FÉRIAS 2018 – JAPÃO E FILIPINAS – DE 05 A 22 DE ABRIL

 

FÉRIAS 2018

Antes de ir …..

 

Japão… é para lá que eu vou.

De novo!!!!

Jamais poderia imaginar que voltaria a esse país tão distante, tão sonhado…. Pois é, são as voltas que o mundo dá e com elas vêm aqueles presentinhos que Deus coloca no nosso caminho.

Quando fui pela primeira vez, realizei um sonho cultivado por anos. Nem acreditei quando tive a oportunidade de voltar. Foi quase um susto! E o que dizer agora, pela terceira vez?

Obrigada!

Só tenho mesmo que agradecer a Deus por mais essa oportunidade.

Vou na companhia de amigos queridos, de amigos de amigos que, tenho certeza, serão meus também e de Deus, sempre presente na minha vida.

Dessa vez passaremos dez dias no Japão e cinco nas Filipinas. Alguns ficarão em Dubai, na volta. Não é o meu caso.

 

Japão

Nosso principal objetivo é ver as cerejeiras em flor.

Sakura (lê-se sakurá), um dos símbolos do Japão, é uma flor asiática que possui uma floração muito breve.

Reza a lenda que ela representa o amor, a felicidade, a renovação e a esperança e simboliza a transitoriedade da vida, nos lembrando que devemos vivê-la da melhor forma possível, valorizando aquilo que é realmente importante.

Por sua beleza e tempo de duração, a flor da cerejeira também está associada à efemeridade da existência humana e ao lema dos samurais: viver o presente sem medo.

E é assim que procuro viver. Sem medo, aproveitando cada momento com a certeza de que o tempo passa (muito rápido) e daqui nada levamos.

 

“Viajar é mais do que ver atrações turísticas; é uma mudança que continua, profunda e permanente, nas ideias de vida.” (Miriam Beard)

 

Filipinas

Dizem que é um lugar lindo. É o que espero ver. Se a cultura for interessante e o povo amigável, vai ser uma grata surpresa. Não quero criar expectativas.

 

“Todas as viagens têm suas vantagens. Se o passageiro visita melhores países, ele pode aprender a melhorar o seu próprio. E se a sorte o carrega para o pior, ele pode aprender a apreciá-lo.” (Samuel Johnson)

 

Japão e Filipinas

Nos dois lugares, há lições a serem aprendidas.

No Japão, como eu já conheço, é o que se deve fazer. Nas Filipinas, pelo que eu li, é o que não se deve fazer.

Na prática, tenho uma única certeza…. a vida é um aprendizado.

Então, se eu conseguir ver o lado bom de cada lugar, extrair o que eles têm de melhor, já valeu a pena ter ido.

Vou com a certeza de que voltarei melhor. Aí eu conto como foi!

“Daqui a vinte anos você estará mais desapontado pelas coisas que você não fez do que pelas que você fez. Então jogue fora as amarras, navegue para longe do porto seguro. Agarre o vento em suas velas. Explore. Sonhe. Descubra.” (Mark Twain)

 

FÉRIAS 2018

Quando voltei…..

 

Sonhei, fui, explorei e descobri ……Descobri que valeu a pena ter ido. Aliás, sempre vale.

Se voltei melhor? Claro que sim! Meu mundo ficou mais colorido e eu aprendi um pouco mais.

Aprendi que não dá para ir ao Japão com tantas certezas. O país e seu povo nos surpreendem sempre e seus exemplos são dignos de serem seguidos.

Aprendi, também, que estava enganada a respeito das Filipinas. Não vi nada que desabonasse o povo nem o país. Muito li na internet sobre os problemas que enfrentam e, se não aprendi muito, pelo menos me diverti. Nada a reclamar!

Valeu, também, ter antecipado as férias para ver Sakura, um verdadeiro espetáculo da natureza.

No Japão, a floração das cerejeiras marca o fim do inverno e a chegada da primavera e é muito breve. Por isso, dizem que suas flores representam a fragilidade da vida, cuja maior lição é aproveitar intensamente cada momento, pois o tempo passa rápido e a vida é curta. https://www.significados.com.br/flor-de-cerejeira/

Alguém duvida disso? Eu não! Então… seja para ver as flores das cerejeiras, para viver a vida ou por qualquer motivo, o importante é aproveitar todas as oportunidades e…como eu já disse…se tiver que me arrepender de algo, que seja por feito e nunca por ter deixado de fazer.

 

A viagem

Eterno aprendizado! Que sensação gostosa!

Estranho escrever isso depois de tanto tempo que voltei. Só que, para mim, parece que foi ontem porque estive quase todo o tempo lendo e escrevendo sobre os lugares por onde passamos, vendo as fotos que tiramos e só não terminei antes porque muitas coisas aconteceram nesse meio tempo.

Como a ideia é deixar o registro, nunca me preocupo com o tempo que isso vai levar. As informações estão aí e isso é o que importa.

 

Japão

Voltar ao Japão não gera aquela sensação de déjà vu. O que a gente vê é algo que sempre agrada porque é o potencial de uma nação ou do seu povo, isso não importa. Importa mesmo é saber que eles são capazes de renascer das cinzas e de se reerguer, sem prepotência, quando são abalados pelos desastres naturais ou provocados pelos homens.

Além disso, a tradição e a inovação convivem harmoniosamente. A tecnologia que transforma e facilita a vida não abala crenças e tradições que preservam tão bem, provando a todos que não é preciso destruir a memória para receber o novo. Será esse o segredo do sucesso?

Nossa estadia foi uma grata surpresa. Nosso guia, Bob Lai, fez uma programação escolhida a dedo que foi referendada pela Huang. O resultado? Não podia ser melhor.

Até nos lugares conhecidos, já que a porta de entrada do país é quase sempre a mesma, eles escolheram coisas diferentes para nos mostrar.

Vimos e fizemos um pouco de tudo que foi possível nos 10 dias em que ficamos por lá. Nosso aprendizado não se resumiu à observação da cultura local porque colocamos, literalmente, a mão na massa e vivenciamos uma tradição muito peculiar deles quando participamos do Curso Sanuki Udon e da dança Awa Odori, respectivamente.

Essas experiências muito próximas da cultura local fazem com que a gente, ainda que por alguns instantes, deixe de ser um mero observador para ser parte integrante do processo. E como é bom sentir isso!

Foi lindo ver as cerejeiras em flor. Já sabíamos que não veríamos o espetáculo registrado em muitos cartões postais, mas não nos decepcionamos.

Igualmente lindo e não menos importante foi passar por Kobe e ver uma cidade reconstruída depois de ter sido devastada por um terrível terremoto algum tempo atrás.

Conhecer Hiroshima foi uma lição ímpar porque ela guarda o registro do que sobrou depois da bomba atômica que dizimou vidas e a cidade naquele fatídico 06 de agosto de 1945. Não é só uma cidade que a gente vê. Reviver a história nos dá a dimensão da nossa fragilidade e o que isso pode representar.

O Japão tem sobrevivido a muitas intempéries e tem se reerguido sempre. Depois que estivemos lá este ano, já aconteceram outros desastres naturais em lugares por onde passamos.

Pelo que vimos, com certeza vão se recuperar e nos servir de exemplo, mais uma vez.

 

Fênix

“A fênix é um pássaro da mitologia grega que, quando morria, entrava em auto-combustão e, passado algum tempo, renascia das próprias cinzas. Outra característica da fênix é sua força que a faz transportar, em voo, cargas muito pesadas, havendo lendas nas quais chega a carregar elefantes, podendo se transformar em uma ave de fogo.

A vida longa da fênix e o seu dramático renascimento das próprias cinzas transformaram-na em símbolo da imortalidade e do renascimento espiritual.”

Podemos dizer que o Japão é assim? Não sei…

No Akashi National Park, algumas vezes florida e outras não, a fênix está representada e, segundo o guia, simboliza o renascimento da região depois do terrível terremoto de 1995.

Foi assim que nós a vimos…

 

Filipinas

Melhor não aprofundar o estudo antes de ir para as Filipinas porque os comentários não são nada animadores.

Rota de furacões, fica numa região sísmica, sujeita a tremores de terra, erupção de vulcões e possui lugares ainda selvagens, dentre outras desalentadoras informações.

Não bastasse isso, segundo relatos na internet, Manila, além de capital do país, é capital do rapto. Não faltam informações sobre os cuidados que devemos ter no lugar.

Nada aconteceu durante a nossa estadia no país. A terra não tremeu, não choveu nem sentimos nossa segurança ameaçada. Ainda bem!

O que vimos foi uma região relativamente pobre e, diferente de outros países asiáticos, sem grandes tradições. Pelo menos, não conheci nada muito marcante no pouco tempo que permaneci por lá. Nem a paixão deles pelo karaokê, tão propagada na internet, pude comprovar.

Em Manila fizemos tour de um dia, depois de uma agradável estadia em um resort em Palawan e duas noites em Porto Princesa.

Da música local, sentimos o sabor quando fomos recepcionados na chegada ao resort e na nossa despedida. Uma delícia de música que teria marcado nossa estadia se tivesse sido parte dela todo o tempo. Não foi. Foi apenas uma amostra do que poderia ter sido. Uma pena! Teríamos nos divertido muito mais.

Entre um lugar e outro, conhecemos pontos turísticos que estavam na rota por onde passamos e, para nós, foram dias de lazer muito bem aproveitados.

Enfim, por ser um país de inegável beleza natural e clima maravilhoso, passar uns dias desfrutando do que oferece é um deleite. Muitos poderiam questionar se é preciso ir tão longe para isso. E a resposta, por certo, não seria outra: Por que não? Sempre vale a pena buscar o desconhecido até para descobrir que ele pode não ser aquilo que a gente imagina.

Não foi o caso das Filipinas porque o que vimos não decepcionou nem superou minhas expectativas.

Se valeu a pena ter ido? Sim… valeu….muito!

 

Japão X Filipinas

 

Se quiséssemos traçar um paralelo entre Japão e Filipinas poderíamos dizer que ambos possuem coisas em comum, apesar de serem totalmente diferentes.

 

Semelhanças? 

Países asiáticos, densamente povoados, sujeitos às intempéries naturais, paixão por karaokê.

Ambos são arquipélagos com mais de 300 mil Km2, formados por muitas ilhas, dentre outras coisas.

 

E as diferenças?

O povo, a cultura, costumes, religião, língua, condição social….

As ilustrações abaixo retratam um pouquinho dessa diversidade….

 

Para saber mais….

http://www.br.emb-japan.go.jp/cultura/religiao.html

http://www.wazzuppilipinas.com/2013/07/culture-difference-japan-vs-philippines_6.html

Meu agradecimento especial ao amigo Jorge Polacco que, mais uma vez, elaborou o mapa da nossa viagem. Você não assina, Jorge, mas ele é uma marca registrada da sua arte. Gratidão, sempre!

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