Blog

Férias 2019 – Cazaquistão – Nur Sultan (Astana) – 17 e 18 de junho

 

Nursultan ou Nur- Sultan ou Nur-Sultã (Astana)

 

Foi a nossa última parada na Ásia Central. Um lugar que muda de nome de acordo com a vontade ….

Bem, a cidade se chamava Akmoly, depois Akmolinsk daí para Tselinogrado, depois Akmola, depois Astana e, por fim, em março de 2019 passou a se chamar Nursultan, que também se escreve de acordo com a vontade de cada um. Uma homenagem ao ex-presidente e “pai da nação”, Nursultan Nazarbayev, que saiu em 29/03/2019, data em que a cidade recebeu seu novo nome.

Regina foi nossa guia. Apesar de ter sido mais fraca em relação aos demais guias, cumpriu o seu papel e nos deu a assistência de que precisávamos lá.

Chegamos a Nur- Sultan de avião, por volta das 13h30.

 

 

Culinária – Em Nur Sultan, nossas refeições foram feitas em diferentes tipos de restaurantes.

 

Pivovaroff – https://www.edgekz.com/astana-businesses/pivovaroff-2/ – é um restaurante que oferece comida alemã e europeia.

 

Daredzhani Kabanbay Restaurant – Comida Georgiana – Só de lembrar daquele pão com queijo minha boca se enche de água. Delicioso, dentre outras opções também deliciosas.

 

 

Mill Restaurant – Um restaurante ucraniano que possui uma comida deliciosa.

 

 

Ficamos no hotel da Rede Rixoshttps://rixos-president-astana-hotel.business.site/, tão bom quanto o anterior.

 

 

Nur Sultan é uma cidade grande, dividida em velha e nova pelo Rio Ishim. Confesso que o pouco tempo lá não foi suficiente para entender o que era o quê. Parecia que estávamos passando sempre pelos mesmos lugares.

A parte que visitamos e ficamos mais tempo, com certeza, é a parte nova e foi lá que vimos algumas das maiores atrações depois de termos feito um passeio pelo Rio Ishim. Com exceção de alguns poucos lugares, pelas fotos das principais atrações podemos ver que estão muito próximas umas das outras. Daí a sensação de estarmos andando em círculo.

 

 

Palácio da Independência – http://indepalace.kz/en/ – Um lugar destinado a funções do estado. Lá são realizadas convenções, reuniões etc.

 

 

Green Water Boulevard – (Nurzhol Boulevard), uma zona de pedestres onde se localizam complexos administrativos, habitacionais e de entretenimento. Vai da Praça da Independência até o Shopping Khan Shatyr, um centro comercial e de recreação.

Ali encontramos, árvores, gramados, um shopping popular chamado Keruyen e muitas outras coisas bonitas para admirar. Os edifícios e fontes são únicos porque foram projetados individualmente.

Também é nela que ficam os Ministérios, o edifício KazMunaiGas, a Mesquita Khazret Sultan, Biblioteca Nacional e Baiterek.

Enfim, tamanha concentração de significativos marcos da cidade faz com que o lugar seja de uma beleza ímpar, razão pela qual passamos quase o tempo todo por lá.

 

 

Round Square – https://visitkazakhstan.kz/en/guide/places/view/124/

Foi construída em concreto de alta resistência, uma vez que as condições climáticas de Nur Sultan estabelecem requisitos mais altos para os profissionais de engenharia. Nur Sultan é considerada uma das capitais mais frias do mundo. Longe do oceano e clima continental severo, a diferença anual gira em torno de 93º. Menos 50º no inverno e verão quente exigiram uma tecnologia especial para a sua construção.

 

 

Baiterek Tower – https://www.baiterek.gov.kz/en – Um belo monumento que também é um observatório da cidade de Nur Sultan. Segundo a lenda, Baiterek é a árvore da vida e sua estrutura simboliza os três pilares da criação – mundos subterrâneo, terrestre e celeste. A bola de vidro seria o ovo do místico pássaro Samruk, que todos os anos põe um ovo – o Sol – que é engolido por Ajdahar – o dragão – que vive ao pé da Árvore da Vida. Uma lenda que significa, simbolicamente, a alternância entre verão e inverno, dia e noite, luta entre o bem e o mal.

 

 

Mesquita de Khazret Sultan – https://www.itinari.com/pt/location/hazrat-sultan-mosque

Foi a primeira vez que vimos demarcação para mulheres dentro de uma mesquita.

 

 

Assumption Russian Ortodox Cathedral – Cristianismo e Islamismo podem ser praticados nos dias de hoje. Depois de conhecermos a mesquita Khazret Sultan, fomos conhecer a Assumption Russian Ortodox Cathedral.

Deslumbrante, é o mínimo que se pode dizer. Ela é toda branca, partes em ouro e azul celeste. No interior, os murais, em folhas de ouro, vão do chão ao teto e o altar é uma massa de cores ao estilo ortodoxo russo. Apesar de não termos subido, a guia nos disse que no segundo andar  fica o coral e, no subsolo, que também não visitamos, os cultos eram realizados quando o cristianismo não podia ser praticado ao ar livre.

 

 

Palace of Peace and Reconciliation – https://www.lonelyplanet.com/kazakhstan/nur-sultan-astana/attractions/palace-of-peace-reconciliation/a/poi-sig/1384855/356866

Foi aberto em 2006 para sediar o Congresso Trienal de Religiões Mundiais e Tradicionais realizado pelo Cazaquistão.

 

 

Expo 2017

O ponto alto da nossa passagem por Nur Sultan foi logo depois do almoço, quando visitamos a Expo 2017 – Energia do Futurohttps://expo2017astana.com/en/ , que mostrou como a tecnologia e as energias renováveis transformarão a economia e o mundo. Apesar de já ter sido encerrada, permanece aberta para exibição até agora. Nesse complexo, conhecemos variados projetos ligados à produção de energia. Maravilhoso e imperdível é o mínimo que se pode dizer sobre o lugar, sem nenhum exagero.

Expo 2017 – um pouco mais….

https://www.nytimes.com/2017/08/23/travel/kazakhstan-world-expo-astana.html

 

 

Khan Shatyr Shopping – http://khanshatyr.com/enConheci no tempinho livre que sobrou depois dos passeios. Se vale a pena? Para tirar fotos do seu belo design e do entorno, sim. Não passa de um shopping como qualquer outro.

 

 

Outros registros

 

 

E assim encerramos nosso passeio pela Ásia Central. Foi muito bom! Tive oportunidade de ver diferentes lugares com uma cultura não tão diferente entre eles e aprendi um pouco mais, o que sempre acontece em terras estrangeiras.

Na minha opinião, quando visitamos outros países, não dá para dizer que voltamos especialistas no que se refere à cultura e costumes. Até porque podemos não concordar com o que vemos e não querer aprender pode ser uma opção. No entanto, isso não me impede de gostar e até de admirar o “way of life” dos povos que vivem nesses países. Gostei!

 

Rota da Seda – um pouco mais….

https://pt.euronews.com/2018/08/31/mar-de-aral-um-desafio-ambiental-para-o-mundo

 

Cazaquistão – um pouco mais….

https://www.dicasecuriosidades.net/2019/04/cazaquistao-fatos-e-historia.html

Almaty – https://www.youtube.com/watch?v=Mud5X_vY3mA – euronews

Nur Sultan (Astana)https://www.youtube.com/watch?v=3EQk9sTGCP8 – euronews

https://www.youtube.com/watch?v=EmTsx_HW5nU

https://www.youtube.com/watch?v=cvSfstCdA-A

https://www.youtube.com/watch?v=6nAC_NaDmUk

https://pt.euronews.com/2015/09/14/cazaquistao-os-550-anos-do-reino-cazaque

 

Férias 2019 – Cazaquistão – Turquia – Istambul – Capadócia 19 – 20 e 21 de junho

 

A segunda parte da viagem foi a tão esperada Turquia.

 

 

Queria muito conhecer e não me decepcionei. Nosso programa foi bastante intenso.

A capital da Turquia é Ankara, que fica no centro do país, mas a cidade mais importante e mais conhecida é Istambul, a única do mundo que fica em dois continentes – a Europa e a Ásia. E é na Ásia que fica Anatólia, uma das regiões do país, também considerada por muitos o berço das civilizações.

http://historiadoralidiane.blogspot.com/2013/02/mesopotamia-o-berco-da-civilizacao.html

Na Turquia encontramos cidades modernas, calmas, de clima seco. O verão é quente, chega a 34º, e o inverno muito frio, -26º. Os produtos mais típicos são uva, damasco, maçã, abóbora, beterraba, romã e batata.

O açúcar é feito da beterraba e com a romã se faz chá e molhos muito bons. O chá de maçã também é típico da região.

Outros produtos típicos são os doces de goma, o hallawi, bratlva e o anis turco, uma mistura de água com soda Amarak.

 

Culinária

Eles usam muito tempero na culinária.

Nossas refeições foram no hotel ou em algum restaurante local. Lá conhecemos uma sopa explosiva que quase causou um desastre. Se não for bem manipulada, causa estrago porque é como se fosse uma panela de pressão. Seu nome? Testi Kebab

De modo geral, a culinária não deixou saudade, apesar de ser razoavelmente boa para o meu paladar e apreciada por muitos. Reconheço que sou enjoada mesmo. Poucas coisas me fazem sorrir como uma pizza!

Um pouco mais….

https://www.tudosobreistambul.com/gastronomia – http://bloggastronomix.blogspot.com/2014/10/eu-recomendo-cozinha-palaciana-otomana.html

 

 

O couro compete com o da Argentina como um dos melhores do mundo e na Turquia também são famosos os tapetes e as pedras turquesas. Além delas, em uma pequena aldeia da Turquia existe uma pedra que muda de cores e é muito valiosa.

Não é muito simples entender a geografia da Turquia, pelo menos durante a correria de uma viagem, mas vamos lá….

Depois dos trâmites de aeroportos, chegamos a Kayseri, encontramos Ezra, a nossa guia, e de lá fomos para Urgup, Capadocia, no dia 19 de junho. Nursultan>Istambul>Kayseri, onde estava nosso hotel – Yunak Evleri Cave Hotel – Os apartamentos ficam nas cavernas, uns melhores do que os outros. Não dá uma sensação ruim porque a estrutura é montada para não sentirmos que estamos em uma caverna. No entanto, alguns apartamentos podem apresentar características que não agradam a todos. Não tive problema.

 

Yunak Evleri Cave Hotelhttps://www.yunak.com/ A realidade é um pouco diferente das fotos.

 

 

Passamos pela Capadócia que, ao contrário do que eu imaginava, é uma região. Conhecemos alguns lugares e ficamos em cidades diferentes. Por exemplo:  Urgup, Avanos, Goreme, Pamukkale e a cidade subterrânea Kaymakli.

Logo de início fomos à região de Pasabag para ver as Chaminés de Fadas – https://www.goreme.com/portugues/pasabag.php , que brotam como cogumelos gigantes no meio de belíssimas formações rochosas. Um deleite para os olhos.

 

 

Vale dos pombos (Guvercinlik) https://www.viator.com/pt-BR/Goreme-attractions/Pigeon-Valley-Guvercinlik/d23271-a7535 , um lugar belíssimo. Antigamente, seus habitantes criavam pombos, daí o nome desse vale com incrível formação rochosa.

 

 

Conhecer uma outra casa de banho, agora na Turquia, foi uma experiência ímpar. Elis Hamam Bathhttp://www.elishamam.com/ fica em Goreme. Creme no rosto, sauna, banho, banho turco e massagem… um pacote completo para a alegria de quem gosta. Amei!!!

 

 

Outro passeio imprescindível é andar de Balão pelos ares da Capadócia. Levantar bem cedo faz parte do programa porque a intenção é estar no local antes de o sol nascer. O local é fixo e muiiitos balões ficam preparados para subir, se o tempo ajudar. O sinal é um “balão teste”. Se ele sobe, os outros podem subir também. Demos sorte porque não é sempre que o balão sobe. Segundo a guia, até aquele dia o balão só tinha subido 29 vezes desde fevereiro. Demorou um pouco, quase desistimos até que veio a notícia …. íamos subir porque o vento tinha mudado e contribuído para isso. Após a descida, o passeio é comemorado com espumante. Que deslumbre! Vale cada minuto!

 

 

 

 

Goreme Open Air – https://www.goreme.com/portugues/goreme-open-air-museum.php – também é um lugar imperdível. São formações rochosas que parecem obras de arte. Há 11 mosteiros, cada um com a sua igreja. Desde 1984 fazem parte do Patrimônio Mundial da UNESCO.

 

 

Não menos interessante foi conhecer Kaymakli – https://www.goreme.com/kaymakli-underground-city.php , a maior das 36 cidades subterrâneas da Capadócia, lugares que serviam de esconderijo e moradia.  Dos seus 8 andares, só 4 estão abertos à visitação. Estreitos e baixos requerem preparo físico e cuidado, mas vale a pena conhecer.

 

 

Nosso último passeio na região da Capadócia foi conhecer Sema, a tradicional cerimônia dos Derviches Rodopiantes

 

Derviches Rodopiantes – Whirling Derviches Show – https://istanbeautiful.com/whirling-dervishes-show-in-istanbul/

A performance simboliza o ciclo místico para alcançar a perfeição. Inicialmente vestidos de preto, removem a capa como símbolo do avanço para a maturidade e, de branco, rodopiam durante uma hora como se estivessem em transe. Em vários momentos seguram os braços cruzados para testemunhar a unidade de Deus. Não dá para explicar a magia dessa dança. Numa versão simplista, trata-se de uma tradição de 700 anos que simboliza o amor, a busca da verdade e o caminho da perfeição.

 

 

Férias 2019 – Turquia – Konya – Pamukkale – 22 e 23 de junho

 

Depois de três dias saímos da Capadócia com destino a Konya e Pamukkale.

 

No caminho, paramos para conhecer alguns lugares como Seljuk Caravansary Tepesidelik Han (Öresun Han) – http://www.tuerkei-antik.de/Karawansereien/tepesidelikhan_en.htm , um tipo de pousada que abrigava mercadores da Rota da Seda e seus animais. Uma obra prima Seljukian do século XIII.

 

Museu Mevlanahttp://revista.brasil-europa.eu/144/Konya-e-Ikonyon.html

Museu do fundador da Ordem Mevlevi, conhecida como os derviches que dançam. Lá pudemos ver a representação de um pouco da vida deles.

O museu Mevlana abriga, também, Mausoléu de Jalal ad-Din Muhammad Rumi, um místico sufi conhecido, também, como Rumi ou Mevlâna.

Seu interior é bem bonito, há muitos e diferentes exemplares do Alcorão e ainda é usado como mesquita pelos muçulmanos.

 

 

Também visitamos o Karatay Medresesi Museum – https://www.inspirock.com/turkey/konya/karatay-medresesi-museum-a294144735, em Konya, um lugar onde conhecemos a arte Islâmica por meio das cerâmicas Seljuk.

 

 

Por fim, chegamos a Hierápolis Pamukkale. 

Que maravilha! As fotos profissionais retratam muito bem o lugar e as nossas também não fizeram feio – um conjunto de piscinas termais de origem calcária que, com o passar dos séculos, formaram bacias de água que descem em cascata. Declarado Patrimônio Mundial da Unesco em 1988, faz jus ao título devido a sua espetacular paisagem natural.

Segundo a guia, os hotéis, que agora ficam do outro lado, foram removidos do complexo porque estavam acabando com as piscinas naturais, uma vez que usavam a água para o abastecimento. Hoje a região está preservada. Preservada em termos porque está sujeita a abalos sísmicos, como se pode ver pelas rachaduras em todos os lugares. Azra nos disse que terremotos são muito comuns em regiões de águas termais e não respondeu quando perguntei quando foi o último. Acho que não quis nos assustar. Rsrsrs.

O lugar é tão lindo e emana uma energia tão boa que nos inspirou a fazer Tai-chi.

 

 

Além desse conjunto de piscinas, passamos pelas ruínas do Southern Bizzantine Gate – Ancient City – 5Th century AD, em Pamukkale Hierapolis.

 

 

Seguindo nosso tour, de ônibus, fomos passando por diversas cidades e conhecemos lugares históricos, místicos, tradições, enfim, saboreamos um pouquinho de cada uma e nos encantamos. Muitas vezes temos que ir além da realidade palpável e documentada para acreditarmos nas origens, no começo de tudo, naquilo que se crê e que representa a nossa história.

Dentre os lugares por onde passamos, cidades históricas como Dídima e Efeso mereceram nossa visita.

 

O Templo de Apolo – Deus do Sol, da Música e da Medicina

Fica em Dídima, na região de Anatólia. Não é só um templo antigo. É o lugar onde Antonio conheceu Cleópatra, apresentando-lhe o templo como símbolo do seu amor e devoção.

Há muitos templos de Apolo. O de Dídima é um santuário popular. Ele também é famoso por sua capacidade de curar.

 

 

Casa da Virgem Maria

Fica no Monte Koressos, perto de Efesus – https://www.ephesus.us/ephesus/houseofvirginmary.htm. Muitos acreditam que foi lá que a Virgem Maria viveu. Há quem questione porque não é possível ter uma prova concreta. Ainda assim, o lugar emociona e muitos não deixam de orar, de pedir proteção, de agradecer por estar lá, de beber a água que dizem ter propriedades curativas e, claro, de colocar o pedido no muro, na esperança de ele ser atendido. Com certeza, quem acredita saiu de lá melhor do que entrou pelo simples fato de que a fé move montanhas.

 

 

Couro

Só que nem tudo é questão de fé ou de história. Uma lojinha é sempre um bom lugar para aplacar nossa ansiedade pelo concreto e palpável. Não há quem não goste! E foi por isso que paramos numa fábrica de couro para comprovar a sua tão famosa qualidade  – Baggio Rossini Leather – https://www.baggiorossini.com/. Quem não resistiu, acabou comprando. Artigos belíssimos.

Resisti o quanto pude e não comprei de imediato. Depois, já em Istambul, acabei pedindo para entregarem um casaco que tinha visto durante a visita, uma vez que lá os modelos eram diferenciados e o preço não muito diferente daqueles praticados em Istambul. Mulher é fogo!!!! Quando quer…..

 

 

Por fim, depois da maratona vivenciada no trajeto, chegamos ao Colossae Thermal Hotel – http://www.colossaehotel.com/colossae/lang/2/en/english.aspx , Pamukkale, onde passamos a noite.

 

Capadócia …. um pouco mais…..

 

No dia seguinte fomos a Izmir e pegamos um voo para Istambulhttps://viagemeturismo.abril.com.br/cidades/istambul/.

Fomos direto para o Surya Hagia Sophia Hotelhttps://surahotels.com/sura-hagia-sophia-hotel, onde nos hospedamos por três dias. Hotel muito bem localizado, perto de muitos restaurantes e das maiores atrações da cidade.

 

 

Férias 2019 – Turquia – Istambul – Parte 1 – 23 de junho

 

Istambul!

 

Foi mágico conhecer esse lugar. A história é impressionante, os lugares são fantásticos, parece que a gente respira cultura e não consegue absorver tudo que a cidade significa e oferece. Quanta coisa para ver, aprender, saborear, curtir…. Sabia que seria bom estar lá, só não imaginava quanto. Que delícia de lugar!

Foi assim que começamos….. Vou tentar reproduzir um pouco do que vivenciamos, já que foi muito mais do que conseguirei relatar.

Depois de uma noite de descanso, começamos a conhecer a cidade fazendo um tour a pé e o que vimos só fez aumentar o amor à primeira vista pela cidade. Como ficamos no bairro Sultanahmet, as maiores atrações estavam a poucos passos do nosso hotel, na Praça também chamada Sultanahmed.

 

Praça Sultanahmedhttps://www.gpsmycity.com/attractions/sultanahmet-square-55642.html – os monumentos históricos estão nela ou próximo a ela.

 

 

Na praça….

 

Hipódromo de Constantinopla.  Foi o centro da vida da vida Bizantina e Otomana em Constantinopla, antigo nome de Istambul. O local passou por transformações mas ainda conserva alguns monumentos como o obelisco de Theodosius (390 a.C.), o obelisco de Walled e a coluna de serpentes dedicada a Apolo, que não registramos.

 

 

Germain Fountain – https://www.weloveist.com/listing/german-fountain – Um dos belos monumentos de Istambul. Foi um presente do Imperador germânico Wilhelm II, em 1898.

 

 

Hagia Sophia – Sagrada Sabedoria – https://www.dw.com/en/hagia-sophia-museum-or-mosque/a-39428448 

Museu ou Mesquita? Já foi igreja, já foi mesquita e hoje é museu que pode voltar a ser mesquita. De qualquer forma, Hagia Sophia não é apenas um marco de Istambul, mas um “símbolo da conquista islâmica de Constantinopla em 1453…” Para nós é um lugar muito bonito que deve ser visitado. De quebra, descobrir a coluna “sagrada”, colocar o dedinho no buraco e dar um giro de 360º pode dar uma guinada na vida, garantem alguns. Nada cientificamente provado, mas a fé….. É só acreditar.

 

 

Muito perto dela encontra-se Sultanahmed Camiii – http://www.sultanahmetcamii.org/ , a Mesquita Azul, a mais importante de Istambul. Sua beleza é estonteante. O azul do seu nome não vem da parte externa e, sim, dos azulejos que adornam a cúpula e a sua parte superior. A iluminação vem de mais de 200 vitrais e dos lustres pendurados no teto. Não há como não ficar encantado com o lugar. Segundo informações, ela provocou polêmica porque foram construídos 6 Minaretes, mesmo número de Minaretes da Grande Mesquita de Meca, o que as igualaria em importância, algo impensável para eles. Para acalmar os seus fiéis, o construtor foi até Meca e construiu mais um minarete na Grande Mesquita.

 

 

Depois do almoço fizemos um tour de ônibus pela cidade. Passamos por mais alguns lugares turísticos e pegamos um teleférico para ir até o Pierre Loti Tepesi –  http://www.pierrelotitepesi.com/hakkimizda2.asp?pg=hakk , um lugar onde se pode tomar um delicioso café. De lá se pode ver a cidade de cima, as sete colinas de Istambul e o Chifre de Ouro – https://www.infoescola.com/europa/corno-de-ouro/  – .

 

“O que é Chifre de Ouro?

…..
O Corno de Ouro é a transição entre rio e mar que divide Istambul em um lado europeu e outro lado asiático.

O Chifre de Ouro é banhado pelo Mar de Mármara, que é um mar interior que divide o Mar Negro e o Mar Egeu, formando assim um profundo porto natural…..”
Menphis Tours

 

A vista da cidade que se tem do Pierre Loti Tepesi é maravilhosa e até inspirou o escritor francês Pierre Loti a escrever o livro Aziyade. Daí a colina receber seu nome.

 

 

Nesse dia nosso jantar foi durante o cruzeiro pelo Estreito de Bósforo.

 

Turkish Night Show and Dinner_Pereme 1http://pereme.com.tr/en_dinner-turkish-night-show . Um passeio maravilhoso e divertido. Além disso, passamos embaixo da ponte que une dois continentes – Europa e Ásia – um dos pontos altos da viagem.

 

 

Férias 2019 – Turquia – Istambul – Parte 2 – 24 de junho

 

Istambul

 

Continuamos explorando a cidade e visitamos lugares que nos levam a acreditar em versões lendárias ou não. Prefiro não questionar. Como é tudo muito perto, não se perde tempo no trânsito e dá para conhecer muitos pontos turísticos.

 

Na grande praça onde fica o Palácio Topkapi, vimos a Fonte do Sultão Ahmet III, construída em estilo rococó turco.

 

Palácio Topkapi

Hoje um museu, servia de residência aos Sultões para tratar de assuntos ligados ao governo e também era onde ficava o harém. Muita lenda em torno dele, muitas vezes um lugar onde moças viviam como escravas para aprender a servir, nem sempre com o propósito que temos em mente. Há controvérsias a respeito.

Nele há três portões. Portão Imperial onde se compra os ingressos, Portão da Saudação vem em seguida e depois Portão da Felicidade.

Por causa do seu tamanho, não dá para ver tudo e o ingresso também não é válido para todas as dependências. O ingresso é à parte para conhecer onde Ahmet aproveitava a sua vida privada.  Será que vem daí o nome Portão da Felicidade?

Babus Saade Gate of Felicity – Simboliza a soberania do Império Otomano e do seu governante. É a residência oficial e particular do sultão.

https://www.tudosobreistambul.com/palacio-topkapi

 

 

Bem perto dali fica a Cisterna da Basílica.

 

Cisterna da Basílica

Também chamada de Yerebatan Sarnici ou Yerebatan Sarayi. Dentre as muitas definições, trata-se de um lugar que servia de reserva de água, caso a cidade fosse atacada. Na Cisterna da Basílica, há 336 colunas e duas delas têm como base a cabeça de Medusa, o ser mitológico que transformava em pedra quem olhasse para ele. Enfim, lendas à parte, há quem diga que as cabeças foram reaproveitadas de outras construções e estão lá apenas como base de sustentação das colunas. Para nós, importa conhecer e deixar a imaginação fluir.

Quer saber mais?

https://www.360meridianos.com/dica/cisterna-da-basilica-istambul

 

 

Nosso almoço foi no Adamar Hotel – https://www.adamarhotel.com/en/1928/1942/restaurant. Vista linda da cidade, também!

 

 

Já foi a algum lugar e não conheceu o mercado? Não? Sempre vou dizer isso – mercado é o retrato do povo. Spice Market (Misir Carsisi) – https://istanbultourstudio.com/things-to-do/spice-bazaar  – não poderia ser diferente. É um lugar que agrada aos olhos e ao paladar. Um passeio obrigatório, independente de querer ou não comprar algo. Só que é impossível não comprar.

 

 

Encerramos o dia com homenagem aos aniversariantes do mês – João, Walter, Kátia e eu. Nathália, que não é de junho,  também foi homenageada porque seu aniversário foi pouco antes da viagem. De quebra, demos uma volta perto do hotel. Que lugar gostoso e animado!

 

 

Férias 2019 – Turquia – Istambul – Parte 3 – 25 de junho

Istambul

Mais um dia de tour pela cidade confirmou a minha certeza. Quero voltar! Cada lugar por onde passávamos despertava a vontade de ficar mais um pouco.

 

Foi assim na Rua Istiklal – https://istanbulclues.com/istanbul-istiklal-street/  –  Uma rua, simplesmente uma rua. Só que, com tanta coisa para ver, umas poucas horas não foram suficientes para ver tudo. E não foi por causa de um mero detalhe… a concentração de homens por metro quadrado só não supera um clássico de futebol. rsrsrs

 

 

Depois fomos até a Galata Kulesi Tower – http://www.galatatower.net/ e também passeamos na Praça Taksim – http://www.greatistanbul.com/taksim.html

 

 

Continuando nossos passeios do dia, atravessamos a ponte e passamos para o lado asiático da cidade a fim de irmos até Çamlica Hill – https://www.alaturkaturkey.com/destinations/camlica-hill.html, um lugar cuja vista é de tirar o fôlego. Dá para apreciar o Bósforo e a ponte que une os dois continentes – Ásia e Europa. Um dos melhores lugares para apreciar a maravilhosa vista de Istambul.

 

 

Depois disso, só faltou mesmo encerrar o dia no tão falado Grand Bazaar.

 

Grand Bazaar Kapaliçarsi – https://www.theguideistanbul.com/grand-bazaar-guide/ 

Fiquei perdida no pouco tempo que tive para conhecer. Um lugar imenso, setorizado, impossível conhecer em duas horas, tempo que eu tinha para ficar lá. Quando tive a certeza de que pouco veria, dei apenas uma volta de uns 20 minutos e decidi mudar de programa. O lugar é imenso, vale uma visita mais digna e não um passar de olhos em cada espaço sem curtir o que tem a oferecer.

Como adorei a cidade e tive a certeza de que quero muito voltar, optei por sair do bazar e tomar um banho turco para aproveitar o tempo com o melhor que podia fazer naquelas poucas horas.

 

 

Cemberlitas Hamami

O banho turco no Cemberlitas Hamami – https://www.cemberlitashamami.com/, seguido de uma deliciosa massagem, era tudo que eu estava precisando e querendo naquele fim de viagem. Foi a escolha certa porque no dia seguinte, 26 de junho, voltamos para o Brasil. Fim da viagem e fim das férias.

 

 

Foi isso … na medida certa, no tempo certo, como tinha que ser.

Sigo em frente, relembrando o que vi e pondo em prática o que aprendi.

Viajar é um pouquinho assim…

Não sei se é a “única coisa” como diz Roberta Thornton, mas eu me sinto mais rica na volta, disso não tenho dúvida – “Viajar é a única coisa que você compra que te deixa mais rico”.

Essa riqueza se traduz no que disse José Paulo Paes – “Cultura é tudo aquilo de que a gente se lembra após ter esquecido o que leu. Revela-se no modo de falar, de sentar, de ler um texto, de olhar o mundo. É uma atitude que se aperfeiçoa no contato com a arte. Cultura não é aquilo que entra pelos olhos, é o que modifica seu olhar”.

A frase atribuída a Ana Maria Braga resume aquilo em que realmente acredito “Não espere ter tudo para aproveitar a vida, você já tem a vida para aproveitar tudo.” 

Até a próxima!

FÉRIAS 2019 – ÁSIA CENTRAL E TURQUIA – DE 01 A 26 DE JUNHO

Férias chegando!!!!

Detalhes

Entre ler sobre os lugares, verificar tempo e temperatura, separar o que levar, arrumar mala…. uma única certeza: a expectativa é grande. E põe grande nisso.

Dessa vez o destino é Ásia Central.

Sem me aprofundar na história, muito li sobre o roteiro e confesso que não passei do ponto inicial porque parece que alguém escreveu algo e muitos copiaram o que foi escrito. Quase tudo igual!!!!

Apesar disso, estou achando o máximo ir para lá porque muita coisa será novidade e na volta poderei contar o que descobrimos nessa nova experiência.

Vou com um grupo maravilhoso, quase o mesmo de viagens anteriores, que também foram organizadas por Huang, uma amiga querida, já conhecida por aqui e a organizadora de nossas viagens para terras distantes.

Na reta final, Huang fica doidinha com a gente. Ela programa, pensa em cada detalhe …. organização, visto, passagem, seguro, alimentação, necessidades especiais, imprevistos… enfim, cabe a ela resolver tudo e, na véspera, começa o conflito sobre a bagagem.

Como existem deslocamentos internos, o peso permitido é mínimo e isso não pode ser contestado. Temos que nos adaptar à realidade. No fim, como sempre, dará tudo certo e eu espero que a gente se divirta muito, como sempre fizemos.

No trecho da Rota da Seda da Ásia Central passaremos por Turcomenistão, Uzbequistão, Quirguistão e Cazaquistão. Como iremos pela Turkish Airlines, faremos uma parada na Turquia para conhecermos Istambul, Capadócia e algumas cidades menores.

Ao todo serão 26 dias trocando de moeda, conhecendo a cultura, experimentando sabores, falando a língua do coração e usando muita mímica.

Para situar

PAÍS IDIOMA FUSO EM RELAÇÃO AO BRASIL MOEDA 1 DÓLAR INVERSO
Turcomenistão Turcomano 8 horas à frente Manat turcomano (TMT) 3,50241 TMT 0,285517 USD
Uzbequistão Uzbeque 8 horas à frente Som Uzbeque (UZS) 8.455,28 UZS 0,000118269 USD
Quirguistão Quirguiz 9 horas à frente Som Quirguiz(KGS) 69,8505 KGS 0,0143163 USD
Cazaquistão Cazaque 9 horas à frente Tenge (KZT) 379,172 KZT 0,00263733 USD
Turquia Turco 6 horas à frente Lira Turca (TRY) 6,08353 TRY 0,164378 USD

 

Rota da Seda 

Quando procurei entender o que seria esse trecho, tive que entender o porquê do nome Rota da Seda.

Foi aí que me remeti ao passado e é esse pedacinho da história que coloco aqui para situar nosso trajeto.

Trata-se de uma reportagem que encontrei na Internet e que me ajudou a compreender a importância dos lugares que visitaremos na história do universo.

 

“Rota da Seda: A primeira Globalização

Aberto por mais de mil anos, caminho entre o Oriente e o Ocidente uniu dois mundos incomunicáveis

https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/historia-rota-seda.phtml

Izabelle Somma

No meio da noite, dois monges e sua pequena comitiva entraram pelo portão leste de Constantinopla. A visão da portentosa capital do Império Romano do Oriente deixou todos aliviados. Afinal, depois de quase seis anos de viagem, mais de 15 mil quilômetros percorridos entre desertos, montanhas e rios desconhecidos, eles haviam cumprido sua missão. Traziam a encomenda que o imperador Justiniano em pessoa lhes havia feito.

Enroladas em cordas finas de linho, as varas ocas de bambu não pareciam pedido digno de um imperador. Mas, dentro delas, estava um dos segredos industriais mais bem guardados do mundo antigo: casulos intactos de uma espécie de borboleta, a fina matéria-prima do tecido mais cobiçado de todos os tempos – a seda.

Os monges espiões de Justiniano foram apenas mais dois entre milhões de aventureiros, comerciantes, peregrinos, soldados, reis, sacerdotes ou simples nômades sem rumo que percorreram a pé, ou em lombo de animais, o mais conhecido caminho entre o Oriente e Ocidente, a chamada Rota da Seda. O termo foi empregado pela primeira vez pelo arqueólogo alemão Ferdinand Von Richthofen, no século 19, e denomina o conjunto de caminhos que liga a costa do mar Mediterrâneo, na atual Síria, a Xiang, na China, atravessando 7 mil quilômetros entre os territórios dos atuais Iraque, Irã, Turcomenistão, Uzbequistão, Afeganistão e Paquistão.

O percurso coincide com o caminho natural que corta a Ásia longitudinalmente, margeando altas cadeias de montanhas, desertos e mares. De acordo com vestígios arqueológicos, foi o caminho das migrações pré-históricas, por onde o homem africano caminhou para a Ásia e chegou à Oceania, sempre em busca de melhores condições de caça e clima ameno. Em sentido contrário, foi a rota das migrações dos indo-europeus, as levas de homens que vieram da Ásia para dar origem aos povos semitas – como árabes e judeus – e à maioria das etnias europeias.

“As primeiras referências aos caminhos que posteriormente seriam chamados de Rota da Seda surgiram na Pérsia, no século 8 a.C.”, diz o historiador e arqueólogo Frantz Grenet, da École Normale Supérieure de Paris, França. Diferentemente dos gregos e babilônios, cuja força era representada nas cidades-estados, os persas se mantiveram nômades ou seminômades. Suas caravanas cruzavam os acidentados terrenos da região entre as montanhas do atual Afeganistão e os desertos do Irã. “A maior parte desses caminhos era conhecida há séculos pelos povos de origem persa: os sogdianos, que habitavam o atual Uzbequistão, os partas, arianos e bactrianos, do atual Afeganistão, e os aracosianos, que viviam onde hoje é o Paquistão”, afirma Grenet. Muito antes de o Império Persa existir, esses povos migratórios já comercializavam seda com chineses e vendiam seus tecidos a romanos e cartagineses em Damasco e Antioquia, na Síria. “Os caminhos abertos por essas caravanas deram origem à Rota da Seda”, diz o arqueólogo francês.

A unificação e a expansão do Império Persa, primeiro sob o poder de Ciro, depois com Dario, no século 6 a.C., deram aos persas o controle sobre um território que ia das montanhas da Grécia ao vale do rio Indo, na Índia, passando pela Turquia e Mesopotâmia. As caravanas vindas do Oeste traziam ouro, marfim e peles de animais da costa africana, cavalos e camelos da Babilônia, vinhos e ferro da Turquia.

Da China vinham a seda, perfumes e ervas aromáticas, além do almíscar tibetano. Nem a conquista do Império por Alexandre, o Grande, em 330 a.C., interromperia o que havia se tornado a avenida central do mundo. Quando Alexandre morreu, era possível trafegar do Egito ao Afeganistão, da Índia à Grécia, falando uma só língua: a do comércio.

Negócio Chinês

Para além da Pérsia, no entanto, nem Alexandre, o Grande, ousou ir. As montanhas do Himalaia constituíam uma barreira às caravanas persas, assim como os povos guerreiros do deserto de Gobi. Do outro lado, no entanto, outro grande Império já construíra sua própria rede viária. Na China, as primeiras referências a uma rota comercial com povos do Oeste indicam que, no século 2 a.C., o diplomata Zhang Qian, por ordem do imperador da dinastia Han, liderou uma expedição para fazer uma aliança com um povo indo-europeu.

“A rota de Qian partia de Xian, antiga capital do Império Chinês, e rumava em direção noroeste pelo deserto de Gobi e pelos altiplanos da Mongólia”, conta a historiadora Laura Newby, da Universidade de Oxford, Inglaterra. Para ela, o encontro das expedições chinesas com as caravanas das antigas rotas persas abriu o que hoje chamamos de Rota da Seda.

Baseados em documentos encontrados em Xian, arqueólogos concluíram que o povo encontrado pelos chineses eram os sogdianos, que haviam dominado o lado oriental da Rota. Eles eram tão influentes que, na época, sua língua era equivalente ao que o inglês representa hoje. “Ao superar bactrianos e indianos no século 3 eles passaram a controlar os dois lados da corrente, com postos na Crimeia e no Sudeste Asiático e colônias no norte da China”, diz o arqueólogo Frantz Grenet. Segundo ele, nessa época era raro alguém fazer o trajeto inteiro da rota, mesmo dispondo de montaria. “O mais comum era as caravanas se especializarem num determinado trecho e comercializarem entre si. Ao final de cada trecho, nasciam entrepostos para descansar, alimentar os animais e, é claro, comercializar mercadorias. Com o tempo, alguns desses locais acabaram se transformando em grandes cidades, como Bukhara e Samarcanda.”

O apogeu sogdiano coincidiu com o declínio da ponta ocidental da Rota. Entre o século 3 e 4, o fluxo de caravanas foi muitas vezes interrompido por falta de segurança. “O período mais perigoso foi provavelmente no século 4, quando as estradas foram bloqueadas pela migração dos hunos em direção ao oeste”, diz o arqueólogo francês.

Enquanto os bárbaros partiam para invadir a Europa e o Império Romano, o lado oriental recebia um novo tipo de frequentador: monges budistas. Os relatos que três deles – Faxian, Songyun e Xuanzang – fizeram das peregrinações entre os séculos 5 e 7 ficaram famosos e hoje são parte do ideário daquela religião. Nesse período, o poder dos budistas fazia com que as viagens dos monges envolvessem, além de questões espirituais, diplomacia e política.

Árabes e Mongóis

A hegemonia sogdiana no comércio e a budista na religião terminou no final do século 8, quando árabes tomaram a Ásia Central. A ascensão do Império Abássida (750-1258) mudou a capital muçulmana de Damasco para Bagdá, e fez desta cidade parada obrigatória para as caravanas do Oriente – causando um desvio e tanto no traçado original. O Islã passou a ser a religião dominante na Rota. Os mercadores árabes e persas (que se converteram à nova fé) sobressaíram. A produção de tapetes de lã e a habilidade dos persas com negócios puseram as cidades de Nishapur e Isfahan entre os principais pontos da Rota.

Com a metade persa se tornando muçulmana, a parte chinesa da estrada estava prestes a cair sob controle mongol. No século 12, Gêngis Khan conquistou toda a Ásia Central, o norte da China e o planalto tibetano. Para comerciantes e peregrinos, paradoxalmente, foi um dos períodos mais seguros para transitar pela rota: bastava pagar.

O líder construiu postos de guarda e mantinha tropas para patrulhar o caminho. “Se o viajante não era um inimigo de Khan, podia percorrer as estradas que o exército controlava”, diz a historiadora Merle Goldman, da Universidade de Boston, nos Estados Unidos. A segurança na Rota não era extensiva às cidades instaladas às margens dela. As tropas mongóis destruíram Bukhara e saquearam Samarcanda em 1220. Bagdá foi arrasada em 1258.

No extremo oeste da Rota, no entanto, o século 13 trouxe boas novidades. A Europa se reabria ao comércio, prejudicado durante séculos pela estrutura feudal e ausência de estradas. Ao contrário do que ocorreu na Europa Central, as cidades-estados italianas se mantiveram em constante intercâmbio cultural e comercial com a África e o Oriente próximo, dominados desde o século 7 pelos muçulmanos.

Da Itália, vem o mais famoso viajante da Rota da Seda: o veneziano Marco Pólo, que teria repetido, entre 1275 e 1295, a viagem que seu pai e tio já haviam feito anos antes. Segundo seus relatos, ele foi de navio até Constantinopla, seguiu para o mar Cáspio e partiu para a Pérsia. Na última parte de sua epopeia, Pólo teria ido até a China, e lá convivido com a corte do imperador Kublai Khan, neto de Gêngis. Sobre essa última escala, há controvérsia entre os historiadores.

Outro viajante famoso foi Ibn Battuta (1304-1369), do atual Marrocos. O árabe percorreu mais de 120 mil quilômetros, parte deles em trechos da Rota da Seda. Os relatos de suas aventuras estão narrados no livro Rihlah (“Viagens”). Nessa época, as guerras promovidas nos Estados mongóis por Tamerlão, um dos sucessores de Khan, frequentemente bloqueavam as estradas e o comércio. Isso foi um empurrão e tanto para que as ascendentes nações europeias se lançassem à aventura de contornar a África em busca de uma rota alternativa até o Extremo Oriente – o que os portugueses conseguiram no século 15. Muito mais baratas e rápidas, as viagens por mar colocaram fim à epopeia milenar de uma estrada que começou com pastores nômades e viu passar uma multidão.”

Assim começa nossa aventura!

Vamos passar por alguns dos lugares citados e, se não vamos desbravar rotas nem participar do comércio, vamos, sim, fazer parte da multidão que passou por lá.

Seremos mais um número? Talvez! Para mim, importa mesmo é ter mais um pedacinho do mundo na lembrança e no coração!

“Em algum lugar, alguma coisa incrível está esperando para ser conhecida.” Carl Sagan

Até a volta!

 

 

 

FÉRIAS 2018 – JAPÃO E FILIPINAS – DE 05 A 22 DE ABRIL

 

FÉRIAS 2018

Antes de ir …..

 

Japão… é para lá que eu vou.

De novo!!!!

Jamais poderia imaginar que voltaria a esse país tão distante, tão sonhado…. Pois é, são as voltas que o mundo dá e com elas vêm aqueles presentinhos que Deus coloca no nosso caminho.

Quando fui pela primeira vez, realizei um sonho cultivado por anos. Nem acreditei quando tive a oportunidade de voltar. Foi quase um susto! E o que dizer agora, pela terceira vez?

Obrigada!

Só tenho mesmo que agradecer a Deus por mais essa oportunidade.

Vou na companhia de amigos queridos, de amigos de amigos que, tenho certeza, serão meus também e de Deus, sempre presente na minha vida.

Dessa vez passaremos dez dias no Japão e cinco nas Filipinas. Alguns ficarão em Dubai, na volta. Não é o meu caso.

 

Japão

Nosso principal objetivo é ver as cerejeiras em flor.

Sakura (lê-se sakurá), um dos símbolos do Japão, é uma flor asiática que possui uma floração muito breve.

Reza a lenda que ela representa o amor, a felicidade, a renovação e a esperança e simboliza a transitoriedade da vida, nos lembrando que devemos vivê-la da melhor forma possível, valorizando aquilo que é realmente importante.

Por sua beleza e tempo de duração, a flor da cerejeira também está associada à efemeridade da existência humana e ao lema dos samurais: viver o presente sem medo.

E é assim que procuro viver. Sem medo, aproveitando cada momento com a certeza de que o tempo passa (muito rápido) e daqui nada levamos.

 

“Viajar é mais do que ver atrações turísticas; é uma mudança que continua, profunda e permanente, nas ideias de vida.” (Miriam Beard)

 

Filipinas

Dizem que é um lugar lindo. É o que espero ver. Se a cultura for interessante e o povo amigável, vai ser uma grata surpresa. Não quero criar expectativas.

 

“Todas as viagens têm suas vantagens. Se o passageiro visita melhores países, ele pode aprender a melhorar o seu próprio. E se a sorte o carrega para o pior, ele pode aprender a apreciá-lo.” (Samuel Johnson)

 

Japão e Filipinas

Nos dois lugares, há lições a serem aprendidas.

No Japão, como eu já conheço, é o que se deve fazer. Nas Filipinas, pelo que eu li, é o que não se deve fazer.

Na prática, tenho uma única certeza…. a vida é um aprendizado.

Então, se eu conseguir ver o lado bom de cada lugar, extrair o que eles têm de melhor, já valeu a pena ter ido.

Vou com a certeza de que voltarei melhor. Aí eu conto como foi!

“Daqui a vinte anos você estará mais desapontado pelas coisas que você não fez do que pelas que você fez. Então jogue fora as amarras, navegue para longe do porto seguro. Agarre o vento em suas velas. Explore. Sonhe. Descubra.” (Mark Twain)

 

FÉRIAS 2018

Quando voltei…..

 

Sonhei, fui, explorei e descobri ……Descobri que valeu a pena ter ido. Aliás, sempre vale.

Se voltei melhor? Claro que sim! Meu mundo ficou mais colorido e eu aprendi um pouco mais.

Aprendi que não dá para ir ao Japão com tantas certezas. O país e seu povo nos surpreendem sempre e seus exemplos são dignos de serem seguidos.

Aprendi, também, que estava enganada a respeito das Filipinas. Não vi nada que desabonasse o povo nem o país. Muito li na internet sobre os problemas que enfrentam e, se não aprendi muito, pelo menos me diverti. Nada a reclamar!

Valeu, também, ter antecipado as férias para ver Sakura, um verdadeiro espetáculo da natureza.

No Japão, a floração das cerejeiras marca o fim do inverno e a chegada da primavera e é muito breve. Por isso, dizem que suas flores representam a fragilidade da vida, cuja maior lição é aproveitar intensamente cada momento, pois o tempo passa rápido e a vida é curta. https://www.significados.com.br/flor-de-cerejeira/

Alguém duvida disso? Eu não! Então… seja para ver as flores das cerejeiras, para viver a vida ou por qualquer motivo, o importante é aproveitar todas as oportunidades e…como eu já disse…se tiver que me arrepender de algo, que seja por feito e nunca por ter deixado de fazer.

 

A viagem

Eterno aprendizado! Que sensação gostosa!

Estranho escrever isso depois de tanto tempo que voltei. Só que, para mim, parece que foi ontem porque estive quase todo o tempo lendo e escrevendo sobre os lugares por onde passamos, vendo as fotos que tiramos e só não terminei antes porque muitas coisas aconteceram nesse meio tempo.

Como a ideia é deixar o registro, nunca me preocupo com o tempo que isso vai levar. As informações estão aí e isso é o que importa.

 

Japão

Voltar ao Japão não gera aquela sensação de déjà vu. O que a gente vê é algo que sempre agrada porque é o potencial de uma nação ou do seu povo, isso não importa. Importa mesmo é saber que eles são capazes de renascer das cinzas e de se reerguer, sem prepotência, quando são abalados pelos desastres naturais ou provocados pelos homens.

Além disso, a tradição e a inovação convivem harmoniosamente. A tecnologia que transforma e facilita a vida não abala crenças e tradições que preservam tão bem, provando a todos que não é preciso destruir a memória para receber o novo. Será esse o segredo do sucesso?

Nossa estadia foi uma grata surpresa. Nosso guia, Bob Lai, fez uma programação escolhida a dedo que foi referendada pela Huang. O resultado? Não podia ser melhor.

Até nos lugares conhecidos, já que a porta de entrada do país é quase sempre a mesma, eles escolheram coisas diferentes para nos mostrar.

Vimos e fizemos um pouco de tudo que foi possível nos 10 dias em que ficamos por lá. Nosso aprendizado não se resumiu à observação da cultura local porque colocamos, literalmente, a mão na massa e vivenciamos uma tradição muito peculiar deles quando participamos do Curso Sanuki Udon e da dança Awa Odori, respectivamente.

Essas experiências muito próximas da cultura local fazem com que a gente, ainda que por alguns instantes, deixe de ser um mero observador para ser parte integrante do processo. E como é bom sentir isso!

Foi lindo ver as cerejeiras em flor. Já sabíamos que não veríamos o espetáculo registrado em muitos cartões postais, mas não nos decepcionamos.

Igualmente lindo e não menos importante foi passar por Kobe e ver uma cidade reconstruída depois de ter sido devastada por um terrível terremoto algum tempo atrás.

Conhecer Hiroshima foi uma lição ímpar porque ela guarda o registro do que sobrou depois da bomba atômica que dizimou vidas e a cidade naquele fatídico 06 de agosto de 1945. Não é só uma cidade que a gente vê. Reviver a história nos dá a dimensão da nossa fragilidade e o que isso pode representar.

O Japão tem sobrevivido a muitas intempéries e tem se reerguido sempre. Depois que estivemos lá este ano, já aconteceram outros desastres naturais em lugares por onde passamos.

Pelo que vimos, com certeza vão se recuperar e nos servir de exemplo, mais uma vez.

 

Fênix

“A fênix é um pássaro da mitologia grega que, quando morria, entrava em auto-combustão e, passado algum tempo, renascia das próprias cinzas. Outra característica da fênix é sua força que a faz transportar, em voo, cargas muito pesadas, havendo lendas nas quais chega a carregar elefantes, podendo se transformar em uma ave de fogo.

A vida longa da fênix e o seu dramático renascimento das próprias cinzas transformaram-na em símbolo da imortalidade e do renascimento espiritual.”

Podemos dizer que o Japão é assim? Não sei…

No Akashi National Park, algumas vezes florida e outras não, a fênix está representada e, segundo o guia, simboliza o renascimento da região depois do terrível terremoto de 1995.

Foi assim que nós a vimos…

 

Filipinas

Melhor não aprofundar o estudo antes de ir para as Filipinas porque os comentários não são nada animadores.

Rota de furacões, fica numa região sísmica, sujeita a tremores de terra, erupção de vulcões e possui lugares ainda selvagens, dentre outras desalentadoras informações.

Não bastasse isso, segundo relatos na internet, Manila, além de capital do país, é capital do rapto. Não faltam informações sobre os cuidados que devemos ter no lugar.

Nada aconteceu durante a nossa estadia no país. A terra não tremeu, não choveu nem sentimos nossa segurança ameaçada. Ainda bem!

O que vimos foi uma região relativamente pobre e, diferente de outros países asiáticos, sem grandes tradições. Pelo menos, não conheci nada muito marcante no pouco tempo que permaneci por lá. Nem a paixão deles pelo karaokê, tão propagada na internet, pude comprovar.

Em Manila fizemos tour de um dia, depois de uma agradável estadia em um resort em Palawan e duas noites em Porto Princesa.

Da música local, sentimos o sabor quando fomos recepcionados na chegada ao resort e na nossa despedida. Uma delícia de música que teria marcado nossa estadia se tivesse sido parte dela todo o tempo. Não foi. Foi apenas uma amostra do que poderia ter sido. Uma pena! Teríamos nos divertido muito mais.

Entre um lugar e outro, conhecemos pontos turísticos que estavam na rota por onde passamos e, para nós, foram dias de lazer muito bem aproveitados.

Enfim, por ser um país de inegável beleza natural e clima maravilhoso, passar uns dias desfrutando do que oferece é um deleite. Muitos poderiam questionar se é preciso ir tão longe para isso. E a resposta, por certo, não seria outra: Por que não? Sempre vale a pena buscar o desconhecido até para descobrir que ele pode não ser aquilo que a gente imagina.

Não foi o caso das Filipinas porque o que vimos não decepcionou nem superou minhas expectativas.

Se valeu a pena ter ido? Sim… valeu….muito!

 

Japão X Filipinas

 

Se quiséssemos traçar um paralelo entre Japão e Filipinas poderíamos dizer que ambos possuem coisas em comum, apesar de serem totalmente diferentes.

 

Semelhanças? 

Países asiáticos, densamente povoados, sujeitos às intempéries naturais, paixão por karaokê.

Ambos são arquipélagos com mais de 300 mil Km2, formados por muitas ilhas, dentre outras coisas.

 

E as diferenças?

O povo, a cultura, costumes, religião, língua, condição social….

As ilustrações abaixo retratam um pouquinho dessa diversidade….

 

Para saber mais….

http://www.br.emb-japan.go.jp/cultura/religiao.html

http://www.wazzuppilipinas.com/2013/07/culture-difference-japan-vs-philippines_6.html

Meu agradecimento especial ao amigo Jorge Polacco que, mais uma vez, elaborou o mapa da nossa viagem. Você não assina, Jorge, mas ele é uma marca registrada da sua arte. Gratidão, sempre!

FÉRIAS 2018 – GASTRONOMIA

Gastronomia

 

Capítulo à parte, a gastronomia foi um dos pontos altos da viagem.

Embora eu não aprecie a culinária japonesa, não posso negar que nos foram oferecidos almoços e jantares dignos de elogios e reverências.

Em cada lugar conhecemos algo típico, tradicional e especial. Um diferencial que encontramos nos bons lugares frequentados pelos nativos e não nos restaurantes de luxo internacionais ou naqueles preparados para receber os turistas.

As nossas viagens sempre têm esse toque local, o que as diferenciam de muitas outras.

Eu não sou a melhor pessoa para descrever esse tópico, uma vez que não gosto da culinária japonesa. No entanto, não tenho como negar a sua importância pois tudo é feito com tanto capricho que cada detalhe parece representar algo naquele conjunto.

Numa mesma refeição, é incontável o número de ingredientes usados no preparo. Tudo muito picadinho, pouquinho, arrumadinho, formando um todo harmonioso, colorido e saudável, na maioria das vezes.

Comida com tutorial? Teve.

Comida tradicional? Teve.

Comida com astro principal? Teve.

Comida temática? Teve.

Comida especial? Teve.

Comida comum? Teve.

Comida gostosa? Pois é… também teve.

Teve até comida feita por nós. Sim… fizemos um curso de culinária japonesa – Curso de Sanuki Udon na Nakano Udon School onde preparamos nosso almoço. Acho que não aprendemos nada, mas nos divertimos muito!

 

 

FÉRIAS 2018 – O GRUPO

O grupo

 

Formado por 19 pessoas de várias localidades, nosso grupo parecia uma família sem as picuinhas que existem nas melhores delas.

Já conhecia boa parte dos integrantes de outras viagens e as pessoas que conheci nessa só somaram em todos os quesitos.

Bob Lai, nosso guia no Japão, e Huang escolheram muito bem as atrações que iríamos visitar. Huang cuidou direitinho de todos e não mediu esforços para atender nossos anseios e nos dar suporte sempre que tivemos necessidade de algo.

Huang e Tony, obrigada por mais essa oportunidade.

Obrigada, Bob Lai, pela companhia e orientação nos dias em que estivemos no Japão.

Huang, Tony, Nathalia, Kingiro, Flávio, Mariane, Pernambuco, Leila, Leila Farinha, Satiko, Cyntia, Kátia, Rosane, Regina Lopes, Maria de Lourdes, Sílvia, Paulo e Walter obrigada pela parceria, pelo carinho e pela amizade.

Foi uma delícia estar com vocês novamente, Huang, Tony, Nathalia, Kingiro, Flávio, Mariane, Satiko, Kátia, Regina Lopes, Maria de Lourdes, Sílvia e Walter.

E foi uma grata surpresa conhecer vocês, Pernambuco, Leila, Leila Farinha, Cyntia, Rosane e Paulo.

Adorei a companhia de todos.

Durante a viagem tivemos muitos momentos de descontração, cantoria e brincadeiras que contaram com a participação de quase todos. Alguns mais tímidos ou comedidos não participaram, mas também não reclamaram das nossas atividades entre uma atração e outra. Quando a atividade era oficial, o coletivo sempre predominava. Parceria total.

Nessas viagens, as pessoas que se agregam ao grupo que já viaja junto há alguns anos sempre são acolhidas. Pelo menos não sei de ninguém que tenha se sentido excluído, a não ser por opção própria. Pelo que eu sei e vi nas viagens de que eu participei, isso foi raro até agora.

O que pode melhorar? Muita coisa. Sempre podemos melhorar algo. Dessa vez, senti falta de música nos últimos dias. Nossa cantora oficial, a Sílvia, ficou doentinha. Com princípio de gripe e garganta inflamada, não conseguiu puxar o coro. E nós, em solidariedade ou por incompetência …. rsrsrs…, não cantamos também, nem mesmo nas Filipinas, onde o Karaokê é o lazer predileto dos nativos. Dança também não teve. Só mesmo a amostra na recepção do resort em Palawan. Tony, o dançarino oficial do grupo, nem se lembrou dela.

No entanto, nada disso tirou o brilho da viagem e, em resumo, mais uma vez valeu a pena ter ido.

Como música é sempre agregadora, acho que nós conseguimos eleger aquela que representa muito bem o que somos….

“Amigos para sempre é o que nós iremos ser
Na primavera ou em qualquer das estações
Nas horas tristes, nos momentos de prazer
Amigos para sempre…”