâmico, a opção sexual tem que ser hétero e a manifestação homossexual é proibida e considerada enfermidade mental pelo governo.

Uma particularidade no quesito relacionamento, ainda vigente nos dias de hoje – mulher tem que casar virgem. E precisa provar. Só quem nasce na sexta-feira pode perder a virgindade antes do casamento. Aí ficou difícil entender …..

Outra coisa. Quem tem Mohamed no nome tem que ter outro nome.

Cabe ao Estado prover a educação primária e a secundária. Já o ensino superior é pago. Para cursar a universidade, o estudante paga cerca de 1.000 euros por área, por ano. Em todo o país a seleção é feita no dia 1º de agosto e, antes disso, os futuros universitários devem entregar a documentação referente ao curso superior pretendido.

O salário é de 600 dólares, determinado pelo estado, que cobra 26% de imposto sobre esse valor. Dá para viver no país com 240 dólares por mês.

Son é a moeda corrente e toda segunda-feira o banco determina o preço dela. Quando estivemos lá, 1 dólar equivalia a 8.400 Sons e 1 Euro valia 9.400 Sons. Como referência, 1 coca custa entre 3.000 e 5.000 Sons.

Até 2002, o Uzbequistão não oferecia nada para os turistas. Depois daquele ano, os artistas começaram a vender seus produtos e, por volta de 2016, começou o desenvolvimento do turismo no país.

Também não tinham fronteiras físicas, que só começaram a ser construídas em 2018.

No início da abertura aos turistas só existiam hotéis do governo, cuja classificação de estrelas não segue os padrões internacionais. Hoje já existem hotéis da rede privada.

No final da tarde chegamos a Khiva – https://www.britannica.com/place/Khiva – e fomos direto ao hotel – Asia Khiva Hotel – http://asiahotels.uz/en/Asia-Khiva.html, que não pertence à rede privada, faz parte de uma cadeia de hotéis que pertence à família do antigo presidente. Considerado 4 estrelas, nem de longe tem as características correspondentes.

 

 

Férias 2019 – Uzbequistão – Khiva – 06 de junho

 

Khiva

Khiva é uma pequena cidade do Uzbequistão. Nosso principal objetivo foi conhecer Itchan Kala. Logo cedo saímos para aproveitar bem o dia.

 

 

Itchan Kala – https://travelguide.michelin.com/asia/uzbekistan/khorezm/khiva/itchan-kala-walls – é a cidade interna, protegida por muralhas, do velho oásis de Khiva, que era o último lugar de descanso das caravanas antes de cruzarem o deserto. Foi declarada Patrimônio Mundial da UNESCO em 1990, é toda murada, possui mais de 50 estruturas antigas e cerca de 250 moradias diferentes. Visitamos vários monumentos históricos e lugares importantes.

 

Mohammed Amin Khan Madrasahhttps://archnet.org/sites/2132 –  Um madraçal ou uma madraça é uma escola muçulmana ou uma casa de estudos islâmicos. A palavra deriva do árabe madrsa e hoje é escrita de muitas formas como madrassa ou madrasa, palavra que em árabe originalmente designava qualquer tipo de escola, secular ou religiosa, pública ou privada. As madrassas que encontramos são todas escolas muçulmanas onde se estuda o Alcorão – https://escola.britannica.com.br/artigo/Alcor%C3%A3o/481672 . Essa é a maior da Ásia Central.

 

Kalta Minor – https://www.advantour.com/uzbekistan/khiva/kalta-minor.htm Minarete inacabado – Há várias histórias a respeito das causas que interromperam a sua construção. Minarete é a torre de uma mesquita onde os muçulmanos chamam os fiéis para a oração, cinco vezes ao dia.

 

 

Kunya-Ark – Museum of Ancient Khorezm – https://www.advantour.com/uzbekistan/khiva/kunya-ark.htm. – Uma fortaleza dentro da cidade murada Itchan Kala.

 

Friday Prayer Juma Mosque https://www.centralasia-travel.com/en/countries/uzbekistan/places/khiva/juma_mosque – Mesquita formada por pilares de madeira.

 

Tash-khovli Palace – http://sitara.com/about/element/tash-khovli-palace-khiva/  – Palácio de verão da família Khovli.

 

Necropolis of Pahlavan-Mahmud – https://www.uztrips.com/en/sights/pahlavan-mahmud-necropolis – Construído para homenagear o poeta e lutador do século 14, Pahlavan Mahmud, que é reverenciado como protetor de Khiva.

 

Passamos o dia em Itchan Kala. Foi um passeio completamente diferente de tudo que eu já havia feito. As pessoas interagem com a gente, mesmo sem a mínima possibilidade de comunicação.

Aliás, há comunicação, sim, se a motivação for compra. A barreira linguística não consegue impedir esse comércio.

Apesar de o artesanato ser interessante, compra não foi o objetivo do passeio. Almoçamos por lá e a comida não ficou na lembrança. Pelo menos não naquele momento porque dela me lembro até hoje. Não pelos motivos que eu gostaria de lembrar.

 

 

Por último, conhecemos um restaurante com show de dança e música (Cafe Zarafshon – https://www.facebook.com/pages/Cafe-Zarafshon/171013547115111 ), um lugar que valeu porque nos divertimos, mas não acrescentou muito em termos de cultura local. A comida também não deixou saudade. Muito pelo contrário.

 

 

Khiva – um pouco mais….

https://www.youtube.com/watch?v=4q18wXvbHXg